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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Policia Faz Cerco A Predio De Professor Que Cultiva Maconha...



Ateus e usuarios de Maconha são os mais odiados no Brasil!!!

Ateus e usuários de drogas são os mais odiados pelos Brasileiros

Pesquisa feita pela Fundação Perseu Abramo constatou que, das pessoas consultadas, 17% afirmaram ter repulsa/ódio aos descrentes em Deus, 25% declararam antipatia e 29%, indiferença.

No item antipatia, os usuários de drogas aparecem com um ponto percentual a menos (24%).




À pergunta sobre quais as pessoas que menos gostam de encontrar, 35% responderam que são os usuários de drogas, seguidos pelos descrentes em Deus (26%) e ex-presidiários (21%).

O elevado grau de repulsa aos dependentes químicos, na pesquisa, não chega a surpreender porque são considerados pelo senso comum como geradores de problemas, na família e na sociedade, e, por isso, estão na pauta da mídia.

A repulsa aos ateus surpreende porque, em contraposição aos usuários de drogas, eles não causam problemas, são discretos e não existem para a imprensa.

As possíveis explicações para a rejeição passam pelo fato de os ateus continuarem sendo visto como pessoas não confiáveis, embora nos últimos anos tenha se ampliado o discurso pela tolerância, religiosa ou não.



Apenas 5% dos entrevistados declararam ter repulsa/ódio às pessoas muito religiosas. Mas curiosamente o percentual de antipatia é alto (17%).

A Fundação Perseu Abramo realizou a pesquisa em parceria com a ong alemã Rosa Luxemburg Stiftung com o objetivo de levantar dados sobre a intolerância sexual. Em junho de 2008, foram ouvidas 2.014 pessoas acima de 16 anos de 150 municípios do Sudeste, Nordeste, Sul, Norte e Centro-Oeste. Os resultados estão sendo divulgados agora.

Sobre os ateus brasileiros, há carência de dados. Pelo IBGE, eles são em torno de 2% da população, mas o índice pode ser maior porque os descrentes não gostam de se revelar, e é fácil entender por que diante dessa pesquisa, cuja íntegra está disponível no site da fundação.

Fica a pergunta, e se uma pessoa for ATEU E USUARIO DE CANNABIS????

Loja dá cannabis em troca de comida, nos EUA...

Uma farmácia que vende marijuana para uso medicinal gerou polêmica na Califórnia ao oferecer um cigarro de marijuana grátis para seus pacientes em troca de alimentos que foram doados para caridade.

A loja Granny Purps, em Soquel, próximo a San Francisco, ofereceu um cigarro grátis para cada quatro latas de comida que um cliente trouxesse para doação.

Havia um limite de doação de 12 latas (ou três cigarros) por dia para cada paciente.

Eles conseguiram cerca de 5 toneladas de comida, em troca das quais foram oferecidos 2.000 cigarros, entre novembro e a véspera de Natal, quando a promoção terminou.

A comida, segundo a imprensa local, foi doada para uma entidade especializada.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Era quase o maior charro do mundo

A polícia frustrou uma tentativa de quebra de recorde de confecção do maior charro do mundo, no leste da França. Um grupo de jovens foi interrompido enquanto preparava um cigarro gigante, que já estava com 80 centímetros de comprimento.


“Estes jovens queriam fazer um cigarro de 1,12 metro para bater o recorde mundial e registá-lo oficialmente”, disse um policia francês. “Não sabemos de quem veio a idéia, às vezes elas aparecem do nada”, completou.
Durante uma investigação que procurava um grupo de quatro utilzadores de produtos estupefacientes na região de Vosges, a polícia achou o charro gigante. Com 70 gramas de haxixe, o cigarro não foi acabado por falta de erva.

Um dos fumadores, maior de idade, foi intimado a comparecer perante o juiz, acusado de uso de drogas. Os menores irão ser ouvidos no respectivo Tribunal de Menores.

Craconha, a marijuana adulterada...

Batizada de ‘craconha’, mistura é ainda mais prejudicial à saúde; especialistas alertam para riscos



Especialistas advertem: maconha Brasileira pode conter crack. Como a planta cultivada no Brasil é de má qualidade e tem concentração inferior a 1% de tetraidrocanabinol (THC) – princípio ativo da droga -, traficantes começaram a adicionar pedrinhas do outro entorpecente, mais perigoso à saúde, para potencializar o efeito do cigarro de maconha e cativar clientes.


O alerta partiu do diretor do Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) do Hospital das Clínicas, toxicologista Anthony Wong. “Por ter maconha de baixa qualidade, o traficante adiciona crack para que o usuário tenha o chamado ‘barato’. Muitos jovens não conhecem o efeito da maconha e não se dão conta que estão consumindo outro entorpecente, mais nocivo e que vicia rapidamente.”

O nível de THC é encontrado em maior quantidade nas plantas fêmeas, sobretudo nas partes mais altas dos galhos. Mas, para aumentar a produção, plantadores brasileiros arrancam toda a planta e misturam machos e fêmeas. Depois, em geral, adicionam sabugo de milho e casca da semente de café triturados, além de esterco e capim.

Dessa forma, a maconha nacional não chega a ter 1% do princípio ativo, enquanto o padrão mínimo da droga estrangeira fica entre 1% e 3%.

O delegado do Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), Luiz Carlos Freitas Magno, tem conhecimento da prática de adicionar crack à maconha. “É o chamado ‘bazuco’ ou ‘mesclado’”, explicou o delegado, que dá palestras sobre prevenção ao uso de drogas.

Há cerca de um ano e meio, os traficantes do Rio de Janeiro começaram a vender o kit “maconha mais crack”, batizado por lá de “craconha”. Só que, em território carioca, a mistura é encarada como nova droga. E o motivo da comercialização é outro: o usuário acredita que a maconha, considerada relaxante, pode potencializar o efeito do crack, um estimulante. O que não passa de mito.

PERIGO

A adulteração não só da maconha como de outras drogas é prática freqüente de traficantes brasileiros para aumentar o lucro nas vendas. Muito se fala sobre os danos causados pelo princípio ativo das drogas e a dependência que elas causam. Mas pouco sobre as substâncias usadas para “batizá-las” ou das que são usadas durante a sua fabricação.

Segundo o Instituto de Criminalística, dois tipos de substâncias são geralmente adicionadas aos entorpecentes. Uma é o adulterante, que imita os efeitos da droga. Por exemplo, a xilocaína (nome comercial da lidocaína), um anestésico local que passa a falsa impressão de dormência à pessoa que tem contato com a cocaína. Outro é o diluente, adicionado para aumentar o volume da droga. Por exemplo, pó de vidro, mármore ou massa corrida adicionados à cocaína.

Segundo a polícia, na cocaína vendida ao usuário há apenas 25% do entorpecente. Os outros 75% são formados por outras substâncias. “E, muitas vezes, a quantidade real de droga fica abaixo desse percentual”, diz o delegado.

A cocaína é uma das drogas mais “batizadas”. Entre as misturas encontradas na droga, estão as substâncias inorgânicas, como o pó de mármore, vidro e gesso, que não são eliminadas pelo corpo humano. “Se uma partícula de pó de mármore ficar alojada no pulmão, o organismo vai se defender e envolvê-la. Ele perderá a elasticidade, o que chamamos de fibrose”, explica o diretor do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Elisaldo Carlini.

O diretor do Cebrid alerta para outro problema ligado ao consumo da cocaína associado ao uso de bebidas alcoólicas, principalmente destiladas (uísque, conhaque): forma-se o cocaetileno, que chega a ser 17 vezes mais tóxico e perigoso.

Outro alerta feito pelo toxicologista Wong é que, quando a pessoa tem uma crise por causa do consumo de drogas e vai parar no pronto-socorro, a mistura pode fazer com que o médico não tenha como identificar rapidamente qual substância causou o problema.

JOVENS

Para os especialistas, a existência das drogas “batizadas” é mais um motivo para que os pais antecipem a conversa com os filhos, sobretudo adolescentes, a respeito dos danos causados pelo uso de entorpecentes, em vez de esperarem por atitudes suspeitas ou pela confirmação de que o filho realmente é um usuário de drogas para falar-lhes sobre os seus riscos. É preciso ter em mente também que muitas vezes um adolescente passa a consumir entorpecentes para se sentir aceito pelos colegas usuários.

Maconha é porta de entrada para uso de cocaína e crack, diz estudo... embora não esteja ligado e seja na realidade um mito, o que importa realmente é a mentalidade e a forma como o adolescente ou usuario da droga vê a vida e as substancias, por isso ser tão importante conversar com eles o mais cedo possivel...

Um levantamento feito pelo Serviço Nacional de Orientações e Informações sobre Prevenção ao Uso Indevido de Drogas revelou que a maconha é a porta de entrada para o uso de drogas mais pesadas. Embora na maioria das vezes seja mesmo a saída! Metade das pessoas que se declararam usuárias de maconha também costumavam consumir cocaína e crack. ou seja largaram drogas pesadas para consumir apenas uma leve....

A pesquisa, realizada entre janeiro de 2006 e setembro de 2007, ouviu cerca de mil pessoas usuárias de maconha. Com os resultados evidentes, profissionais da saúde se manifestaram sobre a liberação e transformação da maconha numa droga lícita, afirmando que esta decisão não é adequada.

O Serviço Nacional de Orientações e Informações sobre Prevenção ao Uso Indevido de Drogas recebe cerca de 3 mil ligações mensais pelo telefone 0800-510-0015. O atendimento é realizado das 8h às 24h, de segunda a sexta.

Os efeitos da cannabis, (Os efeitos da Maconha)

Mas o que é o THC? O que faz com que milhões de jovens e adultos passem boa parte de sua vida fumando maconha? O que esta erva faz com nosso organismo?

Dentre a relação da maconha, há vários efeitos positivos e negativos que podem variar de acordo com a condição psicológica de cada usuário e o uso ou abuso da droga.

O tetrahidrocanabinol (THC) é o principal responsável pelos efeitos psíquicos da droga no organismo, sendo bastante lipossolúvel. Metabolizado no fígado, é biotransformada em um metabólito mais potente que o THC.

Efeitos da Cannabis


Positivos

Alguns efeitos podem incluir percepção alterada da realidade, euforia leve, sensação de bem-estar, relaxamento e redução de estresse, aumento na percepção do humor, aumento da lembrança de memória episódica, aumento da sensualidade, aumento da percepção sensorial tátil.

Como usos medicinais incluem-se a redução da pressão intra ocular, aumento de apetite e efeito antiemético, tratamento da esclerose amiotrófica e trauma raquimedular, bem como qualquer enfermidade onde haja uma dor crônica.

Negativos

Falhas na memória recente, taquicardia, paranóia, agitação, falta de coordenação motora, dependência psicológica. Existem divergências quanto ao câncer, que (acredita-se,) é causado pelo invólucro, chamado genericamente de seda.

Um estudo publicado em 2010. Constatou-se que, entre jovens que fumam maconha há seis anos ou mais, o risco de alucinação ou delírios pode chegar a ser o dobro do verificado entre as pessoas que nunca consumiram a droga.

Variantes

A maconha contém além do THC, vários outros canabinóides, entre eles CBD - Cannabidiol e CBN - Cannabinol, com efeitos particulares a cada um; porém, há diferenças de concentrações de acordo com a variedade e manejo.

De acordo com a variedade, podem-se sentir os efeitos predominantemente no corpo (relaxamento muscular, lassidão, sonolência, sem afetações maiores dos pensamentos, algo como um efeito de estar pesado), típico das variedades Cannabis indica, ou a nível mental (melhora do humor, otimismo, estímulo da criatividade, melhora da sociabilidade, euforia ), típicos de variedades Cannabis sativa.

Existem híbridos (cruzamentos) entre as duas variedades, que combinam propriedades das duas, em proporções variáveis, resultando em efeitos sentidos no corpo e mente.

Ação da Cannabis sativa e Cannabis indica

O delta-9 THC, após chegar ao encéfalo é absorvido por receptores específicos, as anandamidas.São encontradas altas densidades de receptores de THC:


1-córtex cerebral
2-hipocampo
3-cerebelo
4-gânglios basais
O que explica os respectivos efeitos físicos e mentais associados ao consumo da droga:
1-alterações na capacidade de pensamento e raciocínio
2-deficiências em mecanismos da memória
3- alterações de coordenação,aprendizagem motora
4- efeitos sobre a capacidade de realização de movimentos suaves


Dentro do sistema límbico é possível identificar uma área relacionada com a sensação de prazer, inclusive o prazer sexual e o causado pelo uso de drogas, essa área é denominada circuito de recompensa cerebral O circuito começa na Área Tegmentar Ventral, segue para o Núcleo Accubens e termina no Córtex Pré-Frontal. Os neurônios que participam desse "caminho" são dopaminérgicos, todo tipo de utilização de drogas e a subseqüente sensação de prazer gerada pelo uso estão,direta ou indiretamente, associadas ao circuito de recompensa cerebral, e conseqüentemente a quantidade de dopamina disponível na fenda sináptica (numa análise qualitativa final há sempre um aumento da quantidade de dopamina [aumento agudo], seja por inibição geral ou parcial das bombas de recaptação do neurotransmissor, ou seja pela estimulação de maior quantidade.)


Gravidez


Um estudo recente com a participação de cientistas europeus e americanos identificou que canabinóides endógenos, moléculas naturalmente produzidas no cérebro e funcionalmente similares ao THC da maconha participam de maneira significante no estabelecimento de conexões entre células nervosas. A formação de conexões entre células nervosas ocorre dentro de um período relativamente curto no cérebro do feto.
Outros estudos na Jamaica sugerem que o uso de maconha durante a gravidez não parece causar defeitos de nascença ou atrasos no desenvolvimento de recém nascidos. Em um estudo feito em 1994, de 24 recém-nascidos jamaicanos expostos a maconha antes do nascimento, e 20 não expostos, comparações foram feitas aos três dias e com um mês de idade, usando a escala de avaliação neonatal de Braz Elton, incluindo itens suplementares para capturar possíveis efeitos sutis. Os resultados demonstraram que não havia diferenças significantes entre bebês de três dias expostos e não expostos. Com um mês de idade, os bebês expostos demonstraram melhor estabilidade fisiológica, dentre outros efeitos positivos.

Overdose


THC tem uma toxicidade extremamente baixa, e não apresenta risco de morte por overdose. Em teste com animais cientistas tiveram muita dificuldade em administrar uma dosagem de THC que fosse alta o suficiente para ser letal. Aparentemente humanos não podem morrer devido apenas à ingestão de THC, a não ser através da administração de doses extremamente altas de forma intravenosa. Em 1998, o Departamento de Justiça Norte americano concluiu que, em termos práticos, maconha não pode induzir uma resposta letal tóxica.
No entanto o consumo de maconha associado ao consumo exagerado de álcool aumenta as probabilidades de morte por coma alcoólico já que a maconha inibe o vômito e com isso o corpo não consegue excretar por esta forma o álcool ingerido em excesso.

Memória


Sob o efeito da droga, é afetada a memória de curto prazo, isto é, a memória de pequena duração da qual precisamos num determinado instante e da qual nos desfazemos em seguida. Este distúrbio acaba quando o efeito da droga passa. Entretanto, efeitos de longo prazo (fumando-se mais de 35 cigarros de maconha por semana ou mais de 15 por dia) podem ser a perda da memória instantânea.
Foram verificados efeitos neuroprotetores contra excito toxidade dessa forma é benéfico na prevenção de doenças degenerativas como o Mal de Alzheimer.
Um relatório feito em 1998 do CNRS, dirigido pelo Dr. Pierre-Bernard Roques, determinou que "antigos resultados sugerindo mudanças anatômicas no cérebro de usuários crônicos, medidos por tomografia não foram confirmados por técnicas modernas de neuroimagem como a Ressonância Magnética Nuclear, alterações morfológicas do hipocampo de ratos após a administração de doses altas de THC não foram demonstradas." Ele concluiu que a maconha não tem nenhuma neurotoxicidade como definida no relatório, diferente do álcool e cocaína.

Dependência


Está comprovado cientificamente pela OMS que a maconha provoca dependência psicológica. Alguns afirmam que a dependência é menor que o tabaco ou o álcool, no entanto tal comentário é muito genérico, pois outros fatores como freqüência de consumo e percentual do princípio ativo nas substâncias consumidas varia muito.

Aparelho respiratório


Há uma certa polêmica com relação aos efeitos da maconha no aparelho respiratório. Como as pesquisas dos efeitos da maconha são mais recentes do que as produzidas sobre o tabaco, os resultados tendem a ser controversos e preliminares. Contudo, uma suposta pesquisa da OMS (Organização Mundial de Saúde) a qual teria sido censurada por motivos políticos informa que a maconha não causa bloqueio das vias respiratórias, enfisema pulmonar ou qualquer outro dano às funções pulmonares.

Risco de câncer no pulmão


Apesar de haver entre os usuários uma ideia disseminada de que fumar maconha é menos prejudicial aos pulmões do que fumar tabaco, isso pode não corresponder à realidade. Em matéria de material particulado, fumar de 3 a 4 cigarros de maconha por dia equivale a fumar mais que 20 cigarros de tabaco, porque o pulmão do fumante de maconha recebe uma carga líquida de material particulado cerca de quatro vezes maior do que o fumante de tabaco. Isso porque a maconha é fumada com um volume de tragada 2/3 maior, volume de inalação 1/3 maior e com um tempo de retenção da fumaça quatro vezes maior do que os valores considerados para o tabaco. Alguns desses problemas são causados porque o cigarro de maconha não é fumado com filtro, já que este é um processo de industrialização.

Brasil testa Cannabis contra a doença de Parkinson

Pesquisadores da USP de Ribeirão Preto e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia, testam o canabidiol – uma das 400 substâncias encontradas na maconha – para tratar males como a doença de Parkinson, fobia social e sintomas psicóticos da esquizofrenia.

Um trabalho publicado em novembro de 2009 traz resultados promissores para controlar efeitos adversos do tratamento do Parkinson. Seis pacientes receberam cápsulas de canabidiol em associação ao remédio contra a doença durante um mês.


“Os parkinsonianos apresentaram melhora nas alterações de sono e nos sintomas psicóticos e tiveram maior redução dos tremores”, diz o psiquiatra José Alexandre Crippa, professor do Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da USP e um dos pesquisadores.


"Não tenho nenhuma dúvida de que a maconha é importante. No passado, foi considerada um dos principais produtos para combater dores miopáticas, chamavam-na de divindade da neurologia. Pacientes com transtorno obsessivo-compulsivo e com mania dizem que podem ouvir do médico os melhores argumentos para pararem de usar maconha, mas não vão parar porque se sentem nitidamente melhor. Mas é obviamente desaconselhável o uso não terapêutico da erva, porque pode piorar os sintomas psicóticos. É um paradoxo, porque as substâncias podem ajudar a tratar problemas, mas quem fuma não sabe o que está inalando, desconhece a proporção dos compostos, diz Crippa. O controle é importante”.


No Brasil, ainda não é legalizado a Cannabis para o uso terapêutico. Mas em outros países tanto o canabidiol quanto o TCH (delta 9 tetrahidrocanabinol) – os compostos derivados da erva mais estudados- são utilizados para tratar também dores neuropáticas, náusea e vômito causadas por quimioterapia e esclerose múltipla.


Eles são disponíveis em forma de cápsulas, spray bucal e adesivo e podem ser inalados – em alguns estados dos EUA, pacientes são autorizados a fumar maconha com teores mais elevados de TCH para tratar algum problema.


Pesquisadores defendem a criação da Agência da Cannabis Medicinal, uma exigência da ONU para que os países possam usar clinicamente os medicamentos à base de derivados da erva. A agência seria vinculada ao Ministério da Saúde.

Sementes de cannabis viram isco para peixe

Começou a ser comercializado em vários países da Europa um novo isco para ser colocado em anzois de pesca. Trata-se de sementes de cannabis enlatadas.

Para os fabricantes, todos peixes procuram a semente.

Até parece conversa de pescador. Só que é verdade. Sementes de maconha em lata para ajudar a fisgar peixes.

O enlatado está à venda nas casas de materiais desportivos da Europa e, também, nas lojas de vendas legais de produtos canábicos. Aqueles que tem de tudo: sabonete, óleos comestíveis, roupas, chapéus, adereços, etc.

Contou o dono de uma loja que as pessoas ainda têm receio de pescar. Acham que podem acabar tendo problemas com a polícia, ou seja, esta poderá suspeitar que as sementes são para plantações e não para peixes.

Os que comercializam os enlatados querem colocar o produto nos supermercados, como alimentos para peixes de aquário. Para os "brincalhões", a maconha relaxa e os peixes ornamentais podem parar de nadar e dormirem no fundo dos aquários.

Para os vendedores todos os peixes buscam as sementes, os de rios e de mar.

Nas lojas de pesca que comercializam as latas contendo sementes de maconha (Cânhamo-canabis-canapa), existem catálogos informativos sobre como preparar o anzol.

pronta para uso, sem perda de sementes

Não se sabe, ainda, a insuspeita opinião dos pescadores a respeito da novidade e dos resultados.

Exército é barrado por floresta de marijuana no Afeganistão

Tropas canadenses que lutam contra militantes talibãs no Afeganistão encontraram um inimigo potente e inesperado: florestas quase impenetráveis de plantas de maconha, com cerca de três metros de altura.
O general Rick Hillier, chefe da equipe de defesa canadense, disse que os talibãs estariam usando as florestas como esconderijo. Como forma de ataque, os canadenses camuflaram pelo menos um carro com maconha.

"O desafio é que a maconha absorve muita energia e aquece rapidamente. É difícil penetrar com dispositivos térmicos. Temos que ter muito cuidado para que os talibãs não utilizem as florestas como esconderijo freqüente", disse o general em Ottawa.

"Tentamos queimar a floresta com fósforo, mas não funcionou. Tentamos com diesel, também não funcionou. As plantas têm tanta água que simplesmente não dá para queimá-las", disse.

Até quando a incineração teve sucesso, houve problemas. "Algumas plantas foram queimadas com sucesso, mas um grupo de soldados que estavam contra o vento sofreram efeitos indesejados. Então provavelmente esta não é a melhor idéia", declarou Hiller.

Um soldado disse ao general mais tarde: "Senhor, três anos antes de entrar no exército eu achei que nunca diria 'Maldita maconha!'".

domingo, 26 de dezembro de 2010

Documentario "Historia da Proibição da cannabis", Ingles

Ofensiva da Cannabis Medicinal



O movimento pelo reconhecimento da utilização médica da cannabis nos EUA entra em etapa ofensiva. A irracionalidade que justifica a perseguição à planta vêm se tornando mais evidente, e a cada dia cidadãos e grupos vão retomando seus direitos cognitivos, se organizando e atuando através de processos legais contra o grande gerador e mantenedor desta situação surreal de proibição - o governo americano.

A ACLU (American Civil Liberties Union) está protestando judicialmente contra a política do DEA (Drug Enforcement Agency) de bloquear o desenvolvimento de pesquisas científicas privadas - e aprovadas pelo FDA (Food and Drug Administration) - que poderiam levar a aprovação da cannabis como medicamento. De fato, a ACLU está representando o Prof. Lyle Clarke, especialista em plantas aromáticas e medicinais da Universidade de Massachusetts que há mais de 4 anos luta para conseguir uma licença do DEA para produzir plantas em condições de serem utilizadas em pesquisas científicas.

"Apesar da ação de controle do DEA o público merece, e crescentemente exige, uma avaliação científica justa e completa sobre os possíveis benefícios médicos da cannabis. Como cientista, é meu trabalho produzir plantas para pesquisas. A recusa do DEA em permitir o cultivo de cannabis para pesquisa impede o acesso especializado às propriedades potencialmente medicinais desta planta"

Lyle Craker, Ph.D. - University of Massachusetts Professor
É realmente fascinante a lógica do DEA: afirma que não existem estudos que provem a eficácia do uso medicinal da cannabis, e ao mesmo tempo bloqueia o desenvolvimento de qualquer pesquisa neste sentido. Mas as contradições não estão passando de forma desapercebida como até há algum tempo atrás, o que se confirma pela cobertura favorável dos editoriais da imprensa no assunto (NYTimes, Boston Phoenix, NewStandard, etc.)

A M.A.P.S. através de Rick Doblin, seu presidente, também está processando o governo americano por não fornecer o material (cannabis) destinado a pesquisas aprovadas pelo FDA, dentre elas a que testa o uso de vaporizadores para a ingestão segura (eliminando a fumaça) dos princípios ativos da planta. No presente caso, Doblin irá testemunhar como a aprovação da licença ao Prof. Craker iria beneficiar o interesse público ao prover condições adequadas para estudos de qualidade no assunto, e aproveitando a oportunidade de observador privilegiado, está publicando um blog que acompanha o caso de perto. Vale à pena ficar ligado no que acontece por lá.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Moeda comemorativa da cannabis

Os habitantes da pequena República de Benin, país da África ocidental, parecem gostar mesmo da "marijuana". Para confirmar essa verdadeira paixão a Casa da Moeda daquele país acaba de cunhar uma nova moeda em homenagem a nossa famosa erva conhecida cientificamente por Canabis Sativa e popularmente por maconha.

Essa bela homenagem faz parte do início de uma campanha que promove o lançamento de uma nova série de moedas, que passaram a circular em Benin, dedicadas as plantas mais populares do universo e intitulada "Fameuse Plantes Monde".

O melhor de tudo isso, é o fato da moeda apresentar o cheiro típico da maconha. Para sentí-lo, basta esfregar suavemente a folha de cor vede contida no seu anverso e cheirá-la. A folha verde (vide imagem acima) que representa a "Canapa" foi devidamente colorida com uma tinta especial que ao ser esfregada exala o seu cheiro característico.

Não será nenhuma surpresa se essa exótica moeda de Benin passar a ter circulação mundial. Não pelo seu valor de troca, mas como um objeto raro, que desperte a cobiça de alguns colecionadores para o inusitado artefato. Assim como, para alguns, a moeda do dólar americano traz sorte à quem a tem em sua carteira, é bem provável que a moeda da nossa erva, também tenha seus benefícios e seja de ótima sorte tê-la em nosso poder.


"A erva que Mata a Fome"

À crise dos produtos agrícolas para exportação responde-se com o cultivo da cannabis, cujo mercado está em enorme expansão sobretudo nas cidades. Eis o caso de Khat, no Corno de África.


Se um agricultor da Costa do Marfim cultiva cannabis em vez de cacau, no mesmo terreno ganha 300 vezes mais (o preço da marijuana sobe, o do cacau desce: em 1995 a relação era de 60 para 1; a da marijuana/café de 100 para 1, enquanto em relação ao arroz e à mandioca em conjunto ganhava-se 50 vezes mais). No Senegal, um hectare cultivado de cannabis rende 50 vezes mais do que plantado de amendoim. Na Gâmbia, 10 vezes mais.

Segundo o Observatório Geopolítico das Drogas (OGD) de Paris, existe uma estreitíssima relação, que se desenvolveu particularmente nos últimos 15 anos entre: queda dos preços dos produtos agrícolas para exportação (café, cacau, amendoim) provocada pelas «leis» do mercado global; crise da agricultura de subsistência determinada pela introdução dos programas de ajustamento estrutural (PAE, os programas de reestruturação e privatização da economia concebidos pelo FMI) impostos a muitos países do continente; aumento em flecha das mais rentáveis plantações de cannabis, autêntica cultura de substituição (além disso, ela cresce por todo o lado sem necessidade de terra fértil nem de cuidados particulares), não obstante o seu cultivo ser ilegal em toda a África.

Para Laurent Laniel, investigador do OGD, os programas de ajustamento estruturais (PAE) são os principais responsáveis pela revolução da cannabis. Em muitos países favoreceram a exportação maciça de produtos entre eles concorrentes: a baixa produtividade contribuiu para diminuir os preços nos mercados internacionais. Os PAE acabam com as barreiras alfandegárias e as medidas proteccionistas cortam financiamentos e assistência técnica à agricultura de subsistência, prejudicando a produção interna: por isso, no Senegal, em 1997, um quilo de arroz cultivado no país custava 180 francos CFA, enquanto um quilo importado da Tailândia custava 135. O cultivo da cannabis organizou-se segundo as mesmas modalidades da produção de cacau e amendoim. Técnicos e conselheiros que antes ajudavam a cultivar cacau, hoje prestam serviço na cultura da marijuana. «Os negociantes de cannabis», explica Laniel, «substituíram o Estado e oferecem aos agricultores sementes, conselhos técnicos, preços fixos, acordos antecipados, e, nalguns casos, financiamento.» No Senegal, ao longo da fronteira com a Gâmbia, a crise do amendoim fez diminuir em 40 por cento o poder de compra dos agricultores. Os intermediários, que frequentemente se tornam usurários, foram substituídos pelos traficantes ganeses, que antecipavam dinheiro aos agricultores sem pedir juros e que eram reembolsados directamente em cannabis.

Sem contar que a cannabis bem seca pode conservar-se durante um ano e, neste caso, é melhor que ter uma conta no banco (admitindo que os agricultores a consigam ter): pode vender-se parte dela quando um doente precisa de medicamentos, um morto de funeral, um filho tem de pagar as propinas escolares...

Na África ocidental, os maiores produtores são a Nigéria e o Gana, seguidos da Costa do Marfim e do Senegal. Mais a sul temos os Camarões, Congo e R. D. Congo. A leste, o Quénia, onde a produção de cannabis está em grande expansão e muitas vozes se levantam indicando a presença de plantações de coca e papoila, a tal ponto que, para a OGD, o Quénia é «a Colômbia da África oriental». Embora a polícia não seja capaz de prender nenhum grande traficante, a OGD considera que os proprietários das grandes plantações são «ricos e pessoas influentes da região». Por fim a África do Sul: em 1995, um porta-voz do Governo declarou que, num ano, foram produzidas 175 mil toneladas de marijuana em 85 mil hectares. O que faria da África do Sul o primeiro produtor mundial de «erva». Mas estas cifras foram contrariadas pelos observadores estrangeiros, que falam ao máximo de 35-40 mil hectares. De qualquer modo, segundo Francesco Silvestri, da Narcomafie, «a África do Sul tornou-se num dos principais produtores de marijuana. A polícia estima o valor do mercado local em 15 mil milhões de dólares e o negócio desperta a cobiça das grandes mafias, que começaram a estabelecer-se em toda a África austral». Sem contar que a cannabis é cultivada também no Botswana, Lesoto e Suazilândia.



Mercado global e repressão ineficaz



A procura está em constante crescimento: a marijuana produzida em África é consumida principalmente em África, em todas as grandes cidades (a destinada à Europa é embarcada nos portos de Abidjan, Dacar e Lagos). E com grandes lucros: na Costa do Marfim, um quilo de marijuana é vendido nas ruas de Abidjan por um preço 60 vezes superior ao de compra, mas em Ouagadougou multiplica-se por 100. Os clientes não faltam: segundo as estimativas do Governo do Gana, cerca 15 por cento dos habitantes fumam ou já fumaram marijuana, tornando o país num dos maiores consumidores/exportadores.

Quem são os consumidores habituais na África ocidental? «Todos os militares», responde Laniel, «e os polícias durante os turnos da noite. As prostitutas antes de receberem os clientes. Muitos trabalhadores: taxistas, mineiros, estivadores, operários. A crise económica e o desemprego aumentaram a procura de cannabis, porque os jovens fumam marijuana para poder aguentar os trabalhos mais duros e os horários mais massacrantes.»

A repressão ao tráfico é muito fraca. Não só pela falta de meios e pela corrupção das forças da ordem, mas sobretudo porque o negócio da cannabis é politicamente demasiado comprometedor. Os produtores são eleitores e frequentemente os traficantes são homens de grandes negócios e influentes tanto a nível local como a nível nacional. Nas palavras de René Ahyi, psicólogo de Cotonou entrevistado por Narcomafie, «o branqueamento de dinheiro sujo proveniente da droga que transita no Benim está em plena expansão. No nosso país, vivem três jovens, muito ricos, notoriamente envolvidos. Todos os conhecem, mas são ricos e poderosos, protegidos pelo poder político. Por isso intocáveis. Um constrói casas e automóveis, alimentando assim a maior indústria do Benim. Veio da Nigéria: não é um político, mas tem os políticos a seus pés...».

Em muitos países, as forças da ordem contentam-se em prender alguns produtores e destruir algumas plantações: quase nunca tentam descobrir e prender os traficantes de cannabis.



Somália, guerra e khat



Khat: folha e caule de um arbusto semelhante ao chá que cresce nas zonas altas do Corno de África e à volta do monte Quénia, onde é chamado miraa. É mastigado habitualmente (nos dois dias seguintes à sua colheita) por quase todos os homens somalis. Juntamente com a arma e o camelo, o khat é o símbolo de pertença ao mundo dos adultos. É um excitante que alivia a fadiga e a fome, cria uma sensação de euforia seguida de uma ligeira «embriaguez». Em África, não é considerado droga, mesmo que tenha efeitos comparáveis, em parte, aos da marijuana.

Reginald Herbold Green estudou aprofundadamente a relação entre o khat e os somalis (cerca de 18 milhões, distribuídos pela Somalilândia, Somália, Quénia, Etiópia, Jibuti e as comunidades da diáspora) para a Review of African Political Economy. A produção total de khat factura, a preços por grosso, cerca de 900 milhões de dólares. A Etiópia é o primeiro produtor do mundo e, juntamente com a Somália, o primeiro consumidor com uma facturação compreendida entre os 400 e os 500 milhões de dólares; toda a produção e o comércio estão nas mãos de somalis. Cerca de 30 por cento do khat etíope é exportado pelo Jibuti e pela Somalilândia. O Quénia é o segundo produtor, com uma facturação entre os 200 e os 250 milhões de dólares. 75 por cento do khat/miraa é exportado pela Somália (não pela Somalilândia) passando pelo aeroporto Wilson de Nairobi; o resto é consumido no Quénia, particularmente em Mombaça. Os agricultores são quenianos, mas os comerciantes são somalis.

Se, para a Somalilândia, Green estima que 25 por cento dos recursos do Governo derivam das taxas sobre o khat, que incide sobre cerca de 25 por cento dos consumos pessoais (por outras palavras, em média, um habitante da Somalilândia gasta uma quarta parte do seu rendimento mastigando khat), 30 por cento sobre as importações e 50 por cento sobre a produção agrícola, constituindo complexivamente cerca de 16 por cento do produto interno bruto (PIB), para a Somália faltam dados estatísticos. O julgamento de Green é, contudo, inequívoco: «Na Somália o khat é o coração da guerra. Constitui o maior factor individual de comércio e de afluxo de dinheiro, que tende a concentrar-se em poucas mãos. Diz-se que grandes comerciantes como Osman Atto facturam através do khat mais de 100 milhões de dólares por ano, tendo ao seu dispor uma pequena frota aérea e dois aeroportos, um para o comércio em geral e outro em exclusivo para o khat. O controlo do negócio khat está intimamente ligado à possibilidade de manter uma milícia, de armá-la e equipá-la em condições». Os senhores da guerra somalis são também os senhores do khat de forma mais ou menos directa. Como Said Mohamed Hersi, que no primeiro trimestre de 99 foi duas vezes ao Quénia para controlar pessoalmente o regular funcionamento da sua rede de abastecimento de khat.

A conclusão de Green é terrível e compromete também todas as agências humanitárias, globais, multilaterais, bilaterais, sem excluir as ONG. «Ironicamente, tornaram-se agências para a cobertura e a reciclagem de dinheiro proveniente do tráfico de khat», porque, ainda que os contratos prevejam que os salários sejam em grande parte pagos em dólares americanos em Nairobi, há sempre uma determinada quantia paga em xelins somalis; e estes só podem ser encontrados nas mãos dos grandes comerciantes

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

10 Razões para a Marijuana DEVER SER legalizada...



1. A Marijuana é uma escolha pessoal, e não do Governo.

O Governo só deveria ter o direito de proibir a marijuana, se as acções provenientes dos indivíduos que a consomem prejudicassem outras pessoas, isto é como dizer que a nossa liberdade acaba quando prejudicamos a liberdade de outras pessoas, o que não estamos a fazer já que fumar um charro é, na minha óptica, praticamente a mesma coisa que fumar um cigarro, cada um é livre de fumar, seja ao ar livre, seja em sítios fechados (desde que os mesmo cumpram as novas regras do tabaco), seja em nossa casa. Por outro lado o governo tem o direito de limitar as nossas escolhas se estas significarem uma ameaça iminente para os próprios indivíduos, mas este argumento não se aplica porque, em primeiro lugar, os estudos que existem têm dito, sobretudo, coisas boas sobre a marijuana, e, além disso, a marijuana comparada com outras drogas legais faz menos mal que as mesmas, estou obviamente a falar do álcool e do tabaco. Em segundo lugar este argumento não é válido porque quem escolhe fumar um charro depende só de si e do seu discernimento, tendo em conta os benefícios e malefícios da mesma (mais uma vez tal como o álcool e o tabaco).

2. Manter a Marijuana ilegal é demasiado dispendioso.

Portugal gasta, actualmente, milhares de euros todos os anos, atrás daqueles que consomem e traficam marijuana. Os contribuintes pagam os seus impostos para o governo usar, além das despesas óbvias, em comida, alojamento, cuidados médicos, advogados, tribunais, entre outros, para prenderem estes “criminosos”. Isto é um preço demasiado caro por uma coisa que é tão natural como uma alface, ou uma couve. Além disto se a marijuana fosse legal o governo não só deixaria de ter estas despesas, como ainda iria arrecadar milhares de euros em taxas e poderia empregá-los em programas de educação para as drogas, ou em hospitais, escolas, enfim… Numa imensidão de coisas que nos traria bem mais benefícios.

3. A proibição está a falhar.

Não há indícios que a proibição está a diminuir o uso das drogas, aliás está até a aumentar já que é o “fruto proibido” e além disso está bem mais acessível aos jovens, mas se, pelo contrário, fosse legal, haveria uma idade mínima para o consumo da erva, o que poderia levar a uma diminuição do consumo da mesma em pessoas novas demais para o fazerem, e sem mentalidade suficiente para perceberem os benefícios e malefícios da mesma. Comparando a marijuana com o álcool é mais difícil para um adolescente conseguir comprar álcool num supermercado do que erva na rua, obviamente que o dealer não lhe vai pedir o BI, apenas o dinheiro. Depois das variadas tentativas de proibir a marijuana por todo o mundo, e de haver actualmente mais e mais gente a consumi-la (mais de 25 Milhões de pessoas), torna-se evidente que a proibição não está a resultar como os governos pretendiam.

4. A ilegalidade faz com que os programas para educar os jovens não sejam possíveis.

Se o objectivo era reduzir o consumo de drogas, então o governo deveria focar os nossos impostos em programas de dissuasão e educar os jovens, e não em policiamento, e em julgamentos que, mais uma vez, poderiam ser evitados se a cannabis fosse legal. Tudo bem que em portugal temos a Comissão de Dissuasão da Droga e Toxicodependência (CDDT) para aqueles que são apanhados com as quantidades de droga permitidas por lei, mas ainda assim esta não é legal, bem como o seu cultivo.

5. A ilegalidade encoraja o tráfico.

Um mercado legal e regulado seria o suficiente para reduzir o tráfico de droga entre os adolescentes bem como diferenciar definitivamente as drogas leves das pesadas. O facto de ser ilegal faz com que se criem oportunidades de mercado e que se torne mais rentável para os dealers venderem-na ilegalmente, isto é, se houvesse um mercado dedicado à comercialização da marijuana não só teria mais qualidade, como iria desencorajar o seu tráfico.

6. Menos dinheiro para os “Gangs”

A legalização faria com que o dinheiro do tráfico fosse menos significativo, ou seja, sendo a marijuana ilegal o mercado negro criado à volta da mesma é bastante rentável para as pessoas que detêm estes “negócios”, quero com isto dizer que o facto de ser ilegal faz com que se movam milhões de euros todos os dias para os verdadeiros barões deste negócio. Se a mesma fosse legalizada este mercado deixaria de ser tão significativo e, consequentemente, menos lucrativo para estes “gangs” ou grupos de crime organizado, o que lhes quiserem chamar.

7. Criar-se-ia um mercado sustentável para o Cânhamo.

Em primeiro lugar deixo-vos aqui uma pequena definição de cânhamo ou Hemp (em inglês): Hemp é o nome que se dá à fibra que é cultivada, com fins meramente industriais, das variações das plantas de Cannabis, estas fibras são usadas para a produção de papel, roupa, etc… (um pequeno aparte, bastava que se começasse a fazer papel desta fibra para evitar a desflorestação que se cria devido à nossa necessidade de usar papel para tudo, e com isto ajudar o ambiente de que tanto se houve falar ultimamente).

Posto isto, a legalização da marijuana seria o suficiente para se criar um mercado à volta do cânhamo, como um recurso bastante importante nos dias de hoje. Não só pode ser usado para o fabrico de papel e roupa, mas para a criação de bio-combustíveis que reduziriam as emissões de dióxido de carbono para a atmosfera. Na Europa e no Canadá já se cultiva cânhamo legalmente sem, no entanto, se legalizar a marijuana, mas nos Estados Unidos a oposição à legalização da erva continua a ser o maior obstáculo ao desenvolvimento do cânhamo. Além disso com as recentes políticas energéticas relativas ao uso de bio-combustíveis como meio de reduzir as emissões de CO2, tornam ainda mais importante o desenvolvimento do cânhamo para uso industrial com vista a desenvolver um combustível mais amigo do ambiente.

8. A pesquisa não é clara.

Os motivos pelos quais a marijuana é ilegal fazem com que os seus argumentos sejam cada vez mais fracos. Muitos dos mitos que se criaram sobre os malefícios da erva, baseados em teorias algo antigas do séc. XX, onde a ciência e os estudos sobre a erva eram incertos, e pouco claros, e onde os efeitos da mesma ainda não eram bem conhecidos fazem com que haja necessidade de a estudar a fundo, esmiuçando os seus prós e contras. Desde que os receptores canabinóides foram descobertos no fim dos anos 80, que as preocupações sobre os malefícios da erva deixaram de ser importantes, e as recentes pesquisas confirmam que os canabinóides não só não são prejudiciais como, pelo contrário, até podem ser benéficos em variadas situações. Toda a gente concorda que a marijuana, (ou até o tabaco e o álcool) não é para as crianças, por outro lado isto não significa que o seu uso moderado nos adultos tenha impactos negativos nos mesmos.

9. A marijuana não é mais ou menos segura que outras substâncias legais.

A marijuana não é uma droga letal e é bem mais segura que o álcool. Está provado cientificamente que a erva não é tóxica para os humanos. A possibilidade de termos uma overdose derivada do consumo da marijuana é praticamente impossível, senão mesmo impossível, e até hoje nunca foi declarado um único caso de morte por overdose desta. Além disto a erva é, de longe, menos viciante que o álcool e o tabaco. É injusto que os consumidores da erva sejam punidos pela lei, enquanto que os consumidores das outras drogas legais e mais prejudiciais não.

10. A marijuana tem os seus benefícios.

A marijuana tem os seus atributos positivos tais como os seus usos medicinais. Muitas pessoas consomem marijuana porque se informaram e sabem que esta decisão é boa para elas. A erva acalma as dores, náuseas, ou até espasmos em indivíduos que não conseguiram encontrar solução para estes sintomas com medicamentos convencionais. A marijuana é, portanto, o resultado da filtragem de boa informação, com a qual estes indivíduos decidiram que lhes traria mais benefícios que prejuízos.

The Union: O negocio por detras da Cannabis


"The Union: The business behind getting high", é o nome de um documentário que está repleto de informação sobre a erva e, especialmente porque ela é ilegal e não legal, todos os motivos políticos, económicos e sociais são tratados neste grande documentário.

Não são teorias de conspiração nem foi criado por pessoas que estão a favor da legalização é apenas um documentário que trata os factos assim como são, começa por explicar muito resumidamente a historia para todos perceberem como apareceu e o que é a marijuana, mostram partes de um filme que foi criado para dizer mal sobre esta planta apesar de nunca existir nenhum estudo sobre a mesma, alias o único estudo que foi feito na altura era falso visto que fizeram com que os macacos nos quais estavam a fazer testes tivessem ficado sem ar respirando apenas fumo morrendo assim de intoxicação.

Este documentários é na minha opinião o melhor que existe devido a informação acessível mas sempre baseada em factos e estudos. Mostra como o facto de ser ilegal destrói a vida de muitas pessoas nos Estados Unidos e mostram também como funciona o mercado ilegal e como os dealears ficam ricos devido a existência deste mercado, neste documentário vão ter todas as duvidas respondidas e explicadas.

Explicam também o mito que a erva leva ao consumo de outras drogas e explicam como esse mito não passa de isso mesmo, um mito!!!!

Veja o Trailer:

Cover de "I Love the Way You Lie"...

Cover da famosa musica de Eminem e Rihanna, mas claro a falar e a defender cannabis.... em Ingles!!!

MUITO BOA...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Cannabis poderá conter crescimento do cancro mama...

Os componentes activos da cannabis e os seus derivados poderão reduzir o crescimento do cancro da mama e o desenvolvimento de metástases, constata uma equipa de cientistas espanhóis que testou os efeitos desta droga em ratinhos, noticia a agência EFE.

Em comunicado, os investigadores da Universidade Autónoma de Madrid (UAM), da Universidade Complutense de Madrid e do Centro Nacional de Biotecnologia destacaram esta segunda-feira que os canabinóides podem deter e acabar com as células derivadas de tumores de mama.

Esta descoberta acaba de ser publicada na revista Cancer Cell, na qual os cientistas explicam que a investigação foi realizada com ratinhos afectados pelo modelo genético de cancro da mama MMTVneu. Estes animais, segundo a UAM, geram tumores da mama, de forma espontânea, que posteriormente são transferidos por metástases ao pulmão, porque expressam elevados níveis de uma proteína chamada "oncogene ErbB2", também presente nos humanos que sofrem deste tipo de cancro.

Os cientistas indicaram que a propriedade anti-tumoral parece vir do receptor de canabinóides CB2, enquanto que os efeitos psicotrópicos associados a esta droga se devem fundamentalmente ao receptor CB1, que é "o que se expressa predominantemente no sistema nervoso", explicam os especialistas.3

Liga de futebol intolerante com fumadores de tabaco e cannabis

Jacques Grobelaar, director executivo da liga, apelou aos adeptos dos dois emblemas para que respeitem “aqueles que levam familiares e crianças pequenas ao estádio e que se possam sentir afectados pelo fumo”.


A Liga Profissional de Futebol da África do Sul (PSL) lançou hoje o alerta na véspera do grande "derby" de Joanesburgo de que os fumadores de tabaco e cannabis serão detidos pela segurança do estádio onde decorrerá o jogo.

Kaizer Chiefs e Orlando Pirates, os dois maiores clubes de Joanesburgo e da África do Sul, medem forças no sábado, no estádio de Soccer City, às portas do Soweto, sendo este o único embate com potencial para lotar o enorme recinto de 94 000 lugares que serviu de palco à abertura e encerramento do Mundial de 2010.


A PSL avisou os adeptos que se desloquem ao estádio de que contará com mais de um milhar de seguranças equipados com binóculos para detectar os fumadores quer de tabaco quer de cannabis, esta última uma substância ilegal, mas que é amplamente consumida pela população.

No que diz respeito aos meros e tradicionais cigarros, a legislação sul-africana proíbe o fumo em zonas públicas, o que abrange os recintos desportivos.


Jacques Grobelaar, director executivo da liga, apelou aos adeptos dos dois emblemas para que respeitem “aqueles que levam familiares e crianças pequenas ao estádio e que se possam sentir afectados pelo fumo”.

Estrangeiros à porta dos “coffee shops”...


O Tribunal de Justiça Europeu decidiu, refere o NRC Handelsblad: "A Holanda pode emitir um ‘wietpas’", o passaporte cannabis destinado a impedir os estrangeiros de entrar nos coffee shops.

O Governo decidiu instaurar este passaporte reservado à população local e obrigatório para entrar num coffee shop. Algumas comunidades pensam que este sistema favorece o tráfico de droga. Segundo o Tribunal, "a cannabis é um estupefaciente e, por esse motivo, não é abrangido pela livre circulação de mercadorias".

Considera igualmente que "os Governos deveriam ser capazes de manter a ordem e promover a saúde pública". Sublinhou ainda que o novo sistema não será fácil de gerir. Por exemplo, só a cidade de Maastricht atrai 3 milhões e 900 mil turistas, dos quais 70% são estrangeiros.

HEMPCRETE - Materiais de construção a base de Cannabis

São inumeras as possibilidades do uso do canhâmo, usado para fazer o papel, roupas e painéis de carroceria, o canhâmo também pode ser usado para construir casas ecologicas, como eu disse são inumeras as possibilidades do uso...


Este estudo vem sendo conduzido pela Universidadde de BATH situada na Cidade de Calverton no Reino Unido, em parceria com o Centro de BRE para os materiais de construção inovadores, baseado na própria universidade.

O edificio que é chamado de Hempod, a casa é toda feita a partir do nucleo picado do caulê da planta do canhâmo misturado com um aglutinante especialmente desenvolvido, a base de cal.

A porosidade do composto de canhâmo proporciona um isolamente de alta qualidade, e a pata a base de cal protege o canhâmo e faz com que o material se torne altamente resistente ao fogo, animador não ?

Dr. Mike Lawrence, Oficial de Pesquisa da Universidade do Departamento de Arquitetura e Engenharia Civil , explicou: "Embora já existam algumas casas no Reino Unido construídas utilizando cânhamo e cal, o Hempod será o primeiro projeto que foi construido exclusivamente para fins cientificos.

Dr Mike Lawrence disse ainda:
"eles irão monitorar a casa por 18 meses, monitoramento de temperatura e humidade, eles tem sensores enterrados nas paredes das casa que medem a rapidez em que o calor e o vapor passam por elas."




E o melhor de tudo, é o preço, geralmente materias de construção respeitadores do meio ambiente acabam sendo mais caros, mais o projeto Casas Renovaveis que é financiado pelo Departamento de Energia e Mudanças Climaticas comprovou que a casa de canhâmo seria economicamente viavel, tornando o Hempcrete competitivo com tijoslos e a argamassa convencional.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Criança encontra maconha dentro de jogo do X-Box


 
 
Uma criança britânica de quatro anos de idade, descobriu um pacote de cannabis dentro de um jogo para a X-Box, no condado de Sussex, no Reino Unido. ‘Fight Night Round 4’, o jogo, foi comprado usado de locadora, quando o menino achou o fuminho, foi logo perguntar para o pai do que era, este por sua vez teve um ataque nos nervos e imediatamente foi até à loja para reclamar.

"E se o Riley tivesse pensado que eram doces e os tivesse mastigado?", perguntava Andy, o pai da criança. "Ele ficaria chapadão", eu respondo. Existem muitas suspeitas sobre o caso: Algum adolescente viciado em games pode ter esquecido sua Cannabis sativa dentro da embalagem, alguém colocou lá de propósito só por maldade ou então o próprio pai do gurizinho é tão chapado que esqueceu que a maconha era dele. A polícia investiga e todos negam, pra variar.

É estranho conseguir entender o que se passa na mente de pessoas preocupadas com seus filhos, que logicamente não querem que eles se droguem, mas ao mesmo tempo permitem que as crianças brinquem com jogos violentos como o "Fight Night Round", um jogo de boxe que ensina as crianças a darem socos.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

"Malana Cream", o melhor haxixe do mundo...

Os melhores coffeeshops da Holanda têm no alto de seus menus: Malana Cream, um dos melhores haxixes do mundo. Ele é produzido em Malana, na Índia, um vilarejo isolado nas montanhas com costumes muito particulares. Mas tanto a produção de haxixe quanto a cultura centenária do local estão ameaçadas. O mundo moderno está se aproximando.

Moti está sentado sobre uma pedra próxima à escada do templo com uma pilha de plantas de maconha. Calmamente, ele tira folha por folha para macerá-las em suas mãos fazendo o haxixe. Um curioso turista espanhol vai até ele, mas Moti protesta contra a abordagem. Ele mostra ao estrangeiro uma placa: ‘No tuching. One thusand rupese fine’ (Não toque. Multa de mil rúpias). O turista já vai se retirando quando Moti pergunta: “Você quer comprar charras (haxixe)?
Muitos visitantes de Malana ouvem esta frase. Com outros homens do povoado, Moti passa o dia todo sentado próximo ao templo com um cachimbo cheio de haxixe, fumando e vendendo charras.

Malana Cream

O ‘Malana Cream’, como a especialidade local é chamada, é mundialmente famoso. No vilarejo ele é vendido por cerca de 20 euros cada 10 gramas – três vezes mais que o haxixe proveniente do estado de Himachal Pradesh. Na Holanda, sai por cerca de 12 euros por grama no balcão – dez vezes mais que os tipos mais baratos de haxixe.
Os turistas vêm do mundo inteiro, mas principalmente da Europa, Israel e Índia. Eles aceitam o tratamento um pouco estranho. Estrangeiros não podem tocar nada nem ninguém em Malana. Os 1600 moradores acreditam que são tão puros que todos os não-malanenses são vistos como intocáveis. 

Lenda

Segundo a lenda, os malanenses são descendentes de soldados do exército de Alexandre o Grande que se radicaram na região no ano 326 antes de Cristo. A língua singular, a arquitetura única, a democracia centenária e a pele clara de muitos moradores parecem confirmar esta teoria. Eles mesmos acreditam que são descendentes do sagrado Jamdagni Rishi, seu Deus, que também tem a última palavra no parlamento de Malana.
Mas Jamdagni Rishi vem perdendo seu poder em Malana. No lugar de sua imagem, agora há uma antena parabólica em muitas casas. A mudança começou em 2005, quando a companhia de energia construiu uma represa na região. O projeto trouxe eletricidade ao vilarejo, uma escola e um médico, e nos anos que se seguiram, uma estrada que todos os dias traz o restante do mundo para mais perto. O trajeto a pé até Malana foi reduzido de vários dias para apenas meia hora. Acredita-se que no ano que vem a estrada chegue até o vilarejo.

Atmosfera exótica


”É uma Malana completamente diferente”, diz um turista indiano que já visita o vilarejo há muitos anos por causa do haxixe e da atmosfera exótica. “As pessoas estão se vestindo de outra forma e há mais turistas. Acabou a tranquilidade.”
A polícia também interrompe com frequência a tranquilidade do local. “Eles vêm pelo menos uma vez por ano. No mês passado cortaram todas as plantas de maconha que puderam encontrar”, conta Moti.


Erva daninha

Mas apesar da estrada, a briga das autoridades contra a produção de haxixe continua difícil. Cannabis cresce ali como erva daninha - plantas com metros de altura nos jardins e quintais ao redor das casas. As plantas também estão nas montanhas no entorno de Malana e, oficialmente, não são de ninguém.
Por isso um ex-agente da brigada antidrogas tentou uma nova tática: com sementes patrocinadas, ele quer que os moradores de Malana troquem a maconha pela produção de feijões e ervilhas. Embora algumas famílias tenham optado por esta opção, parece uma tarefa impossível. “Nós plantamos legumes e verduras, mas nada dá tanto dinheiro como o haxixe”, diz o plantador de maconha Shubh Ram.

Imitação


O malanense se preocupa como futuro do Malana Cream. “A estrada traz muita poluição e isso pode prejudicar a qualidade do solo.” Shubh Ram também acredita que um aumento do turismo não será bom para Malana. “Não há haxixe suficiente. Já há muita imitação no mercado. Isso é ruim para o nosso nome.”
Mas ele admite que a estrada tornou a vida mais fácil. Hospitais e escolas ficaram mais perto. Mas seu veredito final é negativo: “A estrada torna as pessoas corruptas.”


Sementes de cannabis são comida e Viagra para Passaros

A venda de 'cannabis' sativa está regulamentada. Portugal quer restabelecer a confiança na produção industrial da planta, mas não como droga.

As sementes de 'cannabis' são vendidas em lojas de animais enquanto comida para canários e como 'viagra' para a reprodução de pássaros. Uma experiência realizada pelo DIÁRIO comprovou que as sementes arredondadas que se vendem em 'cocktails' para canários, quando lançadas à terra, brotam uma planta de 'cannabis' que pode atingir 50 centímetros de altura.

Pode-se encontrar as chamadas 'misturas para canários' em qualquer expositor com artigos para animais. Entre os cereais, a maioria composta por alpista, há fartura de sementes de 'cannabis' sativa. Esta espécie de planta, da família das canabináceas, tem níveis baixos de 'cannabinoides' e uma relação baixa de THC-tetrahidrocanabinol (substância química responsável pelos efeitos alucinogénios).

Apesar de esta ser pouco usada como matéria-prima de drogas, há indivíduos que adquirem estas sementes para criar plantações ilegais de 'cannabis' (ver texto na coluna ao lado), com o fim de produzir e traficar 'erva' para fumar.

É verdade que a 'cannabis' sativa tem efeitos menos activos, mas os sintomas alucinogénios podem perdurar durante duas a três horas, se fumado, e 5 a 12 horas, se ingerido ou bebido. Suficiente para levar alguns jovens a cair na tentação e a desafiar a lei e os tribunais.

Uma das lojas contactadas pelo DIÁRIO vende-as avulso. Outra em sacos embalados pelo próprio estabelecimento. O preço é uma ninharia: um saco com 100 gramas pode custar 15 cêntimos. A maioria dos vendedores até desconhece que nas 'misturas para pássaros' haja 'cannabis'.
Nas lojas de animais com um leque de oferta mais vasta, pode-se encontrar sacos com sementes de cânhamo. Dizem os especialistas em reprodução de aves que esta substância, composta por fibras do caule da 'cannabis', é o 'viagra dos pássaros'.

Pode parecer estranho que sementes de uma planta ilegal estejam acessíveis a qualquer pessoa, mas a verdade é que esta é uma actividade regulamentada.

Segundo o decreto regulamentar n.º 23/99, do Ministério da Justiça, que estabelece 'regras relativas ao controlo do mercado lícito de estupefacientes, substâncias psicotrópicas, precursores e outros produtos químicos susceptíveis de utilização no fabrico da droga', 'o cultivo do cânhamo para fins industriais, bem como a comercialização de sementes de baixo teor de THC, são actividades lícitas, autorizadas e incentivadas nos termos de regulamentação comunitária'.

A UE reconhece que a cultura do cânhamo industrial ('cannabis' sativa L) tem tido um crescimento exponencial nos países industrializados, 'não sendo alheias a tal facto inegáveis vantagens ecológicas para além da sua elevada rentabilidade', lê-se no diploma, promulgado por Jorge Sampaio e publicado no 'site' da Polícia Judiciária.
Não obstante, assinala que é declaradamente proibido o cultivo de cânhamo para fins não industriais. Tal como comentou ao DIÁRIO um dos vendedores de artigos para animais, 'as sementes destinam-se aos animais e não às pessoas'. O difícil é comprovar que, efectivamente, as sementes de 'cannabis' adquiridas por cada pessoa destinam-se aos animais.

É, aliás, vincado no próprio decreto regulamentar que há 'questões carecidas de aperfeiçoamento' e que é preciso clarificar as regras de aplicação do regime no que se refere à cannabis sativa L, 'de modo a restabelecer a confiança em tal cultura que é de todo o interesse dinamizar, à semelhança do que se verifica em outros Estados-membros produtores'.

Venda de cânhamo surpreende IRAE

O director da Inspecção Regional das Actividades Económicas estranha que sementes de 'cannabis' estejam a ser vendidas ao público. Tem, inclusive, dúvidas quanto ao uso de cânhamo na alimentação animal. 'É a primeira vez que ouço falar numa situação destas, que é uma matéria sobre a qual nunca tivemos intervenção', referiu, após alerta do DIÁRIO.

Ontem, Valentim Caldeira estudava o caso e admitia vir a apreender as embalagens de cânhamo, como medida cautelar, caso viesse a concluir que a comercialização é ilícita.
O decreto regulamentar n.º 23/99 diz que a competência da fiscalização do comércio e venda de cânhamo é do Infarmed e 'sai da alçada da intervenção da IRAE'. Segundo o diploma, cabe ao Infarmed comunicar infracções e anomalias no mercado legal de estupefacientes ao Ministério Público ou à Polícia Judiciária. Não obstante, a IRAE promete só descansar depois de apurar se esta é uma actividade legal.
Após uma série de contactos com a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica e de um estudo mais aprofundado sobre a legislação vigente, a convicção de Valentim Caldeia era a de que 'em princípio a comercialização de cânhamo não está definida'.

PSP apreende plantas às dezenas

São, na maioria, jovens os detentores dos 'laboratórios' domésticos, onde se produzem 'cannabis', que têm sido apreendidos pela Polícia.
Em finais de Julho, a PSP deteve um jovem de 19 anos, por suspeitas de tráfico de estupefacientes. Em estufas dissimuladas entre a vegetação de Santa Cruz, o suspeito mantinha uma plantação com 95 pés de 'cannabis' em estado adulto e 4,17 gramas de sementes idênticas às que são vendidas nas lojas de animais, como suplemento alimentar para pássaros.
Em Agosto, a polícia descobriu outro foco de cultivo de 'cannabis', apreendeu 33 plantas e deteve um jovem de 27 anos, em Machico.

Clima madeirense é favorável

Recentemente, foi notícia que os Açores tinham dos melhores climas da Europa para a produção de 'cannabis', de acordo com uma classificação de sites holandeses especializados na matéria.
O clima húmido e o solo vulcânico eram apontados como garantia da boa qualidade da 'erva', razão que explicava, então, o aumento de plantações ilícitas existentes na região.
Na verdade, também a Madeira tem condições propícias ao desenvolvimento da 'cannabis'. Por cá 'dá lindamente, eu próprio já experimentei no Jardim Botânico, não como planta de droga mas enquanto planta ornamental', confessou Rui Vieira, engenheiro agrónomo e conhecedor da botânica regional.
'Temos condições óptimas', apontou, enumerando a temperatura amena e o ar húmido que habita a uma média altitude, entre os 300 e os 600 metros. 'É por isso que essas plantas hoje são mais vistas como plantas de droga, nocivas do que industriais'.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Moçambique, Paraiso para Narcotraficantes

 
Moçambique é um país de trânsito para drogas ilegais como o haxixe, cocaína, heroína e cannabis (suruma) para consumo na Europa, e de mandrax para alimentar o mercado sul-africano, indica um contundente relatório do governo norte-americano preparado em Março deste ano mas só agora libertado para acesso público.

O relatório aponta as fronteiras vulneráveis, fraca vigilância policial na costa, formação e equipamento inadequados das agências de administração de justiça e corrupção na polícia e no poder judicial como factores que fertilizam terreno para o crescente trânsito de drogas. O relatório da Estratégia Internacional de Controle dos Narcóticos é preparado anualmente pelo Departamento do Estado norte-americano e apresentado ao Congresso.

Embora o papel de Moçambique no trânsito internacional de drogas esteja a crescer, o país não é nem grande produtor nem grande consumidor de drogas pesadas, segundo o relatório. A produção local se limita ao cultivo de cannabis e um número reduzido de laboratórios de mandrax, embora em crescendo. O maior consumo é de cannabis (suruma) a nível nacional, acompanhado de um consumo limitado de “drogas de discoteca” como ecstasy, medicamentos sem prescrição médica, e heroína nas zonas urbanas.

Os caminhos da droga
Moçambique é um ponto favorito para o desembarque de drogas em África e posterior reenvio para Europa e para África do Sul, o maior consumidor de estupefacientes na região, com pequenas quantidades reenviadas para Estados Unidos e Canadá.  O relatório de Washington faz notar que as drogas chegam em pequenos barcos até à costa das províncias de Cabo Delgado, Nampula, Sofala e Inhambane, onde são armazenadas, reembaladas e reexportadas por via terrestre a outros países.

O haxixe (resina do cannabis), a heroína e outros derivados do ópio têm origem no Sul de Ásia, transitam pela Índia, Paquistão, Emiratos Árabes Unidos e Tanzânia até chegarem a Moçambique.  Segundo o relatório, traficantes do Sul da Ásia controlam este tráfico.

Em 2009, foram reportadas pequenas quantidades de cocaína latino-americana chegando com correios humanos nos voos aéreos provenientes do Brasil. A estimativa do volume de drogas em trânsito baseia-se nas pequenas quantidades interceptadas e nas observações de oficiais moçambicanos e do escritório das Nações Unidas contra as Drogas e o Crime  (UNODC).

Em 2008, 538 moçambicanos e 10 estrangeiros foram acusados por uso ou tráfico de drogas no curso de 480 investigações. Porém, apenas 26 foram condenados. O tom do relatório do Departamento de Estado, a decisão do presidente Barack Obama de considerar o empresário Momade Bashir Sulemane como barão de droga e a associação de Moçambique a campos de treino da Al Qaeda, correspondem a um escalar de frustrações da administração norte-americana em relação ao governo de Moçambique.

Nos últimos anos, através dos canais diplomáticos apropriados, Washington tem procurado persuadir Maputo a agir contra o tráfico de drogas e os circuitos de corrupção gerados pela droga. Relatórios das Nações Unidas já mencionaram nomes de vários generais na reserva associados ao tráfico de drogas.
A administração americana também gostaria que Maputo tivesse “pulso mais forte” contra o recrutamento e envio de moçambicanos para “cursos islâmicos fundamentalistas” da tendência whabita no Sudão e na Arábia Saudita. As autoridades americanas consideram que correntes islâmicas funda-mentalistas desenvolvem actividades de proselitismo ao longo do Corredor de Nacala, afastando os líderes mais moderados e tradicionais das confrarias muçulmanas.

As mais recentes posições públicas de Washington são uma clara indicação de que o grau de exigência em relação a Moçambique vai aumentar de tom, uma promessa que já havia sido feita em círculos restritos, quando o governo moçambicano decidiu ignorar os apelos para que a Comissão Nacional de Eleições tivesse uma atitude mais inclusiva em relação aos partidos da oposição que disputaram as eleições gerais de Outubro de 2009.

Brigada anti-narcóticos em crise

A brigada anti-narcóticos esta baseada em Maputo e responde ao chefe da Policia de Investigação Criminal (PIC) no Ministério do Interior.

“A brigada sofre de uma falta de recursos generalizada e opera a níveis reduzidos comparado com anos anteriores,” diz o relatório, para depois sublinhar que a brigada não recebe formação há vários anos.
Uma unidade policial especializada na luta contra o crime organizado, incluindo a tráfico de narcóticos, opera nos aeroportos das capitais provinciais desde 2005.

“Apesar da retórica anti-corrupção do governo, a corrupção é percebida como sendo generalizada em Moçambique”, afirma o relatório. “Oficiais seniores do governo são suspeitos de estar envolvidos no tráfico de narcóticos”.

Isso aponta a impunidade dos narcotraficantes e poderia explicar porque não se interceptou nenhum carregamento de haxixe em 2007 e 2008, e nenhuma heroína no primeiro semestre de 2009.

“Peixe grande é difícil de pescar”, disse um membro sénior do governo moçambicano citado no relatório.
A combinação da corrupção na polícia e no poder judicial, aliada à fraca formação e de equipamento, facilita aos traficantes a usar Moçambique como ponto de trânsito. O ano passado o jornal SAVANA testemunhou a venda livre de haxixe na zona de Inhassoro, Inhambane perante a passividade da polícia e do administrador local. Estudos económicos feitos por sectores da cooperação operando em Moçambique, estimam que uma parte do boom imobiliário que se regista no país, especialmente em Maputo, resulta da lavagem de dinheiro proveniente dos circuitos do tráfico de drogas.

No futuro

Os Estados Unidos planeiam fortalecer o diálogo com o governo moçambicano sobre a corrupção no âmbito local, melhor controle das fronteiras e os processos judiciais dos traficantes.
Também se comprometem a apoiar a formação de agentes da lei e fiscais na Academia Internacional para Administração de Justiça em África, no Botswana.

Segundo o documento, o Departamento de Defesa (DED) norte-americano continuará a trabalhar com a Marinha moçambicana em técnicas de intercepção de pequenos barcos no mar, usando as lanchas de patrulha doadas pelos norte-americanos, e na instalação de uma rede de sensores que proporcionará informação compreensiva em tempo real sobre a costa, uma capacidade que até agora a Marinha não tem.
Afirmam uma avaliação de assuntos anti-narcóticos através de todo o sistema judicial criminal será feita em Fevereiro de 2011 para poder desenhar um programa de ajuda

Marijuana já é cultura de rendimento em Moçambique



A cannabis sativa, conhecida como soruma em Moçambique, já se tornou uma cultura de rendimento na província de Cabo Delgado, tendo sido apreendidas cerca de quatro toneladas da droga nos últimos cinco anos, segundo uma organização governamental.

De acordo com o Gabinete de Prevenção e Combate à Droga em Cabo Delgado, "a soruma é hoje cultivada em quase toda a província, como cultura de rendimento e a escalada da sua produção está a fomentar os actuais níveis de consumo e tráfico desta droga".

Dados fornecidos por aquele gabinete indicam que 133 pessoas foram condenadas por tráfico ou consumo de estupefacientes, tendo sido destruídos 77 campos de cultivo da soruma, nos últimos cinco anos.

A mesma fonte refere que a polícia apreendeu nos últimos cinco anos cerca de quatro toneladas de cannabis, tendo sido sujeitos a tratamento 174 toxidependentes.

Num acto simbólico para marcar o Dia Internacional de Luta Contra o Tráfico de Drogas, que se comemorou no passado domingo, foram destruídas 300 quilos de soruma.

Falando sobre a efeméride, Tomé Matebe, do Gabinete de Prevenção e Combate à Droga em Cabo Delgado, afirmou que o Estado moçambicano está preocupado com o actual nível de consumo de estupefacientes no país, uma vez que são responsáveis pelo recrudescimento do crime violento, abandono escolares e infecções por HIV/SIDA e outras doenças.