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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

"Malana Cream", o melhor haxixe do mundo...

Os melhores coffeeshops da Holanda têm no alto de seus menus: Malana Cream, um dos melhores haxixes do mundo. Ele é produzido em Malana, na Índia, um vilarejo isolado nas montanhas com costumes muito particulares. Mas tanto a produção de haxixe quanto a cultura centenária do local estão ameaçadas. O mundo moderno está se aproximando.

Moti está sentado sobre uma pedra próxima à escada do templo com uma pilha de plantas de maconha. Calmamente, ele tira folha por folha para macerá-las em suas mãos fazendo o haxixe. Um curioso turista espanhol vai até ele, mas Moti protesta contra a abordagem. Ele mostra ao estrangeiro uma placa: ‘No tuching. One thusand rupese fine’ (Não toque. Multa de mil rúpias). O turista já vai se retirando quando Moti pergunta: “Você quer comprar charras (haxixe)?
Muitos visitantes de Malana ouvem esta frase. Com outros homens do povoado, Moti passa o dia todo sentado próximo ao templo com um cachimbo cheio de haxixe, fumando e vendendo charras.

Malana Cream

O ‘Malana Cream’, como a especialidade local é chamada, é mundialmente famoso. No vilarejo ele é vendido por cerca de 20 euros cada 10 gramas – três vezes mais que o haxixe proveniente do estado de Himachal Pradesh. Na Holanda, sai por cerca de 12 euros por grama no balcão – dez vezes mais que os tipos mais baratos de haxixe.
Os turistas vêm do mundo inteiro, mas principalmente da Europa, Israel e Índia. Eles aceitam o tratamento um pouco estranho. Estrangeiros não podem tocar nada nem ninguém em Malana. Os 1600 moradores acreditam que são tão puros que todos os não-malanenses são vistos como intocáveis. 

Lenda

Segundo a lenda, os malanenses são descendentes de soldados do exército de Alexandre o Grande que se radicaram na região no ano 326 antes de Cristo. A língua singular, a arquitetura única, a democracia centenária e a pele clara de muitos moradores parecem confirmar esta teoria. Eles mesmos acreditam que são descendentes do sagrado Jamdagni Rishi, seu Deus, que também tem a última palavra no parlamento de Malana.
Mas Jamdagni Rishi vem perdendo seu poder em Malana. No lugar de sua imagem, agora há uma antena parabólica em muitas casas. A mudança começou em 2005, quando a companhia de energia construiu uma represa na região. O projeto trouxe eletricidade ao vilarejo, uma escola e um médico, e nos anos que se seguiram, uma estrada que todos os dias traz o restante do mundo para mais perto. O trajeto a pé até Malana foi reduzido de vários dias para apenas meia hora. Acredita-se que no ano que vem a estrada chegue até o vilarejo.

Atmosfera exótica


”É uma Malana completamente diferente”, diz um turista indiano que já visita o vilarejo há muitos anos por causa do haxixe e da atmosfera exótica. “As pessoas estão se vestindo de outra forma e há mais turistas. Acabou a tranquilidade.”
A polícia também interrompe com frequência a tranquilidade do local. “Eles vêm pelo menos uma vez por ano. No mês passado cortaram todas as plantas de maconha que puderam encontrar”, conta Moti.


Erva daninha

Mas apesar da estrada, a briga das autoridades contra a produção de haxixe continua difícil. Cannabis cresce ali como erva daninha - plantas com metros de altura nos jardins e quintais ao redor das casas. As plantas também estão nas montanhas no entorno de Malana e, oficialmente, não são de ninguém.
Por isso um ex-agente da brigada antidrogas tentou uma nova tática: com sementes patrocinadas, ele quer que os moradores de Malana troquem a maconha pela produção de feijões e ervilhas. Embora algumas famílias tenham optado por esta opção, parece uma tarefa impossível. “Nós plantamos legumes e verduras, mas nada dá tanto dinheiro como o haxixe”, diz o plantador de maconha Shubh Ram.

Imitação


O malanense se preocupa como futuro do Malana Cream. “A estrada traz muita poluição e isso pode prejudicar a qualidade do solo.” Shubh Ram também acredita que um aumento do turismo não será bom para Malana. “Não há haxixe suficiente. Já há muita imitação no mercado. Isso é ruim para o nosso nome.”
Mas ele admite que a estrada tornou a vida mais fácil. Hospitais e escolas ficaram mais perto. Mas seu veredito final é negativo: “A estrada torna as pessoas corruptas.”


4 comentários:

  1. Trocar maconha por feijão e ervilha??? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  2. Ficaria tanto com a erva daninha qto com feijão e ervilha. Fumo a erva e larico o feijão com ervilha.

    Taste!

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    Respostas
    1. CANABIS BOM DEMAIS QUANTO MAIS MELHOR

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  3. Tem q construir um aeroporto lá logo e só poder entrar quem tem nas costas o fardo de ter assinado um 28.

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