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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

HEMPCRETE - Empresa desenvolve cimento que “sequestra” carbono

                          

Considerado vilão da construção civil e responsável pela emissão de toneladas de CO2 na atmosfera, o concreto pode agora, ajudar a reduzir os gases do efeito estufa presentes no ar. O responsável é o Hemcrete®, 0um tipo de concreto que mistura materiais naturais como cânhamo, cal e água e, segundo seus produtores, não apenas neutraliza como também sequestra mais carbono do que produz, deixando um saldo positivo no ar. O produto, desenvolvido e comercializado na Europa, é fabricado pela Tradical® e deve desembarcar ainda esse ano nos Estados Unidos sob forte esquema de fiscalização e um custo bastante salgado. A causa disso tudo, é um dos materiais presentes no cimento – o cânhamo, uma fibra extraída da planta Cannabis. Apesar de serem da mesma família, o cânhamo possui um teor de THC muito inferior ao da maconha. Ainda assim, sua produção é proibida em muitos países e os que toleram seu cultivo (como China, Canadá e alguns países da Europa), o fazem de forma estritamente controlada.

                                         

Solução ao cimento

Segundo dados do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), para cada tonelada de cimento produzido sobra para a atmosfera 1 t de CO2. Os dados ainda afirmam que a indústria cimenteira é responsável por 7% das emissões de gás carbônico no mundo. A proposta da Hemcrete® é fazer um trabalho melhor e menos agressivo que o cimento tradicional. Os seus fabricantes garantem que o material, que pode ser utilizado em diversas etapas da construção, desde isolamento de telhados até a pavimentação do local, é impermeável, à prova de fogo, bom isolante térmico, não apodrece (quando usado acima do solo) e é totalmente reciclável. Os benefícios ambientais estariam no saldo de gases emitidos ao longo de todo o processo de cultivo, fabricação e utilização do produto. Segundo os produtores, o Hemcrete® é capaz de absorver 110 kg de CO2 por cada m3 de parede construída – tudo graças à planta, que sequestra o gás durante seu crescimento. Eles ainda afirmam que, em caso de demolição, o material pode ser utilizado como fertilizante.

                                  

Apesar da teoria animadora, é importante lembrar outros fatores capazes de “acinzenta” iniciativas como esta. Minimizar os impactos ambientais causados pela extração do cal e planejar a produção e distribuição do produto de forma a torná-los menos agressivos são boas formas de tornar o novo material ainda mais sustentável.

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