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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

10 Razões para a Marijuana DEVER SER legalizada...



1. A Marijuana é uma escolha pessoal, e não do Governo.

O Governo só deveria ter o direito de proibir a marijuana, se as acções provenientes dos indivíduos que a consomem prejudicassem outras pessoas, isto é como dizer que a nossa liberdade acaba quando prejudicamos a liberdade de outras pessoas, o que não estamos a fazer já que fumar um charro é, na minha óptica, praticamente a mesma coisa que fumar um cigarro, cada um é livre de fumar, seja ao ar livre, seja em sítios fechados (desde que os mesmo cumpram as novas regras do tabaco), seja em nossa casa. Por outro lado o governo tem o direito de limitar as nossas escolhas se estas significarem uma ameaça iminente para os próprios indivíduos, mas este argumento não se aplica porque, em primeiro lugar, os estudos que existem têm dito, sobretudo, coisas boas sobre a marijuana, e, além disso, a marijuana comparada com outras drogas legais faz menos mal que as mesmas, estou obviamente a falar do álcool e do tabaco. Em segundo lugar este argumento não é válido porque quem escolhe fumar um charro depende só de si e do seu discernimento, tendo em conta os benefícios e malefícios da mesma (mais uma vez tal como o álcool e o tabaco).

2. Manter a Marijuana ilegal é demasiado dispendioso.

Portugal gasta, actualmente, milhares de euros todos os anos, atrás daqueles que consomem e traficam marijuana. Os contribuintes pagam os seus impostos para o governo usar, além das despesas óbvias, em comida, alojamento, cuidados médicos, advogados, tribunais, entre outros, para prenderem estes “criminosos”. Isto é um preço demasiado caro por uma coisa que é tão natural como uma alface, ou uma couve. Além disto se a marijuana fosse legal o governo não só deixaria de ter estas despesas, como ainda iria arrecadar milhares de euros em taxas e poderia empregá-los em programas de educação para as drogas, ou em hospitais, escolas, enfim… Numa imensidão de coisas que nos traria bem mais benefícios.

3. A proibição está a falhar.

Não há indícios que a proibição está a diminuir o uso das drogas, aliás está até a aumentar já que é o “fruto proibido” e além disso está bem mais acessível aos jovens, mas se, pelo contrário, fosse legal, haveria uma idade mínima para o consumo da erva, o que poderia levar a uma diminuição do consumo da mesma em pessoas novas demais para o fazerem, e sem mentalidade suficiente para perceberem os benefícios e malefícios da mesma. Comparando a marijuana com o álcool é mais difícil para um adolescente conseguir comprar álcool num supermercado do que erva na rua, obviamente que o dealer não lhe vai pedir o BI, apenas o dinheiro. Depois das variadas tentativas de proibir a marijuana por todo o mundo, e de haver actualmente mais e mais gente a consumi-la (mais de 25 Milhões de pessoas), torna-se evidente que a proibição não está a resultar como os governos pretendiam.

4. A ilegalidade faz com que os programas para educar os jovens não sejam possíveis.

Se o objectivo era reduzir o consumo de drogas, então o governo deveria focar os nossos impostos em programas de dissuasão e educar os jovens, e não em policiamento, e em julgamentos que, mais uma vez, poderiam ser evitados se a cannabis fosse legal. Tudo bem que em portugal temos a Comissão de Dissuasão da Droga e Toxicodependência (CDDT) para aqueles que são apanhados com as quantidades de droga permitidas por lei, mas ainda assim esta não é legal, bem como o seu cultivo.

5. A ilegalidade encoraja o tráfico.

Um mercado legal e regulado seria o suficiente para reduzir o tráfico de droga entre os adolescentes bem como diferenciar definitivamente as drogas leves das pesadas. O facto de ser ilegal faz com que se criem oportunidades de mercado e que se torne mais rentável para os dealers venderem-na ilegalmente, isto é, se houvesse um mercado dedicado à comercialização da marijuana não só teria mais qualidade, como iria desencorajar o seu tráfico.

6. Menos dinheiro para os “Gangs”

A legalização faria com que o dinheiro do tráfico fosse menos significativo, ou seja, sendo a marijuana ilegal o mercado negro criado à volta da mesma é bastante rentável para as pessoas que detêm estes “negócios”, quero com isto dizer que o facto de ser ilegal faz com que se movam milhões de euros todos os dias para os verdadeiros barões deste negócio. Se a mesma fosse legalizada este mercado deixaria de ser tão significativo e, consequentemente, menos lucrativo para estes “gangs” ou grupos de crime organizado, o que lhes quiserem chamar.

7. Criar-se-ia um mercado sustentável para o Cânhamo.

Em primeiro lugar deixo-vos aqui uma pequena definição de cânhamo ou Hemp (em inglês): Hemp é o nome que se dá à fibra que é cultivada, com fins meramente industriais, das variações das plantas de Cannabis, estas fibras são usadas para a produção de papel, roupa, etc… (um pequeno aparte, bastava que se começasse a fazer papel desta fibra para evitar a desflorestação que se cria devido à nossa necessidade de usar papel para tudo, e com isto ajudar o ambiente de que tanto se houve falar ultimamente).

Posto isto, a legalização da marijuana seria o suficiente para se criar um mercado à volta do cânhamo, como um recurso bastante importante nos dias de hoje. Não só pode ser usado para o fabrico de papel e roupa, mas para a criação de bio-combustíveis que reduziriam as emissões de dióxido de carbono para a atmosfera. Na Europa e no Canadá já se cultiva cânhamo legalmente sem, no entanto, se legalizar a marijuana, mas nos Estados Unidos a oposição à legalização da erva continua a ser o maior obstáculo ao desenvolvimento do cânhamo. Além disso com as recentes políticas energéticas relativas ao uso de bio-combustíveis como meio de reduzir as emissões de CO2, tornam ainda mais importante o desenvolvimento do cânhamo para uso industrial com vista a desenvolver um combustível mais amigo do ambiente.

8. A pesquisa não é clara.

Os motivos pelos quais a marijuana é ilegal fazem com que os seus argumentos sejam cada vez mais fracos. Muitos dos mitos que se criaram sobre os malefícios da erva, baseados em teorias algo antigas do séc. XX, onde a ciência e os estudos sobre a erva eram incertos, e pouco claros, e onde os efeitos da mesma ainda não eram bem conhecidos fazem com que haja necessidade de a estudar a fundo, esmiuçando os seus prós e contras. Desde que os receptores canabinóides foram descobertos no fim dos anos 80, que as preocupações sobre os malefícios da erva deixaram de ser importantes, e as recentes pesquisas confirmam que os canabinóides não só não são prejudiciais como, pelo contrário, até podem ser benéficos em variadas situações. Toda a gente concorda que a marijuana, (ou até o tabaco e o álcool) não é para as crianças, por outro lado isto não significa que o seu uso moderado nos adultos tenha impactos negativos nos mesmos.

9. A marijuana não é mais ou menos segura que outras substâncias legais.

A marijuana não é uma droga letal e é bem mais segura que o álcool. Está provado cientificamente que a erva não é tóxica para os humanos. A possibilidade de termos uma overdose derivada do consumo da marijuana é praticamente impossível, senão mesmo impossível, e até hoje nunca foi declarado um único caso de morte por overdose desta. Além disto a erva é, de longe, menos viciante que o álcool e o tabaco. É injusto que os consumidores da erva sejam punidos pela lei, enquanto que os consumidores das outras drogas legais e mais prejudiciais não.

10. A marijuana tem os seus benefícios.

A marijuana tem os seus atributos positivos tais como os seus usos medicinais. Muitas pessoas consomem marijuana porque se informaram e sabem que esta decisão é boa para elas. A erva acalma as dores, náuseas, ou até espasmos em indivíduos que não conseguiram encontrar solução para estes sintomas com medicamentos convencionais. A marijuana é, portanto, o resultado da filtragem de boa informação, com a qual estes indivíduos decidiram que lhes traria mais benefícios que prejuízos.

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