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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Congressistas dos EUA apresentam proposta para legalizar maconha

WASHINGTON — Um grupo de congressistas americanos anunciou esta quarta-feira uma proposta para legalizar o consumo da maconha e permitir que os estados legislem sobre seu uso, a primeira iniciativa deste tipo na história do país.

"A legislação limitaria o papel do governo federal no controle da maconha (e) permitiria aos cidadãos plantar, usar ou vender maconha legalmente nos estados onde for legal", explicou o comunicado dos representantes democrata, Barney Frank, e republicano, Ron Paul, principais patrocinadores da proposta.

A legislação "acabaria com o conflito entre estados e governo federal sobre a política a seguir com relação à maconha", asseguraram os legisladores em um comunicado.

Dezesseis dos 50 estados americanos, assim como o distrito de Columbia (Washington) legalizaram nos últimos anos o uso da maconha para fins terapêuticos.

Mas o cultivo da planta é estritamente regulado para este uso. Plantar, vender ou distribuir comercialmente maconha é ilegal, segundo a legislação federal.

No ano passado, a Califórnia rejeitou por referendo a legalização total, o que teria gerado um conflito com as autoridades federais. Mas em pelo menos meia dúzia de estados o debate continua.

Há três semanas, um grupo de prestigiosos ex-líderes mundiais, entre eles o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan e vários ex-presidentes latino-americanos denunciaram o "fracasso" da luta mundial antidrogas e pediram mudanças "urgentes", entre eles "descriminalizar" o consumo da canabis.

No mundo, o consumo de opiáceos aumentou 35,5%; o da cocaína, 27% e o de canabis, 8,5% entre 1998 e 2008, segundo números deste Comitê Global de Políticas Antidrogas.

Chefes de Estado atualmente no poder, como o mexicano Felipe Calderón, criticaram há meses a proposta de legalização na Califórnia.

Este mês completa-se o quadragésimo aniversário da "guerra contra as drogas" do presidente Richard Nixon, a primeira grande iniciativa antinarcóticos do governo americano.

Holanda pode classificar maconha concentrada como droga pesada

Amnesia Haze
A Holanda, famosa por sua política liberal em relação às drogas, anunciou nesta sexta-feira que pode classificar algumas formas de maconha altamente concentrada como droga pesada, comparável à cocaína ou heroína, em função do risco de criação de dependência.

Com muitas "coffeeshops" vendendo maconha abertamente a fregueses, além do cultivo doméstico de plantas de maconha ser tolerado no país, a Holanda atrai atenção na discussão global sobre as políticas em relação às drogas leves.

Nos últimos três anos o país vem restringindo e desencorajando o consumo e venda de drogas leves, por razões de saúde e criminalidade, e agora quer limitar o turismo de drogas, especialmente nas cidades situadas perto das fronteiras.

O governo propôs a criação de "passes de maconha" especiais para impedir visitantes de usarem as coffeeshops e restringir o acesso de moradores no país a elas. Alguns analistas prevêem que a medida pode provocar uma queda no número de turistas e nos gastos deles no país.

Agora uma comissão holandesa concluiu que o haxixe e a maconha vendidos na Holanda têm teor de THC, a substância psicoativa principal, de cerca de 18% e informou à ministra da Saúde que uma concentração de THC superior a 15% coloca a droga em nível semelhante à heroína ou cocaína.

"Eu me preocupo há anos com a concentração de THC, especialmente quando é tão alta. Vamos analisar essa questão seriamente", disse à emissora pública NOS a ministra da Saúde, Edith Schippers.

"As consequências, em termos de geração de dependência, são muito mais fortes e graves. Está claro que este é um fator preocupante."

Congressistas dos EUA apresentam proposta para legalizar maconha

Congressistas dos EUA apresentam proposta para legalizar maconha
WASHINGTON — Um grupo de congressistas americanos anunciou esta quarta-feira uma proposta para legalizar o consumo da maconha e permitir que os estados legislem sobre seu uso, a primeira iniciativa deste tipo na história do país.

"A legislação limitaria o papel do governo federal no controle da maconha (e) permitiria aos cidadãos plantar, usar ou vender maconha legalmente nos estados onde for legal", explicou o comunicado dos representantes democrata, Barney Frank, e republicano, Ron Paul, principais patrocinadores da proposta.

A legislação "acabaria com o conflito entre estados e governo federal sobre a política a seguir com relação à maconha", asseguraram os legisladores em um comunicado.

Dezesseis dos 50 estados americanos, assim como o distrito de Columbia (Washington) legalizaram nos últimos anos o uso da maconha para fins terapêuticos.

Mas o cultivo da planta é estritamente regulado para este uso. Plantar, vender ou distribuir comercialmente maconha é ilegal, segundo a legislação federal.

No ano passado, a Califórnia rejeitou por referendo a legalização total, o que teria gerado um conflito com as autoridades federais. Mas em pelo menos meia dúzia de estados o debate continua.

Há três semanas, um grupo de prestigiosos ex-líderes mundiais, entre eles o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan e vários ex-presidentes latino-americanos denunciaram o "fracasso" da luta mundial antidrogas e pediram mudanças "urgentes", entre eles "descriminalizar" o consumo da canabis.

No mundo, o consumo de opiáceos aumentou 35,5%; o da cocaína, 27% e o de canabis, 8,5% entre 1998 e 2008, segundo números deste Comitê Global de Políticas Antidrogas.

Chefes de Estado atualmente no poder, como o mexicano Felipe Calderón, criticaram há meses a proposta de legalização na Califórnia.

Este mês completa-se o quadragésimo aniversário da "guerra contra as drogas" do presidente Richard Nixon, a primeira grande iniciativa antinarcóticos do governo americano.

Fonte: AFP

A droga mais popular da américa do sul até o Caribe é a maconha


Os sul-americanos e caribenhos fumam maconha e estão consumindo mais cocaína, anfetamina e ecstasy, mostra o relatório do Unodc (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, na sigla em inglês) divulgado nesta quinta-feira (23).

O levantamento diz que cerca de “5% de todos os usuários mundiais de cannabis estão na América do Sul, América Central e Caribe, pouco menos que a parcela da região na população mundial”, que era de 7% em 2009, de acordo com a ONU. Assim, os pesquisadores concluíram que “a maconha é a substância ilícita mais amplamente consumida na região”.

O tráfico acontece essencialmente dentro da própria região. Ou seja, a droga não vem da Europa ou da Ásia, por exemplo, mas é produzida e consumida por países vizinhos. Deste modo, 70% das apreensões globais da planta de cannabis ocorreram nesta sub-região, sendo três quartos na América do Sul.

Com os dados obtidos pela ONU, é possível traçar algumas características dessas sociedades em relação às drogas. Algumas mudanças estão ocorrendo na região.

Esses países estão começando a produzir metanfetamina, droga que não tinha registro de fabricação na América do Sul ou Central. O mesmo acontece com o ecstasy: apesar de grande parte das pílulas viajarem da Europa para o continente, nos últimos anos a polícia identificou centros de produção local.

Os brasileiros, argentinos e, em menor grau, os chilenos, estão cada vez mais interessados em comprar remédios sem prescrição, como anorexígenos ou para o tratamento do transtorno de déficit de atenção. Os derivados do ópio não têm presença forte na região.

Cannabis atua no alívio da ansiedade provocada por trauma


Canabidiol
Um componente químico da maconha mostra cada vez mais potencial de se transformar em aliado no tratamento das sequelas emocionais deixadas pelo trauma. Experimentos indicam que o canabidiol, um dos mais de 80 constituintes da Cannabis sativa, pode ajudar no tratamento de indivíduos que sofrem de ansiedade provocada por experiência traumática.

Resultados positivos têm sido obtidos em pesquisas desenvolvidas junto ao Laboratório de Psicofarmacologia, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Os estudos com animais em laboratório resultaram em artigos científicos publicados em importantes periódicos internacionais, como o European Neuropsychopharmacologye.


Trauma


Nestas pesquisas os animais recebem um choque moderado nas patas, simulando uma situação traumática.

Quando são novamente expostos ao ambiente de condicionamento, relembram a situação e expressam uma reação de medo, caracterizada por imobilidade e conhecida como congelamento. Registrando o tempo de congelamento, os pesquisadores avaliam a intensidade do medo provocado pela lembrança do trauma.

O coordenador dos estudos, professor Reinaldo Takahashi, explica que é semelhante ao que acontece com uma pessoa que foi assaltada numa determinada rua da cidade e fica com medo sempre que tem que passar por ali. Ou ao medo sentido por uma pessoa que foi atropelada. toda vez que ouve uma freada de carro.

Terapia de exposição

Segundo ele, em uma perspectiva terapêutica, a maneira mais eficaz de se reduzir o medo em animais de laboratório consiste em realizar sucessivas exposições ao ambiente de condicionamento. Assim os animais se adaptam à situação e reaprendam que aquele local deixou de ser ameaçador.

Em humanos, este tratamento é chamado de terapia de exposição e funciona mais ou menos da mesma forma.

"Os principais resultados de nossos estudos demonstraram que o canabidiol facilita esse processo de reaprendizado emocional, tornando a exposição terapêutica muito mais eficiente e com efeitos prolongados", explica o professor Takahashi.

Função ansiolítica

A pesquisa indica que o canabidiol poderia ser associado a tratamentos psicológicos como a terapia comportamental, ajudando a atenuar traumas.

Além disso, o canabidiol reduziu a ansiedade dos animais que passaram pelo processo de condicionamento.

A avaliação faz a equipe supor que esse constituinte da maconha funciona como um ansiolítico, o medicamento que combate a ansiedade.

A vantagem é que o canabidiol possui características mais interessantes do que as substâncias benzodiazepínicas comumente usadas nesta terapia e que podem ter entre seus efeitos colaterais dependência, sonolência excessiva, piora da memória, tonturas e zumbidos.

Outra vantagem sinalizada pelos estudos realizados na UFSC é que o canabidiol também não provoca efeitos típicos da maconha, como falhas na memória recente, taquicardia, boca seca, incoordenação motora, agitação e tosse.

Esses sintomas são causados principalmente por outro canabinoide, o conhecido tetrahidrocanbinol (THC). "Então, além de ser terapêutico, estima-se que se o canabidiol for utilizado como medicamento, terá poucos efeitos colaterais", complementa o professor.

Reaprendizado emocional


Os estudos desenvolvidos na UFSC auxiliam também na compreensão da fisiologia do cérebro, dos processos cerebrais relacionados à retomada da memória traumática e ao consequente reaprendizado emocional.

Dando continuidade aos experimentos, o doutorando do Programa de Pós-Graduação em Farmacologia da UFSC Rafael Bitencourt, orientando do professor Reinaldo Takahashi, aprofundou as pesquisas e obteve resultados importantes.

Seus estudos sugerem que há uma interação entre o sistema responsável por parte das respostas ao estresse, o sistema corticosteróide, e o sistema endocanabinoide, que ocorre no decorrer do processo de reaprendizado.

O primeiro está relacionado a hormônios que possuem um papel importante na regulação do metabolismo e o segundo, o sistema endocanabinoide, é formado por mensageiros cerebrais produzidos pelo próprio organismo e que parecem ter evoluído como parte da comunicação entre os neurônios (uma espécie de "fábrica natural" de maconha que os vertebrados possuem).

"Um determinado nível de estresse diante de uma situação traumática é necessário para que ocorra liberação de substâncias no nosso cérebro, levando à indução da produção dos endocanabinoides. Estes endocanabinoides facilitariam o processo de reaprendizado emocional, impedindo ou amenizando as chances de uma pessoa desenvolver um trauma", explica Rafael.

Memória traumática


Para os pesquisadores, o melhor entendimento do processo de reaprendizado emocional em situações potencialmente traumáticas pode facilitar a procura por condutas terapêuticas para aqueles indivíduos que desenvolvem algum transtorno relacionado à persistência de uma memória traumática.

O conhecimento sobre os endocanabinoides também pode ajudar na concepção de terapias que aproveitem as propriedades terapêuticas da maconha.

"O futuro dirá se os canabinoides um dia passarão de substâncias proibidas a aliados no tratamento das sequelas emocionais deixadas pelo trauma", complementa o professor Takahashi.

UFPE ministra oficina sobre cultivo da Cannabis

A chamada “Oficina de Cultivo de Cannabis” teve 60 “alunos” e foi ministrada pelo antropólogo Sérgio Vidal, autor do livro Canabbis Medicinal – Introdução ao Cultivo Indoor, lançado à noite em Recife. O campus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) foi utilizado nesta segunda-feira à tarde para um aula, no mínimo, inusitada: como se cultivar um pé de maconha. A chamada “Oficina de Cultivo de Cannabis” teve 60 “alunos” e foi ministrada pelo antropólogo Sérgio Vidal, autor do livro Canabbis Medicinal – Introdução ao Cultivo Indoor, lançado à noite em Recife. Durante o evento na UFPE, quinze volumes foram comercializados.

O oficina começou no hall do Centro de Arte e Comunicação (CAC) da UFPE, mas a pedido da diretoria do curso foi transferido para um local ao ar livre, a apenas cinco metros da área onde a aula prática havia começado. De acordo com o Secretário do CAC, Inácio Silva, essa foi a melhor solução para evitar o conflito entre a universidade e os adeptos da maconha:

- O espaço é institucional, e os organizadores não solicitaram autorização para a realização desse evento. O assunto é muito polêmico e complicado e não fica bem discuti-lo dentro de um estabelecimento educacional. Não se pode misturar as duas coisas – disse Silva.

Vidal – que é membro do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas – Conad – já deu várias oficinas, inclusive na Bahia e em São Paulo. Mas em Recife foi a primeira vez que ela ocorreu no campus.

- Em Salvador não foi no campus, mas na sede do Diretório Central de Estudantes, que não é campus, mas uma casa dos estudantes – disse, ressaltando, ainda, que o cultivo doméstico do entorpecente é um meio de conseguir a redução de danos para o usuário da droga.

- A maconha poder causar danos à saúde? Pode. Mas a maior parte dos danos provocados pela marijuana deve-se à proibição dela. É o risco que o usuário sofre ao ir na boca de fumo, é o risco que tem do usuário apanhar da polícia, o risco que tem de fumar uma coisa estragada ou adulterada, porque o traficante não tem preocupação com a qualidade do que ele está vendendo – disse.

Para ele, a melhor saída para o dependente da droga – inclusive para fins medicinais – é cultivá-lo em casa.

- A pessoa tem como controlar a qualidade e se defender do mercado perverso que tem lá fora. Não vai precisar sair de casa, nem ir na boca de fumo, nem transportar maconha, nem correr o risco de ser abordado pela polícia – ressaltou.

O antropólogo reconhece, no entanto, que a recomendação, se seguida, implica em tipificação no Código Penal. Portanto, plantar maconha em casa também é crime.

- Ele pode responder por cultivar para consumo próprio. E vai ter uma pena se for flagrado, não tem prisão, mas vai ter pena sim por essa conduta. Mesmo assim, é menos arriscado. Porque hoje em dia, a pena para quem compra ou porta é a mesma para quem planta para fins medicinais. O que é curioso é que no Brasil o governo reprime quem cultiva para consumo pessoal. Mas quem faz isso está deixando de colaborar com o tráfico de drogas – afirmou.

Na aula, o antropólogo mostrou como se cultiva a erva, que tipo de componentes devem ser utilizados nos jarros e explicou quais as flores que têm o princípio ativo da maconha.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Jogo o Rei da Maconha....

REI DA MACONHA
REI DA MACONHA

Usuário de canabis: saindo do armário


O movimento pela legalização da Cannabis não para de acumular eventos marcantes neste ano de 2009.


No primeiro encontro direto e oficial de Barack Obama com o público da Internet após eleito, evento que ele chamou de 'online town hall', cerca de 93 mil pessoas submeteram 105 mil perguntas sobre o tema da vez: a economia. Para selecionar as questões a serem respondidas pelo presidente, o site do evento recebeu mais de 3.6 milhões de votos, e grande parte destes votos estavam relacionados à legalização da canabis.

A questão escolhida para ser respondida por Obama no tema era se a cannabis poderia se tornar um elemento de auxílio na recuperação da economia do país. Não passou desapercebido do público o comentário inadequado do presidente, que com um sorriso irônico disse não saber 'o que a pergunta poderia revelar sobre a audiência online' -- o que provocou risos contidos no público presente. Obama foi categórico em sua resposta ao dizer que não acredita ser a legalização da canabis uma boa estratégia para a recuperação da economia norte-americana.

A postura irônica de Obama frente à surpreendente mobilização dos ativistas da legalização da canabis logo no seu primeiro experimento de diálogo aberto na rede gerou reações interessantes na mídia e nos blogs. Um artigo na revista Time ("Why Legalizing Marijuana Makes Sense") critica o presidente por ter reagido de forma absolutamente padrão à questão. E também por ter alimentado com sua ironia a hipocrisia que domina o debate, perdendo assim uma boa oportunidade de dialogar criativamente sobre uma política pública que precisa ser reformulada.

A partir daí, uma série de artigos e posts em blogs começaram a surgir indicando um movimento de 'saida do armário' por parte de usuários de canabis começam a identificar a importância de sua participação ativa nesta etapa. Nos últimos dias o movimento ganhou um apoio de peso: o Andrew Sullivan do 'Daily Dish', blog político que figura entre os mais lidos nos EUA, iniciou uma série de posts entitulados 'The Cannabis Closet' (2, 3, 4, 5, 6..), onde referencia variadas manifestações de usuários de longa data, profissionais bem sucedidos e pais de família, todos declarando o uso positivo que fazem da planta.

Alguns destes usuários são reconhecidos em seus meios profissionais, como é o caso de Will Wilkinson, do Cato Institute, e que já escreveu para o 'The Economist', 'Reason', 'Forbes' e 'Slate'. Wilkinson publicou esta semana um artigo de opinião no 'The Week' onde 'sai do armário' em grande estilo ('I Smoke Pot and I Like It'), e manda uma dica ao presidente Obama sobre 'o que a pergunta (sobre o tema legalização da canabis que emergiu no primeiro 'online town hall') poderia revelar sobre a audiência online':
"Talvez esta mobilização revele o simples fato de que os ativistas da legalização da canabis alimentavam a esperança de que este presidente que ajudamos a eleger, e que um dia já tragou, iria, mesmo no meio de uma recessão na economia, devotar alguma atenção às desastrosas políticas de repressão às drogas promovidas por este país".
O que esta 'audiência online' parece estar percebendo é que para alcançar seus objetivos não irá bastar votar anonimamente em sites de participação online. Será necessário falar, demonstrar, manifestar a própria cultura de uso da canabis, e isso vai exigir exposição. A internet foi um grande instrumento de organização e articulação, pesquisa e disseminação de informações para o movimento anti-proibicionista. Pode se mostrar agora um canal legítimo de expressão para uma cultura que foi violentamente reprimida e censurada nas últimas décadas.

Caso queiram utilizar o 'Ecognitiva' para enviar a sua manifestação, a sua 'saída do armário', estejam à vontade. Podem utilizar a seção de comentários para postar sobre a sua relação com a canabis, e estarei republicando o conteúdo no blog.

Canabis, medicamento que renasce



Hoje, a maconha e seus derivados são reconhecidos como medicamentos em pelo menos quatro países. Nesses, já existem medicamentos para tratamento de náuseas e vômitos causados pelos anticancerígenos, da caquexia (enfraquecimento extremo) aidética e cancerígena, dores crônicas neuro e miopáticas como ocorrem na Esclerose Múltipla, entre outras patologias. Um desses medicamentos já está sendo exportado para outros 24 países.

Para lidar com a maconha como medicamento, a ONU recomenda a criação de uma Agência Nacional da Cannabis Medicinal para aprovar e controlar adequadamente seu uso médico.

O Simpósio Internacional: “Por uma Agência Brasileira da Cannabis Medicinal?” reunirá cientistas do Brasil e do exterior, sociedades científicas e Agências Governamentais para discutir a oportunidade de ser criada a Agência Brasileira da Cannabis Medicinal, que permitiria e controlaria o uso médico da maconha e seus derivados.

O evento acontecerá nos dias 17 e 18 de maio no Teatro Marcos Lindenberg da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).


E. A. Carlini
Diretor do CEBRID
Presidente da Comissão Organizadora

Um dia para comemorar: marchadamaconha liberada pelo STF!!

Para alguns, a decisão unânime do Supremo Tribunal Federal liberando as manifestações públicas em defesa da descriminalização das drogas, como a Marcha da Maconha, foi um evento óbvio, previsível. Afinal, fica realmente difícil imaginar como a mais alta corte do país poderia, em pleno século 21, negar à sociedade civil este direito básico de expressão sobre um marco regulatório vigente.

Entretanto, para todos nós que estivemos mobilizados, ano após ano, buscando viabilizar algum movimento que pudesse representar a nossa absoluta discordância em relação à postura do estado frente às substâncias psicoativas em geral, e em relação à canabis em particular, o dia 15 de junho de 2011 ficará marcado para sempre. Certamente não por acaso, nossa emoção foi acompanhada por um belíssimo eclipse lunar na praça dos 3 poderes, o mais longo dos últimos 10 anos (foto de Marcello Casal Jr / ABr).

Ao tempo em que a luz do sol refletida na lua se livrava da sombra da terra, o ministro Celso de Mello descortinava as sombras do obscuratismo que por tanto tempo abafaram a expressão genuína de significativa parcela da sociedade. Com seu relatório e seu voto, o ministro parecia responder à exortação feita anteriormente pelo advogado da ABESUP e da MarchaDF, Mauro Chaiben, que em sua fala na sessão também explorou metáforas de luz e sombras ao comparar o tabu no debate sobre as drogas com o mito da caverna, alegoria criada pelo filósofo grego Platão:

"Imaginemos um muro bem alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior, permanecem seres humanos que nasceram e cresceram ali. Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder locomover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantém acesa uma fogueira... uma alegoria criada por Platão para ilustrar a ignorância do homem perante o mundo. Percebe-se claramente a identidade entre o mito da caverna e o comportamento da sociedade frente a atual política pública sobre droga."
Sustentação oral do Dr. Mauro Machado Chaiben - Julgamento da ADPF 187 no STF
Vale dizer que esta vitória tem uma história, que começa com um post neste mesmo blog, com data de 14/02/2009 [Um caminho possível: Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental (Lei 9282/99)]. Foi ali que um certo advogado, que assinava como Dr. Heitor Sativo, apresentou a instância do STF, e o instrumento da ADPF, como as possibilidades mais interessantes para o movimento de legalização.
Na época, ele afirmava:
"Em razão do atual cenário jurisdicional brasileiro, o STF vem, aos poucos, se tornando uma verdadeira Corte Constitucional, onde se destaca a efetivação das garantias fundamentais... Assim, em face desta nova postura que se apresenta, surgiu a idéia de se propor uma Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental (Lei 9882/99), a qual tem por “objeto evitar ou reparar lesão a preceito fundamental resultante de ato do Poder Público”.
Um caminho possível: Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental (Lei 9282/99) - Ecologia Cognitiva - 14/02/2009
Neste momento em que a luz apresenta força suficiente para vencer as sombras, este blog foi autorizado a revelar que o Dr. Heitor Sativo de então, é o mesmo Dr. Mauro Chaiben que sustentou a defesa da ADPF 187. Ou seja, o mentor de nossa estratégia vitoriosa estava lá também para defendê-la na tribuna, e merece todo o nosso aplauso.

De nossa parte, aqui do bunker da Ecologia Cognitiva, seguimos atentos para ativar e debate e conectar as pessoas que podem fazer a diferença em nosso movimento. Enfim, não há mais nenhuma dúvida: "é chegado o momento de mudar o foco da argumentação que legitima a lógica proibicionista em nosso país".

                                          Viva a Liberdade de Expressão!! Viva o Brasil!!




“Cannabis Sintética” pode causar problemas de saúde pública nos Estados Unidos da América.

Sendo vista como uma forma sintética de tetrahidrocanabinol, conhecida nos Estados Unidos como K2-sinthetic marijuana ou Spice. Produzida encima de elementos cannabinóides com ervas naturais, comercializada na forma de incenso ou sais de banho.

K2 Synthetic Marijuana

Trata-se de uma “droga” de origem asiática, meramente desenvolvida para tratar problemas terapêuticos. Entretanto, diversos outros laboratórios deram outras origens a substância. É possível comprar o K2 a um preço de aproximados US$10,00 em território norte-americano, geralmente vendido em saquinhos contendo 3 gramas do produto.

A grande demanda resultante do grande uso populacional tem causado preocupações médicas e políticas, uma vez que um grande número de pessoas recorrem a tratamentos de saúde devido a substância.

Usuários alegam que o uso de K2 gera um efeito semelhante ao da cannabis quando fumada, entretanto de menor duração e intensidade. Provocando também estados elevados de ansiedade e batimentos cárdiacos, podendo causar náuseas e em alguns casos, depressão e ataques de pânico. Além de problemas respiratórios.

Sempre houve o perigo de usar substitutos sintéticos, mesmo assumindo que iram responder da mesma maneira que a substância a ser “imitada”. Os efeitos da cannabis, assim como de qualquer outra substância, estão relacionados com a dosagem. Porém, ao se fazer o uso de K2, poucos usuários sabem que as quantidades “recomendadas”, se é que existe recomendação segura, são de 3 a 5 vezes menores que a cannabis.

Devido a fabricação não fiscalizada, muitas vezes caseira e desconhecida, a “cannabis sintética” pode conter elementos químicos das mais variadas procedências. Podendo causar danos ainda não bem definidos. Mesmo assim a “droga” já é proibida em mais de 10 estados norte-americanos.

A iniciativa da proibição foi do estado de Kansas, seguido por Geórgia, Utah, Missouri, Tennessee, Kentucky, Dakota do Norte, entre outros. O produto também já é proibido em alguns países europeus, incluindo Reino Unido, Alemanda, Polônia e França.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Café americano tem programação voltada para usuários de maconha

Café Cannabis, em Portland, tem mercadinho, show de comédia e karaokê.
Muitos clientes usam erva para fins medicinais, em tratamento contra dores.

O Café Cannabis, restaurante que fica na cidade de Portland, no estado americano de Oregon, está ganhando fama por sua programação inusitada. Voltado para usuários de maconha, o estabelecimento oferece um mercadinho de agricultores com "guloseimas" feitas com a erva, shows semanais de comédia e até uma "noite dos funcionários".

Às quintas-feiras, o local reúne diversos adeptos da erva para a noite do karaokê. Muitos clientes utilizam a maconha para combater dores severas causadas por diferentes doenças. O Oregon é um dos estados americanos em que o uso medicinal da maconha é legalizado.

Cher Nuttall, de 65 anos, ri durante a noite de karaoke no Café Cannabis, em 5 de maio (Foto: AP)Cher Nuttall, de 65 anos, ri durante a noite de karaoke no Café Cannabis, em 5 de maio (Foto: AP)

Teresa Sheffer, de 48 anos, dirigia um carro quando foi atingida por um trem. No acidente, ela quebrou todos os ossos maiores do lado direito do corpo e a deixou com uma sequela na espinha dorsal. Ela é uma das clientes do café que fazem uso medicinal da maconha. (Foto: AP)Teresa Sheffer, de 48 anos, dirigia um carro quando foi atingida por um trem. No acidente, ela quebrou todos os ossos maiores do lado direito do corpo e a deixou com uma sequela na espinha dorsal. Ela é uma das clientes do café que fazem uso medicinal da maconha. (Foto: AP)

Homem é visto no restaurante em Portland usando um "bong", espécie de narguilé utilizado para fumar maconha (Foto: AP)Homem é visto no restaurante em Portland usando um "bong", espécie de narguilé utilizado para fumar maconha (Foto: AP)

Jovem é preso com maconha e máquinas para clonar cartões

Segundo a polícia, ele estava com cerca de 100 kg da droga em SP.
Homem também possuía celulares, talões de cheque e dinheiro.

Um jovem de 27 anos suspeito de tráfico de drogas foi preso com cerca de 100 kg de maconha no Parque Bristol, Zona Sul de São Paulo, na terça-feira (14). Ele era investigado havia 40 dias.

Durante abordagem, policiais encontraram 5 kg de maconha no carro dele. Mas foi em sua residência que os policiais localizaram a maior parte da droga.

Segundo a polícia, no local também foram encontradas máquinas para clonar cartões bancários e dezenas de cartões - além de talões de cheque, dinheiro, celulares, um computador e uma balança de precisão.

A polícia vai investigar quantas pessoas podem ter sido vítimas da clonagem de cartões.

STF decide nesta quarta se atos pró-maconha são legais

No processo, a Procuradoria-Geral defende a liberdade de expressão.
Justiça considerou marchas da maconha ‘apologia ao crime’.

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve decidir nesta quarta-feira (15) se a lei garante aos cidadãos o direito de realizar manifestações em favor da descriminalização do uso de drogas.

Os ministros vão julgar uma ação proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) que pede a liberação de manifestações e eventos públicos, como as marchas que defendem a legalização do uso da maconha.

No pedido, que tramita no STF desde julho de 2009, a vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, argumenta que os juízes usam o “argumento equivocado” de que as manifestações seriam apologia ao crime e estímulo ao uso de drogas.

A PGR pede que o STF faça uma nova interpretação do artigo do Código Penal que permite decisões nesse sentido. A intenção é garantir o direito constitucional de exercer a livre manifestação de pensamento, o que, segundo a procuradora-geral, é um “pressuposto para o funcionamento da democracia”.

Manifestantes durante marcha na Esplanada dos Ministérios em defesa da legalização da maconha (Foto: G1)Manifestantes em marcha na Esplanada dos Ministérios em defesa da legalização da maconha (Foto: G1)

Uma das entidades que entrou como parte no processo para defender a legalidade das manifestações, a Associação Brasileira de Estudos Sociais do Uso de Psicoativos (Abesup) pediu que na mesma ação o STF analise a liberação do cultivo doméstico da planta da maconha e seu uso para fins medicinais e religiosos.

Segundo o ministro aposentado do STF Carlos Velloso, esse pedido ultrapassa o papel da entidade e o assunto que é debatido no processo.

“A finalidade da medida é simplesmente ser permitida a manifestação. Agora, entra a entidade e pede um ‘plus’. Penso que não deve ser admitido o pedido que vai alem do objeto da ação, da medida judicial em discussão”, afirmou Velloso.

Apesar dos precedentes do STF em defesa da liberdade de expressão, o ministro Velloso afirma que, em alguns casos, interpretar a norma significa mudar o sentido da lei, o que é tarefa do Congresso.

“O STF extrapolaria. Isso depende de lei, depende de manifestação do Congresso. Fazer valer princípios a torto e à direito seria adotar a escola do direito livre, que não passa do direito alternativo, o que bons juízes condenam”, afirmou Velloso.

No mês de maio, a Justiça proibiu as marchas em pelo menos 9 capitais. No último dia 3 de junho, depois de vetada, a Marcha da Maconha do Distrito Federal acabou virando um protesto pela liberdade de expressão que atravessou a Esplanada dos Ministérios até a Praça dos Três Poderes, em frente ao STF.

Mesmo com a proibição da Justiça, os manifestantes expressaram sua opinião sobre o assunto com palavras de ordem, como: “STF cadê a liberdade de expressão” e “tráfico não, legalização sim”.

Para outro ministro aposentado do STF Sepúlveda Pertence, a Constituição Brasileira é clara ao defender o direito de que as pessoas se reúnam para discutir mudanças na legislação vigente, sem que sejam acusadas de apologia ao crime,

Ele comparou as manifestações com a atitude do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, que defende a descriminalização das drogas. Para Pertence, de forma individual ou em grupo, o direito à liberdade de manifestação deve ser preservado.

“Outras pessoas falam disso [descriminalização da maconha], como o ex-presidente [Fernando Henrique Cardoso], porque estão exercendo essa liberdade particularmente. Individualmente ou em manifestação pacífica, a meu ver, pela Constituição é mesma coisa”, afirmou Pertence.

Justin Timberlake assume que usa maconha e não quer pensar em trabalho

Justin Timberlake assume que usa maconha e não quer pensar em trabalho
Em recente entrevista concedida à edição norte-americana da revista "Playboy", o cantor Justin Timberlake, de 30 anos, deu algumas declarações no mínimo polêmicas e que podem não agradar muito aos seus fãs.

Entre outros assuntos, ele revelou que fuma maconha e comentou sobre os efeitos que a droga provoca em sua mente. "A única coisa que a maconha me causa é me fazer parar de pensar. Às vezes, preciso desligar o meu cérebro. Algumas pessoas são simplesmente melhores quando estão chapadas", disse o artista.

Justin também deixou claro que pretende curtir mais os prazeres da vida. "Percebi que cheguei a um ponto da vida em que apenas olho em volta e me deixo levar.Há muita coisa para aproveitar se eu desacelerar, parar de fato e usufruir melhor o tempo". Sobre a possibilidade lançar material inédito, ele deixou claro que não há músicas prontas e que os planos para futuras gravações estão relativamente desacelerados. "Ficam me perguntando quando vai ter música nova, álbum novo, e eu não sei quando vai sair, talvez algum dia. Música não é o meu foco neste momento".

O último trabalho de músicas inéditas lançado por Timberlake foi o CD "FutureSex/LoveSounds", de 2006.

A erva, a culpa, a cura

Aproveito o lançamento do documentário “Quebrando o tabu”, sobre descriminalização das drogas, estrelando Fernando Henrique Cardoso, para fazer um depoimento-desabafo: um amigo californiano usa maconha com fim medicinal (possui até uma carteira de identificação para, se preciso for, provar que está legalizado).

Em seu país, o consumo terapêutico dessa droga é autorizado por lei. Numa conversa, descobri que a planta o curara de um grande problema que também tenho: o bruxismo.

Fiz o teste, dando duas tragadas num desses cigarros por algumas noites alternadas. Resultado: vi-me livre das dores com que convivo a cada manhã, livre de acordar no meio da noite com a cabeça latejando, livre de, em certos dias, sequer poder mastigar uma colher de pudim.

Pensando mais no futuro, veio-me ainda a esperança de talvez não mais ter que conviver com ameaças de surdez nospróximos anos; não me sentir na iminência de uma outra cirurgia para implante de osso; dar um basta na sensação de que engoli mais um pedacinho de metal; livrar-me de uma das minhas inúmeras placas usadas para dormir (tenho de todos os tipos: plástico, silicone, acrílico — todos os materiais,
modelagens, desenhos existentes no terrível escopo do bruxismo.

Não há meditação,ioga, homeopatia, marido, Rivotril, esporte, que amenizemo sofrimento provocado pelo travamento dos dentes, muito desgastados desde a pósadolescência.

Fiquei num grande estado de excitação: a cura estava ali, a meu alcance. Pedi a duas médicas uma declaração, um depoimento, atestando que preciso fazer uso dos benefícios dessa planta. Nada obtive: nenhuma delas está autorizada a fazê-lo. “Seria ilegal”, diz uma psicóloga que defende o uso dos cigarrinhos verdes para alguns pacientes(nas internas, que fique claro).

Ensina até quem vende a droga sem química, plantada e colhida na região fluminense. Maconha orgânica. Conversei também com um advogado. Ele me disse que poderia tentar, mas dificilmente conseguiríamos alguma coisa. O único resultado
positivo seria o de estimular o debate. Foi o que me impeliu a escrever este apelo.

Quero apenas o direito de dar duas tragadas num cigarro de maconha todas as noites, na minha cama, no meu quarto — apenas duas! —, sem precisar ir morar nos Estados Unidos, vivendo na minha cidade, no meu país, sem ter que me sentir uma contribuinte do tráfico e, por tabela, da violência. Não suportaria essa culpa, mesmo sabendo que é um argumento sujeito a vários questionamentos.

Duas tragadas. É tudo. Fazem me amolecer um pouco, nada mais. Não se trata de usar a
droga como quem o faz para “suportar melhor a existência”(já ouvi isso). Simplesmente, encontrei um remédio. Uma erva. Como outras, com fins medicinais, dependendo, sempre, da dosagem. Os índios fazem bom uso de todas elas, e
o limite é estabelecido por cada um de acordo com o conhecimento acumulado ao longo de milênios.

Não tenho interesse em nenhuma droga como droga, nem para o chamado uso recreativo (álcool aqui incluído); aliás, não suporto perder o controle, em nenhuma situação.

Nem na adolescência, quando, na minha fantasia, os baseados tinham o poder de trazer
inspiração, criatividade e ideias originais para escrever textos maravilhosos, da mesma forma como os roqueiros que eu conhecia faziam com suas músicas. Claro que na época experimentei maconha, como todos os jovens da minha idade.

Uma amiga insistia para que eu fumasse mais, mais e mais (em vez de aguardar, como se deve, que as primeiras tragadas façam efeito), resultando numa primeira experiência bastante penosa que terminou em vertigem e vômito.

Não me tornei usuária, mas tive, na ocasião, um sonho intenso, marcante. Eu fumava e começava a escrever freneticamente. Parava, analisava e concordava com todos os pensamentos que surgiam, não discordava de nada. Coisas banais ficavam importantes, coisas importantes ficavam banais, mas todas iam
passando. Por vezes eu abraçava as palavras, mas elas conseguiam fugir de mim quando eu menos esperava. As letras criavam disfarces: elas
estavam ali, mas não estavam. E nem sempre seguiam a ordem de que eu gostaria. As mais sinuosas se misturavam entre si na forma de colares gigantes, que iam de um país a outro, sem se deixarem molhar no mar ao atravessá-lo. Algumas só se
perdiam, levando com elas a coesão do pensamento. O que ia me restar, então?

E escrevia, relia os textos, as sensações, as paixões, as confissões, mas tudo se esvaía. Era mesmo o fim da minha lua de mel com as palavras. A morte era preferível.

O problema é meu ou do fumo?, pensava, no sonho, cheia de uma culpa injusta.
Ou seja, durante as décadas que se seguiram, minha relação com a maconha se resumiu a esse pesadelo. Até eu tomar conhecimento desse seu lado atenuante para meu desespero pessoal. O fato é que o meu sonho agora é bem outro. Quero
apenas isto que considero essencial: não ser privada do que para mim é um medicamento que me alivia o insuportável bruxismo. Quero
poder consumir as ervas que bem entender, assim como posso usar hortelã para um
suco, ou a arruda para “limpar” um ambiente, tranquilamente.

A sálvia anda difícil, segundo me disse a espiritualista Ana Lang, que vive na Gávea RJ. Não poder usá-las? “Arrenego”. Fiz questão de escrever a palavra por achar
que combina bem com uma camponesa como eu (fui criada em fazenda), acostumada a uma
relação de intimidade e respeito com todas as plantas e, apesar disso, sem o direito de usá-las como algo útil, essas dádivas.

Aliás, quando ouvi pela primeira vez a palavra maconha, era ainda uma criança. Foi
durante uma conversa entre meu pai e um senhor muito simples, candidato a vaqueiro.

Ao ver minha mãe nervosíssima, numa crise violenta de tosse, ele perguntou se não teria um pé de maconha ali por perto. E afirmou: “Se fizesse um chá, ela
se acalmaria e ficaria logo boa.”

Nunca soubemos se isso seria real. Voltando à atualidade, considero-me, de fato, uma
cidadã: trabalho muito, pago imposto, respeito o outro. Por que, então, no meu país me proíbem um remédio que me traria a paz ante um mal que me consome? Isso dito, deixo uma pergunta: entre o bruxismo e a culpa, o que faço eu?

Texto da Lu Lacerda, publicado no O Globo de domingo dia 12/06/2011.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A maconha pode ser tratada como é o álcool e o cigarro", diz Fernando Henrique Cardoso à revista


Se antes a causa da descriminalização da maconha era um ato de artistas, músicos e hippies, um intelectual de peso resolveu entrar na parada: Fernando Henrique Cardoso. Em entrevista às páginas negras da Trip deste junho, o ex-Presidente da República é categórico:“Minha opinião é a de que a maconha pode ser tratada de forma diferente. Isto é, regulada como é o álcool e o cigarro”.

Ele diz não ligar para as brincadeiras que tem surgido com sua nova posição como chamá-lo de "THC" e "Fumando Henrique Paloso". E coloca o problema das drogas para além do preconceito entre as classes: "No Brasil, a questão das drogas é muito mais vista como uma questão dos pobres. É a favela, a cracolân­dia, a violência. E quase todo mundo fecha os olhos para o consumo da classe média, que usa abundantemente e é o verdadeiro mercado. Isso já mostra que a própria percepção da droga no Brasil não é democrática".

Porém o novo militante do "legalize já" diz que nunca provou da erva: "Eu não sou usuário, nunca fui, não estou pregando o uso. Mas estou dizendo: tem gente que usa, e o uso é diferenciado. O efeito também. E não adianta reagir sempre igual. Eu sei que vão interpretar errado, tirar do contexto. Mas nessa altura da vida também não me preocupa. Eu nunca traguei nem cigarro. Eu não teria problema nenhum em dizer que eu experimentei. Eu nunca vi cocaína na minha frente. O problema aqui que me interessa é outro. É uma questão social e política que afeta muita gente".

FHC acaba de ser o narrador do filme que discute o tema das drogas, Quebrando o Tabu de Fernando Grostein Andrade e ao ser questionado porque não legalizou a maconha quando estava na presidência do país, ele responde: "Durante meu governo, a visão que se tinha no mundo era a de que seria possível erradicá-las. E foi ficando claro para mim que era um objetivo inalcançável. Foi essa percepção que me fez buscar gente que entende do assunto. Porque eu mesmo nunca tive conhecimento técnico da droga.”

Pânico na TV - Lançamento do Documentário Quebrando o Tabu

Paraguai apreende uma tonelada de maconha na fronteira com o Brasil

Operação ocorreu em Colonia Santa Clara, no limite com Mato Grosso do Sul
A polícia do Paraguai apreendeu pouco mais de uma tonelada de maconha e destruiu quatro hectares de plantações da erva na fronteira com o Brasil, informaram nesta quarta-feira as autoridades locais.

A operação foi realizada na terça por agentes antidrogas em uma área de bosques de Colonia Santa Clara, a 35 quilômetros de Pedro Juan Caballero, no limite com Mato Grosso do Sul.

Os agentes chegaram ao lugar depois de uma caminhada de mais de dois quilômetros. Após destruir as plantações, os oficiais encontraram 850 pacotes de maconha, totalizando 1.088 quilos. “Toda a droga foi incinerada”, informou uma fonte da polícia ao jornal ABC Color.

Em 27 de maio, as polícias do Paraguai e do Brasil destruíram 94 hectares de plantação de maconha e 53.830 quilos da droga, em uma operação na fronteira comum. A área é marcada pela atuação de grupos dedicados ao cultivo de maconha e também ao tráfico de cocaína procedente de outros países da região.

A maconha inserida na cultura popular

Droga está há décadas presente em músicas, filmes, quadrinhos e séries de TV

A maconha está em pauta no Brasil. Nesta sexta, estreia no país o documentário "Quebrando o Tabu", em que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defende a descriminalização dessa e de outras drogas. Nas últimas semanas, uma série de marchas pelo país pediu o mesmo - a versão paulistana da manifestação, realizada há duas semanas, aconteceu mesmo depois de ser proibida pela justiça e foi violentamente reprimida pela polícia.

Na música, no entanto, a maconha é assunto de discussões há anos. Na década de 1970, Peter Tosh já cantava "legalize it, don't criticize it" (em tradução livre, "legalize, não critique"). Bob Marley, por sua vez, dizia na música "Kaya" (uma das incontáveis gírias para a droga): "Well, I feel so high / I even touch the sky above the fallin' rain" ("É, eu me sinto tão alto / Até toco o céu por sobre a chuva que cai").

Os jamaicanos não foram os únicos. Os Beatles fizeram canções sobre o tóxico em "Got to Get You Into my Life" (composta após Paul McCartney experimentar a droga pela primeira vez) e os Rolling Stones em "Rip this Joint". O Black Sabbath de Ozzy Osbourne também fez uma homenagem bastante explícita em "Sweet Leaf", que começa com o som de uma tosse.

No Brasil não foi diferente: até a dupla de compositores mais famosa do país, Roberto e Erasmo Carlos, usou a maconha como fonte de inspiração. "O amor vem como nuvem de fumaça", escreveram os dois em "Maria Joana" (clara referência ao outro apelido da droga, marijuana). Mas só Erasmo gravou.

Outras composições nacionais sobre a maconha são "Malandragem Dá um Tempo", de Bezerra da Silva ("Vou apertar, mas não vou acender agora") e "O Mal É o que Sai da Boca do Homem", de Pepeu Gomes ("Você pode fumar baseado / Baseado em que você pode fazer quase tudo"). Além, é claro, de praticamente toda a discografia do Planet Hemp, banda que revelou Marcelo D2.

A maconha em outras mídias


Os hippies foram os precursores na inserção da maconha nos meios de comunicação. Uma das primeiras aparições da droga ocorreu nos quadrinhos, em 1968, com o lançamento da primeira história dos Fabulous Furry Freak Brothers, trio de maconheiros inventado pelo cartunista Gilbert Shelton - que esteve no Brasil durante a Flip 2010.

A influência dos personagens serviu de inspiração para o cartunista brasileiro Angeli criar Wood & Stock, a dupla de amigos hippies que, após décadas de abuso de drogas e álcool, passou a fumar orégano escondida dos familiares.

As HQs também estimularam a dupla de humoristas Richard "Cheech" Marin e Tommy Chong a criarem os hippies Cheech & Chong, que nos anos 1970 e 80 lançaram álbuns e protagonizaram filmes em que pregavam o amor livre e o consumo da cannabis.

O sucesso de ambos foi tanto que, antes de se separar, em 1987, o duo fez uma participação especial no longa-metragem "Depois de Horas", de Martin Scorsese. Posteriormente Tommy Chong interpretou o velho hippie Leo no seriado "That 70's Show" - que não deixou de ser uma versão do próprio Chong.

Nos anos 1990, o grande representante da classe foi o hippie Jeffrey Lebowski, mais conhecido como "The Dude" - ou "O Cara" -, papel de Jeff Bridges na comédia dos irmãos Coen "O Grande Lebowski", de 1998. Na trama, o velho hippie tenta solucionar um crime enquanto divide seu tempo em fumar maconha, jogar boliche e beber white russian - um drink que mistura vodca, licor de café e creme de leite.

No final da década, o cineasta Stanley Kubrick, autor de "Lolita" e "Laranja Mecânica", filmou uma discussão regada a maconha protagonizada pelos então casados Nicole Kidman e Tom Cruise no drama "De Olhos Bem Fechados". Na cena em questão, a personagem de Kidman monta um cigarro utilizando a erva e fuma junto com o marido.

Os anos 2000 foram marcados por uma nova leva de maconheiros nas telas. No lugar dos hippies, os estúdios colocaram pessoas comuns, como os jovens de classe média de "Segurando as Pontas" (2008) e a viúva falida que passa a cultivar maconha em "O Barato de Grace" (2000) - cuja mesma premissa foi utilizada anos mais tarde na série de TV "Weeds".

No cinema nacional a maconha rendeu ótimas cenas no sucesso "Tropa de Elite", de 2007, sendo a principal delas a apreensão feita pelo oficial do BOPE André Matias (papel de André Ramiro) na faculdade de direito em que estudava - denunciando a venda e o consumo da erva no ambiente acadêmico.

Mas foi na internet que o público brasileiro divertiu-se à custa de uma usuária incomum. No curta "Tapa na Pantera", de 2006, a atriz Maria Alice Vergueiro interpreta uma senhora que afirma consumir a droga há 30 anos - e não acredita sofrer nenhum mal por causa disso, mesmo sofrendo lapsos de memória e cometendo deslizes diante da câmera.

Willie Nelson paga multa e não será preso por portar maconha

O cantor Willie Nelson pagará multa de US$ 500 e não terá que cumprir pena por posse de drogas. O astro da música country também deverá permanecer passar os próximos 30 dias afastado de todos os tipos possíveis de encrencas, segundo o site TMZ.

O artista foi detido em novembro do ano passado com 170 gramas de maconha no ônibus de sua turnê. Um oficial sentiu cheiro de maconha quando uma porta do ônibus que levava Nelson e sua banda se abriu e encontrou a droga após uma busca minuciosa no veículo. Willie foi conduzido para a delegacia, mas foi liberado logo após pagar uma fiança no valor de US$ 2.500. O xerife Arvin West, autoridade responsável pela abordagem, havia dito ao jornal "El Paso Times" que o cantor assumiu ser o proprietário da droga.

Nos últimos cinco anos esta foi a segunda vez que Willie Nelson, de 78 anos, foi atuado por pose de drogas. Em 2006, ele e sua banda foram flagrados com cerca de 700 gramas de maconha e 100 gramas de cogumelos alucinógenos.

Pesquisa mostra efeito adverso da maconha que ainda era desconhecido


Maconha diminui número de um tipo de receptores
no cérebroUsuários 'pesados' têm perda de 20% dos receptores canabinoides.
Efeito parece ser reversível com abstinência.

Um estudo norte-americano mostrou como funciona um efeito adverso da maconha no cérebro que ainda não era conhecido.

A descoberta, divulgada durante o encontro anual da Sociedade de Medicina Molecular dos EUA, pode ajudar no desenvolvimento de novos tratamentos contra drogas, assim como em futuras pesquisas.

Os cientistas compararam tomografias de chamados usuários “pesados”, que fumam todos os dias há algum tempo, a de pessoas que não consomem a droga. Os resultados mostraram que os usuários têm redução de cerca de 20% no número dos receptores canabinoides CB1, substância que influi sobre o prazer, o apetite, a tolerância à dor e outras funções psicológicas e fisiológicas do corpo.

Dos 30 usuários que participaram da pesquisa, 14 ficaram um mês sem consumir e voltaram a fazer tomografias. O novo exame mostrou que os receptores aumentaram em quantidade significativa durante a abstinência, o que sugere que os danos são reversíveis.

“Com este estudo, conseguimos mostrar pela primeira vez que pessoas que abusam da maconha têm anormalidades nos receptores canabinoides no cérebro. Essa informação pode se mostrar importante para o desenvolvimento de novos tratamentos contra o abuso da maconha”, disse Jussi Hirvonen, autor do estudo desenvolvido pelos Institutos Nacionais de Saúde Mental e Abuso de Drogas dos EUA.

terça-feira, 7 de junho de 2011

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Grinder

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E se esta Van passa-se por você?

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5 Objectos que provavelmente seriam inventados por Usuarios...

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Comissão do Senado quer ouvir FHC sobre descriminalização da maconha


Ainda não há data definida para audiência com Fernando Henrique Cardoso.
Ex-presidente defende descriminalização do uso da maconha.

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, na manhã desta quarta-feira (1), requerimento para realização de audiência para ouvir o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre a descriminalização do uso da maconha. O requerimento foi proposto pela senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS).
O ex-presidente precisa confirmar presença na audiência, que ainda deve ter a data marcada pelos senadores.

O motivo do convite ao ex-presidente é a posição pública dele em favor da descriminalização dao uso da droga explicitada em diversos veículos de comunicação nos últimos dias.

Fernando Henrique aparece ao lado de ex-presidentes americanos Bill Clinton e Jimmy Carter no documentário "Quebrando Tabu", que começa a ser exibido nesta semana no país. Todos os ex-mandatários reconhecem que falharam nas políticas antidrogas de seus governos.

‘Ele está bem moderno’
A decisão da Comissão de Assuntos Sociais de convidar o ex-presidente repercutiu de imediato no Senado. O presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), evitou manifestar uma posição pessoal sobre o tema, mas definiu com bom humor os posicionamentos de Fernando Henrique em relação a maconha: “Não conheço em profundidade a posição do presidente Fernando Henrique [sobre a descriminalização da maconha], mas acho que ele está bem moderno.”

Vereador baiano assume fumar maconha e defende legalização

“Fumo um de manhã, meio-dia e à tardezinha”, disse político do PMN

Um vereador do município baiano de Medeiros Neto (869 km de Salvador) assumiu ser usuário de maconha e defendeu a legalização da droga. Cristiano Alves da Silva (PMN) está no terceiro mandato como vereador de Medeiros Neto, cidade de 21 mil habitantes no extremo sul da Bahia.

O vereador revelou o hábito durante uma sessão da Câmara de Vereadores da cidade. “Tenho 37 anos e fumo há mais de 20”, disse, segundo relato de um jornal local. “Estou aqui para defender que o usuário não é criminoso e que o Estado poderia estar ganhando ao legalizar a maconha, que é muito menos prejudicial que outras drogas, inclusive o cigarro”, afirmou durante a sessão.

O delegado da cidade, Kléber Guimarães, afirmou à imprensa local que vai investigar a sessão da Câmara para verificar se houve apologia ao uso de drogas por parte do vereador.

Em entrevista a uma rádio de Salvador nesta sexta-feira (3), Silva reafirmou o hábito, mas negou que faça apologia à droga. O vereador, conhecido na cidade como “Pintão”, já presidiu o Legislativo municipal e é primeiro secretário da União de Vereadores da Bahia.

“Nunca ofereci um baseado a nenhum eleitor, nunca levantei a bandeira do uso da maconha pra fazer política, para fazer campanha. Fumo meu baseado porque gosto de me sentir bem e, na realidade, eu fumo um de manhã, meio-dia e à tardezinha, nos horários que quem fuma maconha gosta de usar, a verdade é essa”, disse o vereador.

O político confirmou que compra a droga de traficantes. ”A gente, na verdade, não tem dificuldade para ter posse dela, a realidade é essa. Devia poder comprar em cafés, de forma regulamentada, e que o governo tivesse controle disso. Com certeza meu dinheiro está indo parar em mãos que gostaria que não fosse parar.”

O tema da descriminalização do uso de drogas tem sido objeto de discussão recente em decorrência do episódio da repressão policial à “Marcha da Maconha”, em São Paulo, e por ocasião da estréia do documentário “Quebrando o Tabu”, de Fernando Grostein Andrade, em que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) defende a descriminalização.

Rede de 'supermercado da maconha' abre loja no Arizona, nos EUA

WeGrow oferece produtos para auxiliar no cultivo da planta. Arizona é o 16º estado americano a permitir uso de maconha medicinal.

Uma empresa californiana abriu na quarta-feira (1) em Phoenix, no Arizona, uma espécie de supermercado para ajudar as pessoas a cultivarem sua própria maconha. "Nós vendemos tudo, menos a própria planta", disse Dhar Mann, fundador da rede weGrow. "Nós vendemos os produtos e serviços para pessoas cultivarem seu remédio com segurança e responsabilidade."

A loja tem quase 2.000 metros quadrados e oferece milhares de produtos, incluindo terra, luzes especiais e bandejas de irrigação, especialmente concebidos para o cultivo da maconha, Mann disse à agência de notícias Reuters.

Um médico também estará no local para fornecer aos pacientes a aprovação inicial necessária para solicitar à secretaria de saúde a autorização para cultivar legalmente e usar a maconha como tratamento medicinal.

A loja foi inaugurada no mesmo dia em que o Arizona começaria a aceitar candidaturas de indivíduos que buscam uma das 125 autorizações que o Estado pretende conceder para o funcionamento de farmácias de maconha medicinal. Mas esse processo foi adiado na semana passada.

Arizona é o 16º estado dos EUA a descriminalizar maconha para fins medicinais. A decisão foi tomada pelos eleitores do estado em novembro. Desde abril, o estado vem aceitando inscrições de pacientes e acompanhantes que procuram usar maconha para fins medicinais e 3.696 pessoas obtiveram permissão para possuir e cultivar maconha para uma variedade de problemas médicos.

Legalizar ou reprimir: maconha já é usada por 190 milhões


Ilegal, como tem sido tratada na maior parte dos países, ou de uso descriminalizado, como tem sido experimentada em lugares como Holanda, Portugal e Suíça, a maconha segue sendo a droga mais utilizada no mundo, segundo o chefe de comunicação da divisão de análise de políticas do Escritório da Organização das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc, em inglês), Alun Jones.

De acordo com relatório da Unodc sobre drogas de 2010, mais de 190 milhões de pessoas (aproximadamente a população do Brasil) consumiram maconha pelo menos uma vez no último ano. A tendência será novamente confirmada no relatório de 2011, que será divulgado no próximo dia 23.

De acordo com Jones, os três tratados internacionais sobre controle de drogas (tratado de narcóticos, 1961, tratado sobre substâncias psicotrópicas, 1971, e de combate ao tráfico de drogas, 1988) ajudaram a limitar o número de consumidores de drogas ilícitas para uma pequena fração da população adulta mundial, "muito menor do que o número daqueles que consomem substâncias lícitas que causam dependência, como álcool e tabaco". Segundo Jones, os consumidores de drogas ilícitas perfazem 25 milhões. "Menos de 0,5% da população mundial", ressalta.

No entanto, essa visão é contestada pelo documentário Quebrando o Tabu, que estreou na sexta-feira nos cinemas. Os depoimentos de ex-estadistas como Bill Clinton, Jimmy Carter e Fernando Henrique Cardoso concluíram que a chamada estratégia de Guerra às Drogas, promovida a partir do final dos anos 80, fracassou.

Não é a primeira vez que o ex-presidente brasileiro levanta a bandeira de uma nova abordagem. Em 2009, ele se juntou ao ex-presidente do México, Ernesto Zedillo e da Colômbia, César Gaviria, e formou um grupo chamado Iniciativa Latino-Americana sobre Drogas e Democracia. O grupo produziu um relatório em que apontam, entre outros efeitos da política de criminalização, o aumento da população carcerária e o aumento da violência.

Como alternativa, o relatório apontou políticas de redução de danos e uma abordagem mais voltada a políticas de saúde pública do que tratamento policial. O grupo angariou gente graúda, como o ex-secretário geral ONU, Kofi Annan, e lançou na quinta-feira, em Nova York, um relatório global sob tais perspectivas.

Alun Jones preferiu não emitir opinião sobre as realizações do grupo. Ele disse que quem escolhe as políticas a serem implementadas são os países membros da ONU, portanto cabe a seus governantes decidir. "O que posso dizer sobre o assunto é que nos últimos anos não houve tentativa de mudança das leis e orientações internacionais por parte dos países".

No entanto, ele afirmou que a própria ONU valoriza o tratamento dos usuários como questão de saúde. "A ONU procura proteger a saúde, os direitos humanos e a justiça mesmo quando se trata de política de drogas e crime. Nosso objetivo é alcançar uma forma compreensiva e equilibrada para a prevenção e tratamento do uso abusivo de drogas ao mesmo tempo em que tenta conter a produção e o tráfico de narcóticos. A dependência de drogas é uma doença, não um crime. Tratamento proporciona uma cura muito mais eficiente do que punição. Essa é uma conclusão baseada em evidências científicas. Nenhum usuário de drogas deve ser estigmatizado ou marginalizado", disse.

Segundo Jones, as drogas tidas como mais perigosas pela Unodc são heroína e cocaína. No entanto, ele alertou para a crescente evolução de drogas sintéticas que podem ser tão prejudiciais. "O pior problema continua sendo o Afeganistão. É o maior produtor de ópio e heroína. O tráfico lá representa problemas para os países vizinhos. A Ásia central, Rússia e o leste europeu e o oeste africano têm estado na mira do tráfico de cocaína vindo da América do Sul", afirmou. Ele também disse que a violência no México continua aumentando por causa do tráfico de drogas.

Wiz Khalifa, um ídolo da Maconha

Wiz Khalifa tem somente 23 anos e a sua estreia na Warner tem um pouco da ansiedade de um novato. Talvez isso seja por conta da quantidade de THC que impregna suas rimas e entorpece suas faixas. Ou talvez seja porque Khalifa já construiu um currículo considerável, com dois discos lançados por conta própria e uma pilha de mixtapes, nos quais aprimora o seu discurso.

O fato é que Rolling Papers é um álbum relaxado. Quem não conhece ainda pode curtir pois é hip-hop de alta qualidade.




Fora Black and Yellow, o hit que fez de Khalifa um superstar, muitos dos seus refrões são cantados com a vivacidade de quem está confortavelmente sentado no sofá, talvez amortecido pelo efeito da cannabis sativa. Isso não significa um ponto fraco.

O conforto seduz com a progressão do disco e suas reflexões sobre a fama são mais interessantes (gentis, até) e menos narcisistas do que as da maioria dos rappers famosos, mesmo que as suas rimas, aqui, não sejam tão criativas quanto as das mixtapes disponíveis em seu site.


quarta-feira, 1 de junho de 2011

A legislação da maconha ao redor do mundo.

Uma coisa é certa: a ilegalidade só serve para gerar corrupção. Os governos desperdiçam milhões de dólares por ano numa guerra inútil contra os usuários, que ao fumarem não estão cometendo nenhum algum, mas devido à ilegalidade, têm que se submeter à marginalidade, podendo em muitos lugares ir mesmo para a cadeia, o que é um absurdo. E mesmo que acabe não sendo preso, muitas vezes corre risco de vida ao ter que se meter com traficantes barra pesada para conseguirem obter a Cannabis.

O que percebemos no estudo abaixo é que a grande maioria dos países desenvolvidos têm uma legislação tolerante quanto à maconha. Por outro lado, muitos países em via de desenvolvimento também são tolerantes, como a Argentina, o Chile, a Venezuela, o Uruguai etc. Já o Brasil é um dos países mais retrógrados do mundo quanto à legislação da maconha. Infelizmente, o meu país é composto na sua maioria por pessoas HIPÓCRITAS que pregam a marginalização e proibição da maconha, ao mesmo tempo em que bebem sua cerveja - outra droga, aliás muito mais perigosa do que a maconha - todo final de semana. Essa mentalidade proibicionista tacanha é que atravanca tudo.

O Estado definitivamente deveria aplicar melhor o seu dinheiro em assuntos mais urgentes, relegando o assunto para a esfera médica, retirando os usuários da marginalidade, o que também permitiria que a polícia se ocupasse de coisas mais importantes e sérias do que ficar correndo atrás de maconheiro apenas para extorqui-los, pois na prática é só para isso que serve a proibição: estimular a corrupção policial. Penso inclusive que a proibição contribui para a desonestidade da população em geral, pois os policiais geralmente sucumbem à tentação de aceitar essas propinas, e isso cria uma cultura de "levar vantagem", "se dar bem" na sociedade brasileira. Se a maconha fosse legalizada, já seria um avanço, pois haveria menos corrupção e só isso já ajudaria para criar uma atmosfera mais civilizada na sociedade.

ALEMANHA
Nível de tolerância (1-5)*: 4.9
* escala de 1 a 5, sendo:
1 - totalmente ilegal
5 - praticamente legal
A posse de maconha para uso pessoal é tolerada na Alemanha, desde que a quantidade não exceda 10 gramas. Não há com o que se preocupar, desde que você não fume descaradamente em público. Mesmo assim, é pouco provável que alguma coisa aconteça. A regra é: seja discreto, e você nunca terá problemas.

ARÁBIA SAUDITA
Nível de tolerância (1-5): 2
A Arábia Saudita não é o lugar ideal para ser pego fumando maconha, porque você provavelmente estará pedindo para se meter em apuros. Entretanto, sendo um turista, você provavelmente poderá pagar uma fiança, mas você definitivamente passará uma noite na delegacia, o que não é nem um pouco agradável…

ARGENTINA
Nível de tolerância (1-5): 4
O consumo privado de maconha é legal na Argentina, mas é ilegal comprar, vender, plantar e fumar em locais públicos. Também é legal ter uma pequena quantidade "apenas para uso pessoal" de até 5 gramas. É comum ver as pessoas fumando nas ruas e nos parques. Mas como o consumo só é permitido em locais privados, a Polícia dá dura em quem fuma na rua, por isso tem que ficar ligado. No inverno, Buenos Aires fica mais vazia e a Polícia não é um grande problema. No verão é pior: muito mais policiais estão nas ruas e às vezes estão à paisana. As praias do Sul são um bom lugar para fumar sem se preocupar com a Polícia.

AUSTRÁLIA
Nível de tolerância (1-5): 3
Ser pego com pequenas quantias de 2 a 3 gramas podem resultar em uma apreensão, possivelmente com uma intimação para comparecer ao tribunal e pagar uma pequena fiança (cerca de $AU 200 = US$ 130). O mesmo vale para quem cultivar até duas plantas. Qualquer coisa além disso é considerado crime e pode resultar em pesadas sanções, como multas pesadas e prisão (raramente mais do que 3-4 meses para um exemplo de caso relativamente sério, por exemplo, tráfico de 1 kg para um adulto).

ÁUSTRIA
Nível de tolerância (1-5): 3.5
As consequências por possessão podem variar. A quantidade de maconha é um grande fator determinante para a severidade da penalidade. Infrações primárias não são fichadas. As penalidades são definidas de acordo com a quantidade, e pode variar de multa a seis meses de prisão. A Polícia de Viena não faz esforços especiais para prender usuários de maconha, mas é comum fazerem buscas em bagagens de passageiros em trens e estações de metrô, inclusive com cachorros.

BANGLADEH
Nível de tolerância: (1-5) 4.5
O consumo de ópio e maconha é tradicional em Bangladesh. Não existem leis locais reais relativas à maconha - apenas alguns tratados internacionais que não querem dizer muita coisa. É totalmente sossegado. Não é uma preocupação da polícia.

BÉLGICA
Nível de tolerância (1-5): 4
A posse de até 3g de maconha por adultos, para uso pessoal, é tolerada. Também é tolerado ter uma planta fêmea em casa. A polícia irá registrar o nome do indivíduo na posse, mas o Estado belga não o processará. Uma nova lei para permitir o uso medicinal da maconha resultou em a Polícia se tornar mais indulgente sobre a posse de pequenas quantidades de Cannabis não-medicinais.

BRASIL
Nível de tolerância (1-5): 2
Importar, exportar, produzir, comprar, vender, expor à venda, oferecer, prescrever, manter ou negociar maconha, mesmo que de graça: 5 a 15 anos de prisão e R$500-R$1.500 de multa. A maconha é uma droga ilícita no Brasil e a o usuário poderá ser enquadrado como traficante pela lei que, nesses casos é de um rigor extremo, colocando um usuário na mesma condição de um traficante de verdade. No entanto, há substituição por reabilitação obrigatória para os usuários. A polícia é intolerante, mas quase ninguém é sequer levado para a delegacia por posse de maconha, pois a grande maioria dos policiais aceitam (e até mesmo sugerem) uma propina em troca de liberdade.

CANADÁ
Nível de tolerância (1-5): 4.9
A maconha é legal para uso medicinal em Montreal, com autorização de um médico. Em janeiro de 2003, um tribunal de Ontário tornou inconstitucional a lei que bania a posse de maconha. Fumar sem autorização médica é ilegal, mas na prática não há problemas com a lei por fumar maconha no Canadá.

CHILE
Nível de tolerância (1-5): 4
De acordo com a legislação chilena, é legal consumir maconha em casa e ter uma pequena quantidade para uso pessoal (5-10 gramas), e o uso médico também é permitido, mas é ilegal vender e comprar. Também é legal plantar em casa, contanto que seja para uso pessoal. Mas é proibido fumar na rua, mas se você souber onde fazê-lo, provavelmente não será pego. Mirantes e ruas residenciais geralmente são locais tranquilos para fumar, especialmente à noite. Se você for pego pela polícia, eles irão apenas repreendê-lo, mas se você for pego comprando ou vendendo, estará em apuros… Em hipótese nenhuma tente subornar um policial chileno, eles são considerados os mais honestos da América Latina e a sua tentativa de suborno só piorará ainda mais as coisas.

CHINA
Nível de tolerância (1-5): 3.5
Fumar maconha é ilegal na China, mas como a Cannabis é uma grande indústria na China (indústria têxtil, de cordas etc.), o cultivo de Cannabis é legal. Por isso, tecnicamente não é ilegal possuir maconha. No entanto, os policiais não seguem necessariamente a lei, então podem lhe causar problemas se você for pego, por isso tome cuidado. Um ponto a favor é que os policiais chineses geralmente não perturbam turistas.

COLÔMBIA
Nível de tolerância (1-5): 4
A maconha é facilmente acessível. A polícia é muito corrupta, eles geralmente irão perturbá-lo caso você seja pego com qualquer quantia, mas nada que 20.000 pesos (cerca de US$ 10) não resolva.

COSTA RICA
Nível de tolerância (1-5): 4.5
A maconha é ilegal na Costa Rica, assim como qualquer atividade relacionada. Mas a lei é muito passiva, você pode fumar na frente da delegacia sem ser perturbado, eles não irão reagir. No entanto, caso venha a ter algum problema, não tente subornar os policiais.

CUBA
Nível de tolerância (1-5): 2
A maconha é ilegal em Cuba, e a aplicação da lei é rígida. A polícia é super reacionária - para eles, maconheiro é marginal que merece mofar na prisão. Muito cuidado!

DINAMARCA
Nível de tolerância (1-5): 4
Legislação: A maconha não é legal na Dinamarca, e por isso é qualquer ação relacionada (fumar, comprar, cultivar, vender, etc.) é ilegal. No entanto, os esforços de aplicação da lei feita pela polícia são escassos. A polícia não está preocupada com os fumantes. Eles provavelmente não irão perturbá-lo caso vejam você fumando.

EQUADOR
Nível de tolerância (1-5): 4
A legislação no Equador permite carregar até dois cigarros de maconha para uso pessoal. O cultivo e a venda são proibidos. A Polícia não “caça” maconheiros na rua nem irá processar ninguém fumando em local privado ou em locais abertos, como festivais de música. As pessoas fumam normalmente na rua, no carro, e às vezes no trabalho. A maconha não é considerada um problema e fora das zonas ricas é comum sentir seu cheiro em toda parte. Se um policial pegá-lo fumando, eles irão pegar o seu cigarro e deixá-lo ir embora. Se for pego com mais de 2 baseados, por alguns trocados eles geralmente não lhe causarão problemas. Na prática, apenas os traficantes vão presos.

ESPANHA
Nível de tolerância (1-5): 4.5
A Constituição da Espanha dá proteção considerável para o que as pessoas fazem na privacidade de suas casas. A lei espanhola diz que o comportamento pessoal em um lugar privado (e isso inclui propriedades particulares e anexos) é protegido pela Constituição. A controvérsia é que a polícia pode fazer um mandato de busca e apreensão na sua casa se acharem que você é traficante. Quando um estrangeiro é pego fumando, a Polícia irá contactar a respectiva embaixada. Mas é muito raro haver problemas.

EUA
Nível de tolerância (1-5): 4
Cada Estado tem a sua própria Legislação. A Proposta 215 da Califórnia legalizou o uso medicinal da maconha naquele Estado em 2002. A posse e o cultivo não são mais uma ofensa criminal, desde que haja uma prescrição médica. Na prática, legalizou para todo mundo, pois basta ir ao médico e inventar um problema qualquer para que ele libere a receita médica. A posse de até 28 gramas sem uma prescrição médica não é mais uma ofensa que acarrete em prisão; geralmente paga-se uma multa de US$ 100. A posse de mais de 28g pode resultar em prisão de até 6 meses e uma multa de US$ 500. Em Nova York, a posse de até 25g é punível com uma multa de US$ 100 para a primeira ofensa. Para a segunda ofensa, a multa aumenta para US$ 200 e ofensas subsequentes resultam em multa de US$ 250 e até 15 dias de prisão. A posse de mais de 25g e o “flagra” de alguém fumando em local público é punível com até 3 meses de prisão e uma multa de até US$ 500.

FRANÇA
Nível de tolerância (1-5): 3
A maconha não é legal na França, embora seja bem tolerada. Sem problemas, desde que você evite ser demasiado óbvio. Qualquer ação relacionada com maconha e haxixe (compra, venda, plantio, fumo), é uma ofensa criminal que impõe uma pena de dois meses a um ano de prisão, além de uma multa de 56 € a 1.680 €.

HOLANDA
Nível de tolerância (1-5): 5!
Para qualquer pessoa com mais de 18 anos, o haxixe e a maconha são livres, legais e disponíveis. Você pode comprar um máximo diário de cinco gramas de haxixe ou de maconha nos Coffeeshops. A polícia não prende usuários de drogas leves. Os parques vivem abarrotados de pessoas fumando nos gramados, pegando Sol, lendo um livro, conversando ou fazendo um piquenique, com crianças brincando ao redor e senhoras de terceira idade passeando ao lado normalmente. A maconha simplesmente não é um tabu na Holanda. Não quer dizer que todos fumem, mas o holandês tem muito uma atitude do tipo “Faça o que quiser, só não enche o meu saco”, por isso não existe patrulha ideológica nem pregação contra o que quer que você faça. Na Holanda, você tem toda liberdade do mundo para ser e fazer o que quiser, desde que isso não invada o espaço do próximo.

ILHAS MALDIVAS
Nível de tolerância (1-5): 4
Não existe legislação adequada. Supostamente é ilegal, mas todo mundo fuma sem problemas. A polícia geralmente não incomoda estrangeiros, mas é sempre bom ficar ligado e fumar só no hotel ou em locais isolados. Ninguém vai para a cadeia, mas se você for pego terá seu 'material' confiscado.

ÍNDIA
Nível de tolerância (1-5): 4
Na teoria é ilegal, e a lei diz que você pode pegar de 6 meses a 2 anos de prisão, mas na prática ninguém liga, é raríssimo alguém ser preso. Mas se você for pego com maconha no aeroporto, certamente terá problemas.

INDONÉSIA (BALI)
Nível de tolerância (1-5): 1!
Apesar de ser o paraíso dos surfistas, a posse, a venda e o consumo de maconha são ilegais, puníveis com prisão de 10 anos de prisão, e o tráfico pode resultar em pena de morte. As leis são aplicadas fortemente, especialmente nos últimos tempos devido a paranóia com ataques terroristas, por isso a polícia constantemente “dá dura” nas pessoas. Não pode dar sopa!


IRÃ
Nível de tolerância (1-5): 4.5
O plantio de maconha é legal se for para fins alimentares, pois muitos iranianos comem as sementes, assim como as de girassol, e também existem empresas em Teerã que extraem o óleo das sementes para vendê-lo legalmente. A pena por posse de maconha pra fins recreativos é uma multa de 10.000 Rials (US$ 1,25) para cada grama em sua posse, e enquanto você tiver menos de 10-15 gramas, não terá aborrecimentos. A Polícia não irá perturbá-lo se você não agir de modo suspeito.

IRAQUE
Nível de tolerância (1-5): 5!
Não existem leis relativas ao consumo de maconha no Iraque. A maconha simplesmente não é um issue no Iraque, e se você perguntar a um policial onde pode encontrar maconha, ele provavelmente lhe dirá onde comprar pelo melhor preço. Muitos soldados americanos recebem maconha pelo correio e usam sem o menor problema.

ISLÂNDIA
Nível de tolerância (1-5): 3
Fume em área privada e você não terá problemas. Se for pego, uma pequena fiança é cobrada. No entanto, o usuário fica “fichado” para sempre. Você não pode ser revistado pela polícia contra a sua vontade, a não ser que esteja sendo preso por algum crime.

ISRAEL
Nível de tolerância (1-5): 4
Fumar maconha é crime em Israel, mas se você for pego por pequenas quantidades, um bom advogado criminal poderá tirá-lo rapidamente do problema. A lei é muito frouxa. É normal as pessoas fumarem em bares, na rua, em universidades etc. É muito raro ser importunado pela polícia. Eles estão muito mais preocupados com terroristas do que com maconheiros. Mas se você for pego com uma quantidade maior do que a usada para consumo pessoal, poderá ter problemas.

ITÁLIA
Nível de tolerância (1-5): 4.5
A maconha é ilegal, mas é tolerada para uso pessoal. Uma nova lei pode ser aprovada permitindo a posse de até 5 gramas de qualquer droga para uso pessoal. A polícia é muito relaxada na Itália. Eles irão abordá-lo se você fumar na cara deles, mas enquanto estiver numa praça lotada, ou na sua casa/no quarto do seu hotel, não se preocupe com nada. Eles estão mais ocupados flertando com meninas e fumando cigarros.

JAMAICA
Nível de tolerância (1-5): 4.5
É ilegal, mas a tribo de Jah não quer nem saber e fuma na moral. A tolerância é muito grande. A polícia simplesmente não se preocupa com os maconheiros.

JAPÃO
Nível de tolerância (1-5): 1!
É super ilegal fumar maconha no Japão, passível de punição penal de até 7 anos! Os japoneses são geralmente muito caretas. Se um japonês pegar você fumando, ele provavelmente irá procurar um policial para denunciá-lo. Não fume na rua, nem mesmo em parques públicos, pois sempre tem alguém de olho, e é quase certo que em poucos minutos haverá um policial lhe dando voz de prisão. Mesmo em casa ou no hotel, se o cheiro sair e alguém sentir, não fique surpreso se um policial bater à sua porta. O importante é que os policiais não podem revistá-lo sem o seu consentimento. Ou seja, o problema mesmo é ser visto fumando ou comprando. A cultura japonesa é diferente da ocidental, lá eles pensam no coletivo, em detrimento do individual, por isso qualquer coisa que "saia da linha" eles repreendem fortemente, pois veem isso como uma ameça ao status quo japonês. Se for fumar maconha no Japão, fume num lugar onde você tenha absoluta certeza de que ninguém o verá fumando nem sentirá o cheiro, tipo numa montanha deserta, porque nas cidades, a paranóia é forte!

KUWAIT
Nível de tolerância (1-5): 1!
A polícia será um grande problema se você for pego fumando maconha ou haxixe, mas é fácil evitar a Polícia, basta evitar fumar em público. Se você for pego, não vai fazer a menor diferença se você tem apenas um baseado no bolso ou se está com 2 kg de heroína, eles irão enviá-lo para a prisão de qualquer maneira. Traficantes são muitas vezes condenados à forca.

MÉXICO
Nível de tolerância (1-5): 4
Se você for pego, é quase certo que a Polícia aceitará uma propina e o libertará sem mais problemas. O preço é definido pelo próprio policial. Geralmente cobram entre 15-30 dólares para os habitantes locais, e de 30-50 doláres para turistas. Lembre-se sempre que, mesmo se for levado até a delegacia, você acabará sendo liberado devido ao fato de que se você estiver carregando apenas um tipo de droga, e em pequenas quantidades, isso não é considerado uma ofensa criminal.

NEPAL
Nível de tolerância (1-5): 4.5
A maconha e o haxixe eram legais no Nepal até o final dos anos 70, por isso era o paraíso de hippies nos anos 60 e 70. Atualmente o cultivo, a venda, a compra e a posse são ilegais, mas geralmente ninguém se importa. Eles só ficam em cima de contrabando, não estão preocupados com usuários. A polícia não tem interesse em questões relacionadas com a maconha e se você é um turista ninguém se preocupa com o que você fumar. Caso seja pego, você pode comprar sua liberdade no local, geralmente por um preço muito reduzido. Muitas pessoas fumam maconha e haxixe no Nepal: é comum os homens santos ou sadhus (como são chamados localmente) que vivem nos templos fumarem maconha. As pessoas do Nepal até mesmo veneram o Senhor Shiva que fuma maconha, e há um festival que comemora o seu aniversário onde a maioria das pessoas fumam nesse dia. Muitas pessoas idosas nas aldeias fumam. Virtualmente, mais de 60% dos jovens do Nepal fumam maconha; é um dos país mais amigáveis de ervas daninhas no mundo...

NORUEGA
Nível de tolerância (1-5): 4
O governo da Noruega proíbe a posse e o uso de haxixe ou maconha. Você pode ser preso por posse de maconha na Noruega, no entanto, entre todas as cidades da Noruega, Oslo é uma das cidades mais amigáveis ao seu uso. A polícia não está interessada em usuários e não fará busca a menos que você esteja fumando na frente deles. É altamente ilegal, por isso se você for pego, será punido. Mas, muito provavelmente você não será pego, porque a Noruega é um país onde muitos usam drogas. A polícia sabe que não adianta correr atrás de tantos usuários, por isso se você não for um menor de idade usando escancaradamente na rua, ninguém irá incomodá-lo.

NOVA ZELÂNDIA
Nível de tolerância (1-5): 4
A maconha é ilegal na Nova Zelândia, assim como qualquer ação relacionada (cultivo, compra, uso etc.). O uso de até um grama é tolerado. Na prática, ninguém se importa se você fuma.

PAQUISTÃO
Nível de tolerância (1-5): 4
É ilegal, mas quase todo mundo fuma, e é muito raro alguém ser preso. Você vê pessoas sentadas no parque e fumando ao ar livre. Também é comum ver motoristas fumando enquanto dirigem. A polícia é praticamente inexistente.

PORTUGAL
Nível de tolerância (1-5): 4.5
A posse de maconha para uso pessoal não é mais um crime em Portugal, e as autoridades não têm interesse em prender maconheiros. É comum eles fazerem "vistas grossas". Mas se você for pego, duas coisas podem acontecer: você pode ser multado e, possivelmente, forçado a permanecer na cadeia durante a noite; ou a polícia pode simplesmente confiscar a sua ganja e deixar você ir embora.

REINO UNIDO
Nível de tolerância (1-5): 4
O uso de drogas não é uma ofensa criminal no Reino Unido, mas a posse e a compra são ilegais. Muitas pessoas fumam maconha no Reino Unido, mas como é ilegal, ninguém fica dando mole na rua. Geralmente as pessoas fumam somente em casa. As drogas são divididas em três classes: A (para drogas muito pesadas, como heroína), B (para drogas mais ou menos pesadas, como ecstasy) e C (para drogas leves, como poppers). A maconha costumava pertencer à classe C, mas contra todas as evidências e recomendações científicas, o governo decidiu classificá-la como droga classe B. O fornecimento, o tráfico e o cultivo podem dar até 14 anos de prisão. A pena máxima por posse foi reduzida de cinco para dois anos de reclusão.

REPÚBLICA CHECA
Nível de tolerância (1-5): 3.5
Embora o movimento para a legalização da maconha na República Checa seja altamente ativo, a maconha ainda não é legal por lá. No entanto, na prática seu uso é tolerado. É comum ver pessoas fumando nas ruas, em bares e em clubes noturnos. Sua proibição é uma lei caduca nesse país, é só questão de tempo até que seja legalizado.

ROMÊNIA (BUCARESTE)
Nível de tolerância (1-5): 1!
A legislação na Romênia é muito rigorosa e conservadora. Se você for pego com 1g no seu bolso, é cadeia na certa. A pena varia de 3-5 anos para o usuário e de 15-17 para o traficante. Há policiais à paisana na maioria dos clubes, pubs e bares, por isso o melhor lugar para desfrutar do seu fumo é em um ambiente privado. A Polícia irá prendê-lo se flagrá-lo fumando ou se sentir o cheiro, mas se você estiver apenas de posse, eles não podem revistá-lo contra a sua vontade, a não ser que você tenha feito alguma coisa de errado. Há cada vez mais vozes na Romênia que dizem que o consumo de drogas não deve ser considerado uma ofensa criminal e é muito provável que a legislação mude nos próximos anos.

RÚSSIA
Nível de tolerância (1-5): 3
A Cannabis é ilegal na Rússia. A posse de até 6 gramas de maconha é descriminalizada, com multas brandas, ficando mais pesadas se você for pego com até 30 gramas, mas ainda não há prisão. Você terá muitos problemas se for pego com mais do que 30 gramas. A sua melhor chance é imediatamente oferecer um suborno, pois como o que está em jogo é ser enviado para a prisão para ser encarcerado por anos, eles cobram bastante caro pela propina (no mínimo US$ 500).

SUÉCIA
Nível de tolerância (1-5): 1!
A posse, compra e venda de qualquer tipo de droga é considerada uma ofensa criminal na Suécia. O sistema sueco judicial divide delitos de drogas em categorias menores, simples e graves, com base na quantidade de drogas envolvidas. Os condenados por delitos menores pode ficar até seis meses na prisão. Infrações simples levam uma pena de três anos, enquanto as condenações graves levam de 3-10 anos de reclusão. A Suécia tem uma das políticas contra drogas mais duras do mundo. Os infratores maiores de 18 anos são sempre condenados. Talvez por isso a Suécia tenha tantos problemas com alcoolismo, já que é uma droga legalizada, o que acaba sendo a alternativa "recreativa" mais popular.

SUÍÇA
Nível de tolerância (1-5): 4
A Suíça é um Estado Federal e a lei sobre drogas é a mesma para todas as províncias. De acordo com a lei suíça, é ilegal possuir ou transportar maconha ou haxixe, com exceção do consumo privado de pequenas quantidades. Geralmente não é arriscado fumar fora de casa, pois não há realmente muitos policiais. Se você for pego, a polícia vai aplicar uma multa. Menores de 18 anos que forem pego fumando maconha são levados para delegacia e são liberados somente por seus pais. Fumar perto do lago é provavelmente o lugar menos seguro para se fumar ao ar livre.

URUGUAI
Nível de tolerância (1-5): 5!
O Uruguai é como Amsterdã sem coffeeshops, com preços mais baratos e melhores condições meteorológicas. Pelo fato de ser um país pequeno, foi mais fácil para os políticos chamarem a atenção sobre os altos custos de uma inútil guerra contra as drogas, apelando para a sua descriminalização. O uso de maconha é muito tolerado no Uruguai, mas o tráfico é condenado. "O consumo e a posse para uso pessoal estão especificamente protegidos por lei, mas o problema surge na hora de conseguir a substância que a lei permite ter, já que se consideram delitos a produção, a venda e o fornecimento", afirma uma ONG uruguaiana pela liberação da Cannabis.

VENEZUELA
Nível de tolerância (1-5): 4.8
Nos termos da Constituição atual, você pode possuir até 20g de maconha e 2g de cocaína. Não é permitido plantar em casa. Se for pego com mais de 20 gramas, você será considerado traficante e pegará até 20 anos de cadeia. Definitivamente, não é uma boa ideia traficar maconha na Venezuela.