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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Mujica afirma que se opõe a maconha e aborto, mas prefere legalizá-los






Presidente do Uruguai diz que prefere legalizá-los para que não cresçam 'nas sombras' e causem mais prejuízos à população
O presidente do Uruguai, José Mujica, disse nesta quinta-feira em entrevista à Agência Efe que se opõe ao consumo de maconha e à prática do aborto, mas que prefere legalizá-los para que não cresçam "nas sombras" e causem mais prejuízos à população.



A maconha é "uma praga", mas o narcotráfico é "muito pior", disse o líder em referência a seu projeto de lei para legalizar o consumo e a venda de cannabis, cedendo o controle do setor ao Estado.



"Nunca fumei maconha porque sou de outra época e não defendo nenhuma dependência", afirmou o líder em sua casa, uma chácara nos arredores de Montevidéu que transformou em residência presidencial quando chegou ao poder em 2010.



No entanto, para Mujica, o narcotráfico é "mais problema" que o consumo de maconha ou de outras drogas porque "tende a multiplicar" o grau de violência na sociedade "e é uma doença que corrói por baixo". "Propusemos a hipótese de regular o mercado da maconha como uma tentativa para arrebatá-lo (dos narcotraficantes)", justificou.



Nunca fumei maconha porque sou de outra época e não defendo nenhuma dependência José Mujica presidente do Uruguai


Além disso, a legalização "permitirá tratar os consumidores problemáticos" porque "se continuarem clandestinos ou escondidos, não poderemos fazer nada por eles". A humanidade "reprime há 100 anos" o consumo de drogas e "não propõe nenhuma alternativa" e os fatos "demonstram que estamos fracassando", assinalou Mujica.



É preciso "ter a audácia de pensar novas variáveis porque o consumo nas sombras é muito pior", opinou. Um projeto de lei apresentado no ano passado e que é analisado no Parlamento autoriza o Estado a assumir "o controle e a regulação de atividades de importação, exportação, plantação, cultivo, colheita, produção, aquisição, armazenamento, comercialização e distribuição de cannabis e seus derivados".



Segundo números da Junta Nacional de Drogas, 20% dos uruguaios de idades entre 15 e 65 anos consumiram maconha alguma vez em sua vida e 8,3% a consumiu no último ano.




CannabisTuga - Mujica - 'Nunca fumei maconha porque sou de outra época', disse Mujica




Sobre o aborto, Mujica disse que "acontece algo parecido". Contra esse fenômeno "estamos todos", mas "por impedimentos sociais, problemas econômicos ou outros" abortos continuam sendo realizado "nas sombras". No ano passado, o Parlamento uruguaio descriminalizou a interrupção da gravidez até a 12ª semana de gestação sempre que sejam respeitados certos procedimentos regulados pelo Estado.



A paciente deve passar por uma comissão técnica que a informa sobre seus riscos e inclusive sobre a possibilidade de não interromper sua gravidez e encaminhar a criança à adoção. Depois tem cinco dias para refletir e, se ratificar sua vontade, será submetida ao aborto farmacológico, seguindo os critérios recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).



Em janeiro deste ano, primeiro mês da aplicação efetiva da lei, foram realizadas 200 interrupções de gravidezes no Uruguai. Apesar de ser proibido por lei até ano passado, no país ocorrem mais de 30 mil abortos anuais, segundo números oficiais, embora a realidade possa dobrar esse número de acordo com organizações não-governamentais. A legalização "tira o problema da sombra e nos permite tentar incidir" para que a mulher "volte trás em sua decisão (de abortar)", argumentou Mujica.



Fonte : Terra.com.br

Canábis pode prevenir diabetes




Consumidores habituais de canábis têm níveis de insulina mais baixos, segundo um estudo científico que poderá levar ao desenvolvimento de novos tratamentos contra a diabetes.

A tetracannabinol (THC) - substância ativa do canábis que já mostrara dar resultados contra os efeitos secundários da quimioterapia, como as náuseas - parece ser também eficaz na prevenção da diabetes, segundo um estudo cujas conclusões foram divulgadas no "American Journal of Medicine".

A associação entre o consumo de canábis e os baixos níveis de insulina foi estabelecida com base nos dados de 5 mil pessoas, recolhidos entre 2005 e 2010 nos Estados Unidos, no âmbito da Observação Nacional para a Saúde e Nutrição.

Perto de duas mil pessoas revelaram ter consumido canábis em alguma altura das suas vidas e mais de uma em cada dez (579) eram consumidores regulares.
Tratamentos com THC

Apenas os que haviam consumido a droga no último mês mostraram ter maior protecção contra a diabetes, sugerindo que os efeitos em causa não perduram no tempo. Os consumidores habituais apresentaram em jejum níveis de insulina em média 16% inferiores em comparação com os que nunca haviam consumido a droga.

Murray Mittleman, que conduziu o estudo levado a cabo na Unidade para Investigação de Epidemiologia Cardiovascular do Diaconisa Beth Israel Centro Médico de Boston, referiu que anteriores estudos já haviam mostrado baixos índices de obesidade e de diabetes entre os fumadores de marijuana.

Caso a eficácia do THC na prevenção da diabetes venha a ser confirmada por futuros estudos, novos tratamentos poderão vir a ser desenvolvidos utilizando a substância ativa da droga sem os seus efeitos intoxicantes.

Fonte : Expesso

Notícias – Cannabis pode diminuir risco de cancro da bexiga




Pessoas que fumam cannabis podem estar menos propensas a ter cancro da bexiga do que aquelas que fumam cigarros, apontou um estudo publicado pelo jornal Huffington Post. Investigadores norte-americanos compararam o risco da doença em mais de 83 mil homens, com idades entre 45 e 69 anos, ao longo de 11 anos, que fumavam apenas cigarros, só cannabis ou as duas substâncias, avança o portal Terra.

De acordo com o autor Anil A. Thomas, membro do departamento de urologia no Kaiser Permanente Medical Center em Los Angeles, o uso da cannabis foi associado a uma redução de 45% na incidência de cancro de bexiga. ”Enquanto o de tabaco foi associado a um aumento de 52% no mesmo órgão", complementa. A ligação, segundo ele, não prova uma relação de causa e efeito. “No entanto, a teoria é que existem receptores na bexiga que são afectados pela cannabis."

A pesquisa segue um outro estudo de médicos do California Pacific Medical Center, em São Francisco, que afirma que um composto derivado da cannabis poderia parar a metástase em muitos tipos de cancro agressivo, incluindo os da mama, cérebro e próstata. Enquanto os cientistas continuam a explorar os benefícios de saúde de planta proibida, algumas constatações parecem ecoar o que utilizadores de cannabis medicinal informalmente dizem sobre a cura através da erva.

De acordo com a publicação, no início deste mês, Bill Rosendahl, um vereador de Los Angeles, publicou um vídeo no YouTube anunciando que está a vencer a luta contra o cancro em grande parte graças ao seu uso de cannabis medicinal. "A cannabis medicinal salvou a minha vida", disse ele.

Controvérsia

Por outro lado, um estudo da Escola Keck de Medicina da Universidade do Sul da Califórnia descobriu uma ligação entre o uso de cannabis e um risco de aumento de cancro de testículo.

Segundo o Huffington Post , a controvérsia sobre as aplicações médicas da cannabis levou a Associação Médica Americana em 2009 a recomendar que os legisladores reclassificassem a cannabis para permitir mais pesquisas científicas em seus potenciais usos médicos. A erva, no entanto, continua classificada como substância controlada perigosa, ao lado de heroína e LSD.

Marijuana estimula novos recordes?





Peritos russos estão perplexos com a decisão da Agência Mundial Antidoping (WADA) de aumentar em 10 vezes o limite de cannabis no organismo humano.


Trata-se de canabinoides, que se produzem no consumo de cannabis. Tal abordagem incomum, assumida pela instituição supostamente responsável pelo rigor das competições esportivas, leva-nos a refletir sobre os aspetos profissionais e éticos da questão.

Os escândalos relacionados com a dopagem têm acompanhado desde há muito a realização de eventos esportivos. Muitos ciclistas, patinadores e esquiadores foram desqualificados devido ao uso de substâncias proibidas.

Muitas vezes, o fenômeno esteve na origem de múltiplos problemas pessoais que levavam ao fim da carreira esportiva.

Para os médicos das seleções nacionais, o controle de dopagem constitui uma dor de cabeça no decurso de quaisquer competições. A luta por um resultado “limpo” se trava, por vezes, até a morte. De notar que, à medida que as exigências endurecem, os produtores de substâncias ilegais não se cansam de inventar novas fórmulas de estimuladores bem camuflados.

Pelos vistos, preconiza-se um objetivo nobre – fazer com que o esporte seja ao máximo transparente, capaz de incentivar o modo de vida saudável e o respeito por elevadas normas morais. Tanto mais estranha e insólita parece a recente decisão da WADA que, no essencial, vem transformando o consumo de cannabis – uma droga interdita em vários países – em uma espécie de recurso recreativo inofensivo ao serviço dos atletas.

O jornalista esportivo Grigori Tvaltvadze chamou de “chocante” tal decisão tomada pela WADA:

“Custa muito entender as causas que levaram a esta decisão tendo em conta o duro combate à efedrina, galasolina e outras substâncias. Mas isto constitui um problema sério para os atletas. Muitos violaram esta regra. Hoje prosseguem os jogos do campeonato mundial de hóquei. Porém, até atletas com boa reputação foram apanhados em fragrante delito.”

O Comitê Executivo da WADA aumentou o teor de cannabis admissível de 15 atuais para 150 nano gramas por milímetro. Na avaliação de especialistas, aos atletas será permitido fumar marijuana, sem medo de serem desqualificados, até um dia antes das competições. Há bem pouco tempo, a prova positiva desta substância implicava uma pena de desqualificação de seis meses. Claro que, além disso, a par das sanções oficiais, os consumidores desta droga leve estavam sujeitos a numerosas críticas por parte da opinião pública. A título de exemplo, se pode citar o nadador norte-americano Michael Phelps, titular de 18 medalhas de ouro dos Jogos Olímpicos.

Como vai mudar a situação sem tomar em conta o efeito físico do narcótico? Comenta o perito da Universidade de Indústria e Finanças Sinergia, Andrei Malyguin:

“É preciso ver como isto se repercutirá no estado de ânimo dos jovens atletas que procuram seguir o exemplo e imitar os “astros”. Michael Phelps podia confessar ter experimentado mais de uma vez a marijuana. Por isso, elevar o limite de consumo significa incentivar o consumo.”

Enquanto isso, o diretor executivo da Agência Nacional Antidoping, Nikita Kamaev, chama atenção para o fato de estar a se vislumbrar a tendência de “aumentar a quantidade de provas positivas quanto à presença de canabinoides”. Assim sendo, uma ligeira fumaça com um “aroma inconfundível” poderá vir a ser um atributo vulgar dos recintos de treino onde os futuros campeões se preparam para as competições. Seria bom que eles fossem fotografados com bolas ou raquetes e não com cigarros de marijuana na mão.


segunda-feira, 13 de maio de 2013

Com 44% da população de ateus, Holanda transforma igrejas em livrarias, cafés e casas de shows


O mundo atual chega e as coisas antigas vão ficando para trás. É o que ocorreu com igrejas e templos na Holanda, que se transformaram em pubs, cafés, livrarias e até casas de shows.
Essa transformação ocorreu porque as instituições religiosas não têm mais recursos para manter as construções e elas ficam cada vez mais vazias por lá. Afinal, a última pesquisa realizada no país indica que 44% da população são de ateus. Enquanto os católicos ocupam 28%; os protestantes, 19%; os muçulmanos, 5%, e os fiéis das demais religiões, 4% da população.
Vale lembrar também que nem todos os crentes, que ainda são maioria no país, não costumam frequentar igrejas, templos ou locais de culto para praticar seus respectivos dogmas, ao contrário do que acontece em outros países como a Índia, por exemplo.
Alguns desses locais ficaram realmente bonitos, como a livraria Selexyz, que foi construída na igreja de Maastricht. Além disso, uma igreja do século 19 de Amsterdã virou uma casa de shows de rock, pop e sons internacionais, o Paradiso, que conta até com atrações brasileiras, como o Seu Jorge.
Dá só uma olhada:

O primeiro autocarro anfíbio de Lisboa já navega no Tejo

O primeiro autocarro anfíbio de Lisboa já navega no Tejo

sábado, 4 de maio de 2013

Rede de fast-food holandesa vai servir maionese com sabor a cannabis

A rede holandesa de fast-food Manneken Pis vai servir um molho de maionese com sabor a cannabis.

maionese com sabor a cannabis



A maionese será preparada com cannabis à qual foi extraído o tetrahydrocannabinol, vulgarmente conhecido por THC, o ingrediente activo que provoca o efeito alucinogénico na cannabis.

Os menus vão indicar claramente que a maionese não contém THC, disse o proprietário da cadeia, Albert van Beek.

«É tudo pelo sabor. Nós especializámo-nos em molhos e procuramos constantemente inovar e diversificar», referiu.

«Tive a ideia porque cheiro o cannabis de uma coffee shop em frente à minha loja em Amesterdão todos os dias», explicou.

Fonte: DiarioDigital

Legaliza o cultivo de cannabis para consumo pessoal e cria o enquadramento legal para os clubes sociais de canábis

23 de Abril de 2013

Exposição de motivos

SurumaO Relatório Mundial da Droga de 2011, publicado pela Organização das Nações Unidas, confirma o que os relatórios anteriores já anunciavam: a estratégia proibicionista da “guerra às drogas” revelou-se um fracasso gigantesco, com o aumento das apreensões a não significar um recuo do consumo das substâncias ilegalizadas. 

Paralelamente, este mercado ilegal de drogas nunca como hoje movimentou tanto dinheiro, em montantes bilionários que circulam por mecanismos de branqueamento de capitais e alimentam a corrupção na política e na justiça de muitos países.




O proibicionismo liderado pelos Estados Unidos trouxe a guerra civil para muito perto das fronteiras do país que implantou a lei seca e a proibição do consumo de drogas. No lado mexicano da fronteira, os cartéis fazem a lei e executam milhares de pessoas com total impunidade, numa competição violenta pelo negócio mais lucrativo do planeta.

No conjunto das substâncias ilegais, a canábis destaca-se não apenas pela antiguidade do seu uso, mas também por ser a droga ilegal mais consumida no planeta, calculando a ONU que 203 milhões de pessoas a terão consumido no ano passado.

Passados cinquenta anos desde o arranque da Convenção das Nações Unidas sobre Drogas, e quarenta anos após o presidente Nixon ter declarado a guerra do governo dos Estados Unidos à droga, a conclusão não podia ser mais clara: nem a criminalização nem a enorme despesa destinada pelos Estados às medidas repressivas conseguiram travar o aumento da produção ou do consumo de drogas. As prisões encheram-se de condenados por tráfico ou consumo e muitos milhares de vidas foram destruídas, mas o poder das organizações criminosas nunca foi tão forte como hoje.

É por isso que um grupo de personalidades resolveu apelar às Nações Unidas para que opere uma transformação do regime global de proibição das drogas. Entre elas estão antigos chefes de Estado como Fernando Henrique Cardoso, César Gavíria, Ernesto Zedillo e o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, que formaram uma Comissão Global sobre Política de Drogas e apresentaram várias recomendações, como a de “encorajar as experiências dos Governos com modelos de regulação legal das drogas para enfraquecer o poder do crime organizado e salvaguardar a saúde e a segurança dos seus cidadãos”.

O resultado nos referendos nos estados norte-americanos de Washington e do Colorado, que aprovaram a legalização da canábis para uso recreativo, mostra que nos próprios EUA cresce a consciência de que o proibicionismo falhou.

A lei portuguesa

Há dez anos, a aprovação da descriminalização do consumo de drogas em Portugal veio acabar com o tabu e provar que as alternativas à repressão funcionam. Hoje o caso português é estudado e apontado internacionalmente como um exemplo de sucesso duma abordagem tolerante que coloca a saúde pública acima do preconceito ideológico.

Dez anos depois, podemos comprovar como eram desprovidos de razão os argumentos esgrimidos no parlamento português por parte de várias bancadas, que alertavam para a explosão do consumo de drogas assim que deixasse de ser crime o seu uso pessoal. Pelo contrário, a descriminalização evitou que os consumidores acabassem na prisão e libertou meios para o combate ao tráfico.

Mas a descriminalização por si só não responde ao problema principal, uma vez que não deixa nenhuma alternativa ao consumidor que não seja a aquisição da canábis no mercado ilegal. Ou seja, se um consumidor optar por plantar um pé de canábis para seu consumo em casa ou no quintal – e assim evita alimentar o tráfico – é, à face da lei em vigor, um criminoso. Há aqui uma contradição evidente entre a proteção do consumidor e a proibição do chamado “autocultivo”, que não prejudica terceiros e até contribui para o combate ao tráfico ilegal.

Esta perseguição que se continua a fazer ao cidadão que consome ou cultiva a planta de canábis para seu uso pessoal é incompreensível. Não sendo uma substância inócua, o seu consumo não está diretamente associado a efeitos despersonalizantes e acarreta iguais ou menores riscos para a saúde pública do que outras substâncias legais, como o álcool ou o tabaco. Ter uma abordagem centrada na saúde pública quanto ao seu consumo, implica afastar os consumidores do circuito clandestino, da marginalidade e das práticas de risco, nomeadamente quanto a substâncias adulteradas e ao contacto com traficantes que vendem todo o tipo de drogas; adotar uma estratégia de prevenção centrada na facilitação de informação que permita decisões autónomas e escolhas informadas; adotar medidas de regulação da oferta, em especial o controlo de preços (pela aplicação de impostos), o controlo da qualidade do produto e o controlo da promoção e publicidade comercial.

Nos últimos anos, o surgimento de lojas comerciais – as chamadas “smartshops” – em várias cidades portuguesas colocaram ao dispor da população uma série de substâncias psicotrópicas sintetizadas quimicamente para contornarem os constrangimentos legais. Na prática, qualquer cidadão pode adquirir essas novas substâncias, cujos efeitos a prazo para a saúde são desconhecidos. Mas a lei impede-o de plantar em sua casa um pé de canábis, uma planta usada há milhares de anos e que provavelmente será a mais estudada em todo o mundo.

Auto cultivo e Clubes Sociais de Canábis

O cultivo de canábis para uso pessoal não é perseguido pelas leis e convenções internacionais em vigor, pelo que se têm desenvolvido experiências bem-sucedidas em Espanha, Bélgica e Suíça do modelo do auto cultivo e dos clubes sociais de canábis para combater o tráfico. No Uruguai o Governo prepara um modelo de legalização da canábis que também prevê a criação de clubes sociais.

Trata-se de um modelo que se distingue dos coffee-shops holandeses porque exclui o comércio da canábis, através da criação de clubes de consumidores, com regras exigentes que excluem menores de idade e definem a quantidade a que cada sócio tem direito a partir da plantação em coletivo para o seu próprio consumo. Estes clubes são associações sem fins lucrativos, que asseguram o controlo da qualidade do cultivo e são responsáveis pelo seu transporte e distribuição aos associados.

O modelo dos clubes sociais não põe em causa o respeito pelas Convenções Internacionais que proíbem o comércio, importação e exportação da canábis. E permite ainda dar acesso legal à canábis aos doentes que dela necessitam para o uso terapêutico, em vez de serem atirados para o contacto com o tráfico.

Ao contrário do modelo holandês dos coffee-shops, o modelo dos clubes sociais de canábis permite certificar a origem da canábis produzida e garantir que ela não é importada pelas redes de narcotráfico. Por outro lado, retira a componente comercial e a procura do lucro por parte de quem disponibiliza a canábis ao consumidor, que terá de ser associado do clube social e comprometer-se com o consumo responsável.

Dez anos depois da descriminalização, Portugal deve voltar a dar o exemplo ao mundo com uma política tolerante e responsável de combate à toxicodependência, que contribua para retirar mercado aos traficantes e acabar com a perseguição anacrónica aos consumidores de canábis.

Assim, nos termos constitucionais e regimentais aplicáveis, as Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda apresentam o seguinte projeto de lei:

Projeto de Lei em Anexo

ANEXO!!!

Fonte : BE

Homem de 60 anos detido com 445 gramas de Maconha



O comportamento suspeito do condutor levou os militares a suspeitar de possível conduta ilícita.
A GNR anunciou este sábado a detenção, em Alfeizerão, no concelho de Alcobaça, de um homem de 60 anos de idade pela posse de 445 gramas de cannabis.




Cultivo de CannabisO homem, que será ouvido hoje tarde no tribunal de Alcobaça, foi detido na quinta-feira à noite por militares do Posto Territorial de São Martinho do Porto durante “uma fiscalização de trânsito inopinada, onde o comportamento suspeito do condutor levou os militares a suspeitar de possível conduta ilícita, que veio a confirmar-se após busca ao veículo, onde transportava na bagageira 51,9 gramas de cabeças de cannabis”, refere a GNR num comunicado hoje divulgado.

Uma busca posterior à residência do homem resultou na apreensão de “seis pacotes selados, com 368 gramas de cabeças de cannabis, um pacote com 7,3 gramas de sementes, uma balança de precisão e material de embalamento do produto estupefaciente”, acrescenta a mesma nota.

A GNR apreendeu igualmente o veículo em que o detido se fazia transportar, 200 euros em dinheiro e um telemóvel.

O homem foi formalmente detido e permaneceu nos calabouços da guarda até ser transportado ao Tribunal Judicial de Alcobaça, onde é hoje ouvido em primeiro interrogatório judicial para eventual aplicação de medidas de coação.

Fonte : Correio da Manha

Legalizar a canábis só traria vantagens


Motor de um turismo justo e criador de receita fiscal: um semanário marroquino faz futurologia e imagina os benefícios da legalização da “erva”. Leia na edição de abril, já nas bancas.
Cannabis Legal
Cannabis Legal
2022. Há seis anos, Marrocos legalizou a produção e o consumo de canábis. O sol nasce sobre Bulizem, um “duar” (aglomerado urbano) perdido nas profundezas do Rif. Dietrich e Ulrika, um casal de “betinhos” berlinenses, acordam com o cantar do galo.
Na véspera, em casa de uma família de kificultores (produtores de kif, ou seja, de haxixe, resina de canábis) , o turismo rural Erva Verde, comeram um frango suculento, criado à base de sementes de canábis.
É o terceiro dia do seu circuito “Na rota do kif”, um percurso de turismo justo – com um mínimo de intermediários e o máximo de retribuição para as comunidades envolvidas – que é um êxito na Europa, desde a legalização da “erva”, em 2016.
Imposto sobre haxixe rende 1800 milhões
Desde a legalização, os 20 mil milhões de dirhams (cerca de 1,8 mil milhões de euros) de receita anual da TCK, o imposto sobre o consumo de haxixe, foram prioritariamente transferidos para o programa de integração territorial da região. Em dois anos, cobriram o Rif de estradas, escolas e hospitais.
As autoridades locais conseguiram a construção do TGV Tanger-Uída, que Dietrich e Ulrike tomaram no último dia, para se porem em hora e meia na cidade do estreito e tomarem o avião. Um ano de impostos sobre o kif bastou para financiar 80% da obra de construção do TGV Tanger-Uída.
Tudo começara com um referendo nos Estados Unidos, em 2012. O Colorado legalizou o uso “recreativo” da marijuana a 6 de novembro. Um vento de liberalização varreu toda a América.
Após o referendo dinamarquês de 2013 e as as votações em alguns cantões suíços e na Catalunha, foi a vez de a Alemanha legalizar o comércio de canábis. Seguiu-se a França, que nacionalizou a fileira industrial respetiva, obtendo mil milhões de euros em receitas fiscais que vieram mesmo a calhar.
Fonte : http://expresso.sapo.pt/legalizar-a-canabis-so-traria-vantagens

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Alemães fumam hortênsias por causa do efeito ‘similar’ ao do cannabis


hortensiasJovens alemães estão a roubar hortênsias de jardins em residências de Nuremberga (Alemanha). Tudo para fumar a planta que, supostamente, tem efeito similar ao do cannabis.

De acordo com o site “The Local”, vários reformados da cidade estão a reclamar do sumiço de arbustos de hortênsia dos seus jardins.

Hortênsia é um arbusto ornamental originário do Extremo-Oriente. Há várias espécies, cultivadas pelas suas flores azuis, brancas ou rosadas. De acordo com cientistas, a planta liberta uma substância – cianeto de hidrogénio – ligada a intoxicação e danos cerebrais. Obviamente, pode levar à morte.