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domingo, 15 de dezembro de 2013

Uruguai legaliza o cultivo e venda de cannabis

O Uruguai é o primeiro país do mundo a legalizar a produção, a distribuição e venda de cannabis sob controle do Estado.


Y algo de esto para celebrar URUGUAY! Regulacion Marihuana‬



Uruguay es el primer país del mundo que legaliza la producción de marihuana Con los votos del Frente Amplio se aprobó en la Cámara Alta el proyecto que legaliza la venta y habilita al autocultivo de marihuana. El anuncio fue recibido con gritos y aplausos desde las barras, las que fueron desalojadas.

MACONHA NA FARMÁCIA: essa é a capa da edição de CartaCapital que começa a circular nas bancas, tablets e celulares de todo Brasil!

MACONHA NA FARMÁCIA

Como José Mujica, presidente do Uruguai, e sua política de drogas podem influenciar a América do Sul. 

MACONHA NA FARMÁCIA: essa é a capa da edição de CartaCapital que começa a circular nas bancas, tablets e celulares de todo Brasil!

Consumo de droga é preocupante: A liamba está em todo lado



Diariamente mais de 1 milhão de pessoas em todo mundo fuma liamba. A maioria dessas pessoas está plenamente convencida de que a droga não faz mal. Elas conseguem trabalhar, estudar, namorar, dirigir, ler um livro, cuidar dos filhos… A folha seca e as flores de Cannabis são consumidas em Angola, por exemplo, agora com uma naturalidade tal que nem parece ser um comportamento definido como crime pela lei penal angolana. O aroma penetrante inconfundível permeia o ar nas baladas, nas áreas de lazer dos condomínios fechados, nos carros, nas imediações das escolas. A liamba, que em outros tempos já foi chamada de “erva maldita”, agora ganhou uma aura inocente de produto orgânico e muitos dos seus usuários acendem os “baseados” como se isso fosse parte de um ritual de comunhão com a natureza, uma militância espiritual de sintonia com o cosmo. Há uma gigantesca onda de tolerância com esse vício. Nos Estados Unidos, dezassete estados já regulamentaram o seu uso medicinal. Em Novembro, os estados de Washington e Colorado farão um plebiscito sobre a legalização. No Uruguai, o presidente José Mujica pretende estatizar a produção e a distribuição da droga. Em Maio deste ano, o Brasil, sob o argumento do direito à liberdade de expressão, o Supremo Tribunal Federal (STF) liberou a marcha da maconha – desde, é claro, que ela não fosse consumida pelos manifestantes. Num dos seus shows, em Janeiro, Rita Lee causou tumulto ao interromper a apresentação em Sergipe para interpelar os policiais que tentavam reprimir o fumacê na plateia: “Este show é meu. Não é de vocês. Por que isso? Não pode ser por causa de um baseadinho. Cadê um baseadinho pra eu fumar aqui?”.

Na contramão da liberdade oficial, legal e até social com o uso da maconha a ciência médica produz provas cada dia mais eloquentes de que a fumaça da liamba faz muito mal para a saúde do usuário crónico – quem fuma no mínimo um cigarro por semana durante um ano. Fumar na adolescência, então, é um hábito que pode ter consequências funestas para o resto da vida da pessoa. Aqueles cartazes das marchas que afirmam que “maconha (liamba) faz menos mal do que álcool e cigarro”, são fruto de percepções disseminadas por usuários, e não o resultado de pesquisas científicas incontrastáveis. Maconha ou liamba, no caso de Angola, não faz menos mal do que álcool ou cigarro. Cada um desses vícios agride o organismo à sua maneira, mas, ao contrário do que ocorre com a liamba, ninguém sai em passeata defendendo o alcoolismo ou o tabagismo. Diz um dos mais respeitados estudiosos do assunto, o psiquiatra Ronald Laranjeira, da Universidade Federal de São Paulo: “Encarar o uso da maconha com leniência é uma tese equivocada, arcaica e perigosa”.

Alguns dos argumentos para a legalização da liamba têm uma lógica perfeita apenas na aparência. Os defensores da legalização alegam que, vendida legalmente, a liamba também seria cultivada dentro da lei e industrializada. A oferta aumentaria e os preços cairiam. Isso tornaria inúteis os traficantes. Eles sumiram do mapa, levando consigo todo o imenso colar de roubos, assassinatos e corrupção policial que a repressão à maconha provoca. O argumento não resiste ao mais simples teste de realidade embutido na pergunta: “quem disse que traficante vende só liamba?”, Se a liamba fosse liberada, o tráfico de cocaína, heroína e crack continuaria e todos os problemas sociais decorrentes do poder desse submundo ficariam intactos. Acrescente-se à equação o facto de que a liamba efectivamente faz mal à saúde, e a lógica dos defensores da sua legalização evapora-se no ar ainda mais rapidamente.

Um dos estudos mais impactantes e recentes sobre os males da liamba foi conduzido por treze reputadas instituições de pesquisa, entre elas as universidades Duke, nos Estados Unidos, e de Otago, na Nova Zelândia. Os pesquisadores acompanharam 1000 voluntários durante 25 anos. Eles começaram a ser estudados aos 13 anos de idade. Um grupo era composto de fumantes regulares de liamba. Os integrantes do outro grupo não fumavam. Quando os grupos foram comparados, ficou evidente o dano à saúde dos adolescentes usuários da liamba que mantiveram o hábito até à idade adulta. Os fumantes tiveram uma queda significativa no desempenho intelectual. Na média, os consumidores crónicos de liamba ficavam 8 pontos abaixo dos não fumantes nos testes de Q.I. Os usuários de liamba saíram-se mal também nos testes de memória, concentração e raciocínio rápido. Os resultados mostram que é falaciosa a tese de que fumar liamba com frequência não compromete a cognição. Diz o psiquiatra Laranjeira “Se o usuário crónico acha que está bem, a ciência mostra que ele poderia estar muito melhor sem a droga. A liamba priva a pessoa de atingir todo o potencial da sua capacidade”.

Até pouco tempo atrás vigorou a tese de que a liamba só deflagra transtornos mentais em pessoas com histórico familiar dessas doenças. Essa noção benigna da liamba foi sepultada, entre outros trabalhos, por uma pesquisa feita pelo Instituto de Saúde Pública da Suécia. Um grupo de 50.000 voluntários foi avaliado durante 35 anos. Eles consumiram liamba na adolescência. Os suecos demonstraram que o risco de um usuário de liamba sem antecedentes genéticos vir a desenvolver esquizofrenia ou depressão é muito mais alto do que o da população em geral. Entre os usuários de liamba pesquisados, surgiram 3,5 mais casos de esquizofrenia do que na média da população. No que se refere à depressão, o número de casos clínicos foi o dobro.

A razão básica pela qual a liamba agride com agudeza o cérebro tem raízes na evolução da espécie humana. Nem o álcool, nem a heroína ou o crack; nenhuma outra droga encontra tantos receptores prontos para interagir com ela no cérebro como a cannabis. Ela imita a acção de compostos naturalmente fabricados pelo organismo, os endocanabinoides. Essas substâncias são imprescindíveis na comunicação entre os neurónios, as sinapses. A liamba interfere caoticamente nas sinapses, levando ao comprometimento das funções cerebrais. O mais assustador, dada a fama de inofensiva da liamba, é o facto de que, interrompido o seu uso, o dano às sinapses permanece muito mais sobretudo quando o consumo crónico começa na adolescência. Em contraste, os efeitos directos do álcool e da cocaína sobre o cérebro se dissipam poucos dias depois de interrompido o consumo.

Com 224 milhões de usuários em todo mundo, a liamba é a droga ilícita universalmente mais popular. E o seu uso vem crescendo – em 2007, a turma do cigarro de seda tinha metade desse tamanho. Cerca de 60% são adolescentes. Quanto mais precoce for o consumo, maior é o risco de comprometimento cerebral. Dos 12 aos 23 anos, o cérebro está em pleno desenvolvimento. Num processo conhecido como poda neural, o organismo faz uma triagem das conexões que devem ser eliminadas e das que devem ser mantidas para o resto da vida. A acção da liamba nessa fase de reformulação cerebral é caótica. Sinapses que deveriam se fortalecer tornam-se débeis. As que deveriam desaparecer ganham força.
Os efeitos psicoativos da liamba são conhecidos desde o ano 2000 antes de Cristo. O seu princípio psicoativo mais actuante é o tetraidrocanabinol (THC). Um outro componente da droga, o canabidiol, é o principal responsável pelos seus efeitos potencialmente terapêuticos. 





Nos Estados Unidos floresce uma indústria de falsificação de erva para o tratamento do glaucoma e no controle da náusea de pacientes submetidos a quimioterapia, para a alegria dos viciados, médicos inescrupulosos prescrevem a droga por preços que variam de 100 a 500 dólares.
Em nenhum país a liamba foi completamente liberada. Um dos mais notoriamente tolerantes é a Holanda, que permite o consumo da erva nos coffe-shops, mas, ainda assim, os proprietários só estão autorizados a vender 5 gramas, o equivalente a um cigarro, para cada cliente. Recentemente, o governo holandês proibiu a venda da droga para os estrangeiros. Nem sempre foi assim. Na década de 70, quando a Holanda descriminalizou a liamba  e se tornou uma espécie de Disney libertária, fumava-se em praça pública. A festa acabou cedo. Desde então, o tráfico só aumentou. A experiência holandesa – e o recuo das autoridades - derruba um dos mais rígidos pilares da defesa pela liberação: o de que a venda autorizada poria fim ao tráfico. Não pôs.

No Brasil, desde 2006, com a lei anti-drogas sancionada pelo então presidente Lula, foi estabelecida uma distinção na punição de traficantes e usuários. Os bandidos estão sujeitos a até quinze anos de prisão. O consumidor não vai para a cadeia. Nesse caso, o juiz decide por uma advertência verbal, pela prestação de serviços comunitários ou recomenda um tratamento médico. 

Polícia Judiciária anda atrás de plantações de Maconha em Portugal

No verão, a PJ tem dedicado esforços a encontrar e neutralizar plantações ilegais de Cannabis em Portugal. Só em Julho foram três as plantações descobertas.

A plantação de Cannabis é ilegal em Portugal desde 1971. Segundo um site, há mais de uma década a “RTP2 transmitiu uma reportagem que mostrava a existência de incoerências na lei portuguesa sobre esta planta. Enquanto a lei das drogas proibia a plantação de cannabis, as leis agrícolas incentivam a produção da planta, atribuindo subsídios a quem a plantasse. No entanto, esta lei era desconhecida pelas autoridades. Nesta reportagem, o cânhamo aparecia como uma matéria-prima com potencial importância no futuro. Nesta altura, estava a começar a apostar-se na utilização de cannabis na industria têxtil, e os empresários responsáveis, em entrevista, apontam o cânhamo como o futuro da indústria têxtil”. 

                                noticias  Polícia Judiciária anda atrás de plantações de Cannabis em Portugal


O seu consumo, hoje em dia, está descriminalizado, pela lei Lei n.º 30/2000 que “define o regime jurídico aplicável ao consumo de estupefacientes e substâncias psicotrópicas, bem como a protecção sanitária e social das pessoas que consomem tais substâncias sem prescrição médica”.


O Tugaleaks sabe de três casos recentes onde foram descobertos pela Polícia Judiciária centenas de pés plantados ilegalmente em Portugal.

Plantações descobertas

A Diretoria do Norte da PJ identificou e deteve em flagrante delito dois homens por cultivo de plantação de cannabis, na zona do Vale do Ave. Foram 112 plantas com um peso líquido de 6.950 gramas, além de artigos vários que serviam para o cultivo desta plantação.
As plantas de cannabis encontravam-se em espaço fechado, no interior de uma estufa apetrechada com o equipamento adequado ao seu cultivo, designadamente aparelhos de circulação de ar, sistemas de rega, de iluminação e de aquecimento.
Num outro caso, foi também detectada e apreendida num terreno junto à habitação do suspeito, na zona de Vila do Conde, uma pequena plantação com vários pés da referida planta.

Já noutra localidade, em Arganil, na sequência das diligências de recolha de prova que se realizaram, foi possível localizar e apreender uma outra plantação, devidamente cuidada, tendo sido apreendidos cerca de 168 pés de plantas cannabis sativa L, atingindo muitas delas cerca de dois metros de altura.
Foram ainda apreendidos três depósitos de mil litros cada, para a rega das referidas plantas, centenas de metros de mangueira, uma balança digital e embalagens com sementes.
Foi ainda localizado um contentor (estufa) equipado com sistema de iluminação e ventilação preparado para a produção “indoor” das mesmas plantas.

Os detidos na zona de Vale do Ave foram um empregado têxtil de 24 anos de idade e um desempregado de 27 anos, ambos sem antecedentes criminais conhecidos, Estes foram presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas. O Tugaleaks não conseguiu apurar quais foram as medidas de coação aplicáveis.

Já na situação de Arganil, o detido de 64 anos de idade, foi presente a primeiro interrogatório judicial tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva.



Incendio numa casa cheia de Maconha



Uma casa nos EUA pegou fogo.. como é óbvio os bombeiros foram accionados para o incêndio. Quando os bombeiros abriram a porta, para espanto deles o que estava a arder eram plantas de cannabis e marijuana.  E qual foi o resultado ? Vê a cara do bombeiro no final do incêndio. :D










terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Quatro usos ecológicos inusitados da Maconha

Da fibra de cânhamo, obtida a partir do caule da planta, saem excelentes materiais de construção e artigos manufaturados, que estão caindo nas graças de grandes empresas. 

A legalização da maconha é um assunto recorrente nesses tempos de crise econômica, quando governos enxergam na droga uma alternativa para engordar os cofres públicos com tributos. É o caso de Colorado e Washington, os primeiros estados a legalizarem a posse e a venda de maconha para uso recreativo nos Estados Unidos (a maconha é liberada em 14 estados americanos para fins medicinais). 

Deixando as polêmicas de lado, a Cannabis presta-se a usos ecológicos inusitados. Da fibra de cânhamo, obtida a partir do caule da planta, saem excelentes materiais de construção e artigos manufaturados, que têm caído nas graças de grandes empresas. Confira a seguir algumas vocações sustentáveis da planta.

P, M ou G ?

A fibra de cânhamo, obtida a partir do caule das plantas, tem sido usado na fabriação de tecidos há milênios, mas só agora suas propriedades ecológicas estão ganhando visbilidade. Pesquisadas mostram que seu cultivo é uma excelente alternativa ecológica ao algodão, por não necessitar de muita água e dispensar uso de fertilizantes e pesticidas. De olho nesse potencial e na sua própria imagem, a rede de fast-fashion britânica H&M lançou este ano uma linha de roupas feitas com materiais sustentáveis, inlcuindo a fibra de canhâmo orgânico.

Tijolo ecológico

E que tal construir uma casa com tijolos feitos a partir da cannabis? Acredite, essa é uma opção viável e com suas vantagens para o meio ambiente. A empresa britânica Tradical lançou em 2010 um concreto produzido com cal, água e fibras do cânhamo, que em seu processo de cultivo apresenta altas taxas de absorção de CO2.

Para cada metro cúbico (m³) de parede construída, o Hemcrete, como foi chamado o tijolo verde, seria capaz de remover 110 kg de CO2, segundo seus fabricantes.

Além disso, o material é versátil, podendo ser aplicado em diversas etapas da construção, do isolamento do teto e acústica à pavimentação, além de ser totalmente reciclável. A solução foi usada em paineis de cobertura de uma nova loja da gigante do varejo britânica, Maks & Spencer, em Ellesmere Port, no Reino Unido.

Carros turbinados

Atenta à tendência no uso de tecnologias limpas pela indústria automobilísticas, a empresa canadense Motive Inc criou o que chama de “primeiro veículo de carroceria bio-composta" do Canadá. Trata-se do Ketrel, um carro compacto e estiloso com uma característica peculiar: sua carroceria é composta de um material produzido com esteiras de cânhamo.

Segundo a empresa, além de resistente, a solução ajuda a reduzir o peso do veículo, em comparação com outros materiais comumente usados na carroceria, como fibra de vidro. A vantagem é que, ao se tornar mais leve, o carro passa consumir menos combustível.

Eco Elise

Até os grandes estão de olho no material alternativo. Em 2008, a fabricante de automóveis esportivos Lótus projetou uma versão verde de um de seus modelos clássicos, o Elise. Na repaginada ecológica, o painel, os bancos, carpete e parte da corroceria foram feitos a partir da fibra de cânhamo.

Bicombustível

Às várias utilidades da folha da maconha que estão em estudo, adicione mais uma: a de biocombustível. Pesquisadores da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, descobriram que a fibra da Cannabis sativa, conhecida como o cânhamo industrial, tem propriedades que a tornam viável e atraente como matéria-prima para a produção de biodiesel. Durante testes de laboratório, 97% do óleo extraído da semente da planta foi convertido em biodiesel.

Outra vantagem da erva, segundo os pesquisadores, reside na capacidade dela crescer em solo pobre e de baixa qualidade, o que afasta a necessidade de cultivá-la em lavouras especiais destinadas ao plantio de alimentos.

Fonte: Exame