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terça-feira, 31 de maio de 2011

Legos que gostam tanto de erva como tu...

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Mulheres sexys usando Cannabis

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Marcha da Liberdade reúne milhares em São Paulo

Manifestação foi resposta de dezenas de organizações à repressão policial ocorrida na semana passada contra a Marcha da Maconha

Milhares de manifestantes contrariaram uma determinação da Justiça e, sob a proteção de centenas de policiais militares, atravessaram o centro de São Paulo em uma marcha pela liberdade de expressão. Segundo a Polícia Militar, 1 mil pessoas participaram do protesto. Pela contagem dos manifestantes, o número chegou a 5 mil.

Embora o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) tenha proibido a marcha, manifestantes e PM fecharam um acordo liberando a manifestação desde que não houvesse referências a drogas.

A manifestação foi a resposta de dezenas de organizações da sociedade civil à repressão policial contra a Marcha da Maconha, no sábado passado, quando a PM atacou os manifestantes com bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e balas de borracha causando pânico na região da avenida Paulista. A Marcha da Maconha havia sido proibida pelo desembargador Teodomiro Mendez, do TJ-SP. No final da tarde desta sexta-feira, o tribunal também proibiu a Marcha da Liberdade, sob o argumento de que a nova manifestação seria apenas a Marcha da Maconha disfarçada.

A proibição e repressão fizeram com que diversas organizações com as mais diversas causas se juntassem aos organizadores da Marcha da Maconha para promover a Marcha da Liberdade.



Maconheiros (com muito orgulho e muito amor, segundo eles próprios), ambientalistas, sem-teto, bicicleteiros, skatistas, tabagistas, músicos, atores, cineastas, palhaços, escritores, sem-terra, vítimas da ditadura militar, políticos, defensores da legalização do aborto, usuários de ônibus, gays, integrantes da Fração Trotskista da Quarta Internacional, lésbicas e simpatizantes se reuniram no vão livre do Masp para protestar com flores nos cabelos ao som do samba e do maracatu pelo direito de liberdade de expressão e manifestação.

Duzentos e cinquenta policiais militares além de um contingente da Tropa de Choque foram mobilizados para garantir a segurança. Segundo organizadores do protesto, a ordem partiu do Palácio dos Bandeirantes, onde a avaliação foi de que as ações da Justiça e do Ministério Público (que solicitou a proibição) deixaram o governo em má situação.

"Certamente houve uma motivação do governo do Estado que não quer arcar com o ônus da repressão a uma manifestação pacífica", disse o advogado da marcha, Raul Ferreira.
A palavra "maconha" foi ocultada em todas as faixas e camisetas e substituída por "liberdade", "substância" e "pamonha" nos gritos de guerra, provando risos até entre policiais.

Ao contrário da semana passada, quando mesmo depois de um acordo semelhante a PM atacou os manifestantes, a Marcha da Liberdade correu em clima de tranquilidade. A paz só foi quebrada quando integrantes do grupo que protesta contra o aumento da tarifa de ônibus tentou estender uma faixa no mezanino do Conjunto Nacional, na esquina da Paulista com a rua Augusta, e foram contidos pela segurança do prédio.

Quando a marcha já estava no final da rua da Consolação, os punks Júlio Cesar Ferreira Amaral e um amigo identificado como Johny Punk, foram presos depois de chutar e urinar em um carro da TV Globo. Eles já haviam causado tumulto em protestos contra o aumento da tarifa de ônibus e foram censurados pelos próprios organizadores da marcha.

Os temas das manifestações iam desde a legalização das drogas e do aborto até o repúdio aos assassinatos de líderes ambientalistas na Amazônia. Durante a descida da Consolação um grupo gritou em favor do aumento do piso salarial dos policiais civis e militares, arrancando sorrisos dos PMs que trabalhavam na manifestação.

Fernando Henrique e a regularização da Maconha

Grass - A Historia da Marijuana

GRASS - A Historia da Cannabis




Título Original : Grass - The History of Marijuana

Diretor : Ron Mann

Ano : 1999

País : Canadá

Awards : Genie Awards (vencedor melhor documentário)


Sinopse:

Este filme explora a história da política oficial do governo americano sobre marijuana no século 20.
Alimentados pelo preconceito,
histérica propaganda e oportunismo político implacável por vozes da razão sobre o tema,
seguimos a história de uma dispendiosa e inútil cruzada que tem danificado
tantas liberdades civis básicas contra uma substância com efeitos para a saúde questionáveis...



















Disponibilizado com a cortesia de: http://www.cannabis.com.pt

domingo, 22 de maio de 2011

Livro "Cannabis Medicinal - Introdução ao cultivo indoor" disponível na Biblioteca Setorial CCHLA/UFRN




A Biblioteca Setorial Especializada do Centro de Ciencias Humanas, Letras e Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte agradece a doação: CANNABIS MEDICINAL - Introdução ao cultivo indoor.

Quem desejar ler o livro pode tirar como empréstimo na biblioteca setorial do CCHLA/UFRN. Quem não puder fazer o empréstimo do livro, pode ler na própria biblioteca. Agradecemos ao Sergio Vidal, autor do livro, pela doação do livro para a UFRN na sua vinda a Natal para participar do II Ciclo de Debates - Cultura, Política e Drogas, promovido pelo Cannabis Ativa.
Quem desejar comprar o livro conosco, ainda temos exemplares e custa R$29.90. Todo o dinheiro arrecadado será destinado para a Marcha da Maconha.

Óleo a base de maconha ajuda tratameto de câncer de menino nos EUA

Jovem foi considerado curado pelos médicos.
Um menino que sofria de um grave tumor teve a ajuda de um óleo a base de maconha em seu tratamento nos EUA. Cash Hyde nasceu em Montana, ao completar dois foi diagnosticado com um caso grave de câncer no cérebro.

O menino precisou passar por um tratamento de quimioterapia para reduzir o crescimento do tumor, foi nessa fase o derivado da maconha foi usado. As informações são do Daily Mail.

A quimioterapia geralmente apresenta efeitos colaterais. Em Cash eles foram drásticos, o menino teve convulsões e uma infecção no sangue. Devido ao efeitos ele não conseguia levantar a cabeça, chegando a ficar por 40 dias sem ingerir nenhum alimento sólido.

Ao ver o filho entre a vida e morte, Hyde resolveu incluir um óleo a base de maconha no coquetel de remédios que Cash tomava todos os dias. Os médicos foram contra a prática, mas Cash dava o produto para o filho secretamente através do tudo de alimentação. Hoje o menino já foi declarado livre da doença pelos médicos

O pai do menino acredita que a maconha tenha aliviado as dores causadas pela quimioterapia. Alguns estados norte-americanos permitem o uso medicinal da maconha. O governo federal não reconhece a legalidade do uso da droga e frequentemente questiona os estados.

Universo Paralello 2010 (Original)

Entrevista – Dr. João Menezes, neurocientista e pesquisador da maconha

Quais são os argumentos utilizados pelo senhor para defender a legalização e regulamentação da Cannabis no Brasil?

São muitas as razões mas acho que as minhas 10 mais importantes são:

1. Não existem motivos médicos e científicos que justifiquem a proibição para o uso da cannabis por adultos;

2. As substâncias contidas na planta são muito menos perigosas e com menos potencial de causar dependência que outras drogas legalizadas e regulamentadas como tabaco, álcool, e fármacos como ansiolíticos, estimulantes e anti-depressivos apenas para citar alguns. Isto corrige uma incoerência na política de controle de substâncias de abuso;

3. A proibição produz um mercado negro muito mais deletério que o uso da cannabis. Ou seja, a legalização acarretará na redução do impacto do mercado negro sobre a economia da nação (dinheiro circulante livre de impostos e a inflação por demanda que isto provoca), sobre a corrupção policial e sobre o sistema de saúde (sobrecarregado por causa da violência);

4. O controle do uso da cannabis por menores e do abuso em geral e a possibilidade de oferecer tratamento de saúde para eventuais usos problemáticos, como dependência e síndrome amotivacional, são muito melhor realizados num ambiente de legalização e regulamentação (as pessoas afetadas não correm o risco de serem presas, não fogem das autoridades e não são marginalizadas, e o comerciante pode ser fiscalizado);

5. Fim assimetria de tratamento entre usuários ricos e pobres e da possibilidade de discriminar negros e pobres em função do uso e posse de drogas (mais de 60% dos presos no Rio de Janeiro por posse de drogas [2o maior motivo de prisão] são réus primários, destes 90% sem armas e 90% negros ou pardos (números aproximados tirados de memória do estudo de Boiteux et al., 2009);

6. Diminuição do financiamento do crime organizado (cannabis é de longe a droga mais consumida);

7. Geração de uma nova rede de atividade industrial-econômica (produção, processamento e industrias associadas como a produção de parafernália, cosméticos, têxtil, combustíveis, etc) e os benefícios que a acompanha como geração de novos empregos regulamentados diretos e indiretos, arrecadação de impostos, etc;

8. Controle de qualidade do produto, aumento da variedade de plantas por exemplo com diminuição do conteúdo de THC e aumento de canabidiol e proteção ao consumidor;

9. Maior facilidade de acesso ao potencial terapêutico do uso medicinal da cannabis;

10. Maior facilidade de realização de pesquisas básico-clínicas sobre a cannabis sativa e seus derivados.

Em que a maconha poderia ser utilizada para justificar a liberação?

Não entendi esta pergunta. Em parte, do que eu entendi, acho que está explicado acima. Mas é importante dizer que nada justifica a liberação, não defendo a liberação geral e ilimitada, mas a legalização e a regulamentação. A justificativa para a legalização e regulamentação é o direito à liberdade individual que seres humanos, responsáveis e imputáveis, tem de escolher sobre o que fazer com seu corpo e assumir as responsabilidades por estas escolhas. É muito importante frisar que as pessoas que são a favor da proibição não tem um monopólio de uma posição ética e moral. Muito pelo contrário, as pessoas que defendem a legalização e regulamentação da cannabis e mesmo outras drogas, estão tão ou mais preocupados com o abuso de drogas e a saúde das pessoas do que os proibicionistas. Na verdade se existe uma posição radical, pouco ética e maliciosa é a defesa da proibição, que marginaliza, encarcera e protege pouco as pessoas e a cidadania. Quem defende a legalização é contra o abuso de drogas, e tem no consumidor de drogas e sua família o foco de atenção e cuidado. Diferente dos proibicionistas cujo o foco é a preservação a qualquer custo de um pretenso padrão moral superior, mesmo que isto custe a vida de outrem.

3. Existem grupos de risco que devem evitar o consumo? O senhor poderia detalhar o que pode acontecer com essas pessoas, além da síndrome amotivacional?

Sim, apesar do consumo de cannabis ser entre as substâncias passíveis de abuso, a de menor risco para saúde, não é de modo nenhum livre de perigos. Não existe nada que consumimos livre de perigos, nada, e a maconha não é exceção. O abuso, especialmente o uso crônico, prolongado e em altas doses deve ser sempre evitado, mas algumas pessoas devem evitar qualquer uso. Estas são adolescentes, especialmente aqueles com propensão a esquizofrenia (definida por histórico médico e familiar) e gestantes.

Para a ciência, a legalização configura como uma condição sine qua non para o desenvolvimento de pesquisas específicas? Que pesquisas são essas e qual sua aplicabilidade?

Sim e não. Não, em relação à pesquisa básica. Muitos experimentos já são realizados, inclusive no Brasil, sobre o sistema canabinóide. Mas a legalização certamente facilitaria em muito a realização de experimentos com a planta in natura e a obtenção de insumos. Principalmente com a produção de diferentes cepas de plantas com diferentes concentrações das substâncias de interesse médico científico, os chamados canabinóides. Certamente ajudaria na produção de novos fármacos a partir da planta. Sim, condição “sine qua non” em relação à pesquisa médica já que permitiria a aplicação de esquemas de tratamento em um cenário médico-hospitalar controlado e passível de ser realizado protocolos de pesquisa rigorosos e com controle de qualidade da substância utilizada. Totalmente inviável no país atualmente.

Qual o principal impedimento no Brasil atualmente que impossibilita a legalização da cannabis?

Boa pergunta. Não sei. Se soubesse estaria atuando na retirada deste impedimento. Um fator que acho importante é a percepção errônea da maconha, dos seus usos e de seus efeitos. Esta percepção distorcida é fruto de décadas de desinformação e de preconceitos. É impossível ter um debate racional se na televisão, jornalistas e apresentadores preconceituosos e desinformados empregam termos como “erva do capirroto” e similares. Além disto, pessoas mais bem informadas mas arraigadas no modelo proibicionista, também propagam esta desinformação porque acreditam que o medo tem uma função protetora. Espalham desinformação e propagam interpretações exageradas dos perigos da maconha porque partem do príncipio que estão protegendo as pessoas quando impedem qualquer uso. Isto quando você considera que suas ações são apenas bem intencionadas. Mas existe também um enorme interesse por trás da proibição, em todos os níveis de poder. Por exemplo, o governo dos Estados Unidos, na década de 80, financiou a guerra contra o Irã, comprando drogas da guerrilha da Guatemala, no escândalo Irã-contras. Situação impossível se não fosse o regime defendido pelos EUA de proibição internacional de drogas. Muitos médicos psiquiatras tem interesse em manter suas rendosas clínicas de recuperação de drogados, e defendem a internação obrigatória ou por demanda judicial o que garante uma fonte de renda estável. Sem dúvida, os grandes traficantes que tem dinheiro suficiente para comprar fatias do poder tem interesse na manutenção da proibição. O próprio sistema de segurança pode se beneficiar da proibição pois mantém uma rica fonte de financiamento governamental, e podem mostrar alguma eficiência na prisão de usuários, que são bem mais fáceis de lidar que assaltantes de banco armados, sem contar com a potencial enorme fonte de renda advinda de atividades de extorsão e corrupção que uma minoria do setor de segurança participa. Indústria de bebidas e cigarros também tem razões de temer a legalização da maconha pela disputa de mercado potencial. Em resumo, a mídia tem um importante papel na difusão de informação livre de preconceitos e baseadas em fatos, que demonstram o fracasso da política proibicionista de drogas e as alternativas que existem atualmente.

Quais as contribuições da maconha para o desenvolvimento de medicamentos? Existem hoje no mercado remédios com o princípio ativo Cannabis?

É enorme. Há quem diga que esta é a década da cannabis. Os produtos específicos da planta, uma família de compostos terpeno-fenois, conhecidos como canabinóides, atuam sobre um sistema de comunicação entre células do cérebro chamado de sistema endocanabinóide. Hoje em dia, sabemos que este sistema de comunicação celular é o maior e mais complexo dos sistemas de comunicação químicos do cérebro. A maconha tem por volta de 70 a 80 compostos canabinóides e muitos com potencial terapêutico, apresentando propriedades analgésicas, anti-náuseas e anti-eméticas, anti-proliferativas (para o tratamento de câncer), anti-inflamatória e apresentam compostos úteis para induzir aumento do apetite, tratar glaucoma, diminuir ansiedade, e até atuar como anti-psicóticos.

Sim, existem medicamentos à base de cannabis, mas não no Brasil. Tenho ciência de três especificamente, mas podem existir mais formulações disponíveis atualmente que não são do meu conhecimento. Dois são formas purificadas do tetrahidrocanabinol, o THC, o mais abundante canabinóide da cannabis e o principal responsável pelos seus efeitos psicogênicos. Estas formulações são chamadas de Marinol e Dronabinol. O terceiro medicamento foi recentemente introduzido na Europa, Canadá e Estados Unidos e é chamado de Sativex. Uma inteligente combinação de 1:1 de THC e canabidiol (CBD), outro canabinóide abundante na cannabis que tem alguns efeitos antagônicos ao THC. Infelizmente, o Brasil não participa desta corrente de desenvolvimento de fármacos por força de sua legislação. Por fim, o próprio uso in natura da planta, seja inalada na forma fumada ou por vaporização, ingerida sólida ou por tinturas alcoólicas, e ainda uma das formas preferidas de medicação pelos pacientes em países que permitem o uso medicinal da planta, como o Canadá e alguns estados dos EUA. Provavelmente porque a mistura de canabinóides em doses menores é mais tolerada pelo organismo humano do que as formas purificadas de um único composto canabinóide. Mas isto ainda deve ser objeto de estudo mais aprofundado.

A descriminalização reduziria a violência?

Não posso afirmar, pois não sou vidente. Mas acredito fortemente que sim, reduziria a violência. Falo isto não por mera opinião mas por constatação do resultado de diversas experiências de descriminalização ou flexibilização da legislação sobre a cannabis em diversos países. A melhor sendo a experiência de Portugal, que descriminalizou a posse de todas as substâncias de abuso, não apenas a cannabis, em 2001. Esta experiência de Portugal foi analisada em um relatório do Instituto Catho, chamado relatório de Grenwald, e demonstra os excelentes resultados desta política sobre a segurança pública e sobre a diminuição do uso de drogas mais “pesadas”, bem como o melhor atendimento de uso problemático de drogas pelo sistema de saúde. Um argumento, às vezes levantado por proibicionistas sobre a possibilidade de descriminalização levar a um aumento da violência, é o aparente aumento da criminalidade em municípios do norte da Califórnia, onde está concentrada a maior parte da produção e distribuição de maconha para uso medicinal nos Estados Unidos. A Califórnia regulamentou o uso da maconha medicinal desde de 1997. Realmente, alguns municípios registraram um aumento de roubos, assaltos e mesmo assassinatos desde a instituição desta legislação. No entanto, este aumento de criminalidade não esta associado ao uso da droga, mas sim ao grande aumento da renda destes municípios devido a esta nova atividade econômica, e da falta de proteção policial conferida aos produtores e aos locais de distribuição, chamados de dispensários da maconha medicinal. Quando a polícia verificou o efeito benéfico desta atividade econômica sobre estes municípios, antes muito pobres, e passou a proteger a propriedades destes agentes econômicos legalizados, o índice de criminalidade voltou a cair a níveis anteriores. Mas, obviamente o grande impacto sobre a violência gerada pelo trafico, só será obtida pela legalização e regulamentação da produção e venda da cannabis. A cannabis sendo a substância ilícita mais utilizada no mundo inteiro, inclusive no Brasil (apesar de um baixo índice relativo de uso no país), representa a maior fonte de renda para o crime organizado. A venda da maconha financia a compra de armas e de drogas mais perigosas e mais rentáveis por peso, como o crack e a cocaína. O impacto da maconha sobre a economia do crime pode ser constatado pela recente operação no morro do Alemão, no Rio de Janeiro, no ano passado. Nesta operação foram capturados aproximadamente 60 toneladas de maconha e apenas 500 quilos de cocaína. Esta proporção fala por si mesmo.Com a maconha legalizada, o crime organizado perderia uma fatia considerável de sua renda, provavelmente inviabilizando o comércio de outras drogas e este precisaria mudar suas atividades ilícitas, procurando atividades menos rentáveis e perigosas para o perpetuador como assaltos a banco e congêneres. Dificilmente, o comércio ilegal seria sustentado por adolescentes, impedidos de comprar a droga em um regime de legalização, devido ao pequeno poder de compra destes indivíduos. Além disto, com o comércio legal de cannabis o usuário não seria exposto a drogas mais perigosas na hora da venda, como é comum nos pontos ilegais de vendas de entorpecentes onde cocaína, crack e outras drogas são oferecidas junto à maconha.

Como neurologista, o senhor percebe efeitos colaterais provocados pela abstinência? Que efeitos são esses?

Eu não sou neurologista, apesar de ser formado em medicina, optei pela carreira científica e talvez o melhor rótulo seria o de neurocientista. Não lido diretamente com pacientes, mas estou em contato frequente com médicos e psiquiatras. Apesar da lei nº 11.343 prever a notificação obrigatória de casos de dependência de drogas, isto aparentemente ainda não está totalmente regulamentado e não existe uma fonte de informações confiáveis em relação à procura de postos de saúde sobre queixas de uso problemático da cannabis. O relato pessoal é de que a procura é muito pequena, quase rara. Mas isto pode ser devido a uma desinformação da população de onde procurar o serviço e mais ainda do medo de ser considerado um criminoso. A dependência da maconha só foi descrita de forma consistente neste século. Esta é descrita como apresentando apenas sintomas subjetivos de abstinência, como irritação, dificuldade para dormir, nervosismo, e vontade de usar a droga, que podem ser resumidos de forma imprecisa como dependência psicológica. Esta síndrome de dependência parece atingir uma pequena proporção de usuários. O risco global de dependência pelo uso de cannabis foi estimada em 9% dos usuários. Isto se você aceitar os critérios para esta classificação, eu acredito, com bases em outros estudos em um índice muito menor. Independente da aceitação destes critérios, é importante colocar em perspectiva e comparar este índice com o risco estimado de dependência por outras drogas como para usuários de nicotina 32%, heroína 23%, álcool e cocaína 17%. Sendo que os sintomas de abstinência quando presentes são bem mais leves e de fácil manuseio quando comparado às outras drogas de abuso listadas acima. Talvez possa ser comparável à síndrome de abstinência do tabaco, mas de ocorrência menos frequente que esta.

Por que o senhor defende que os males causados pela maconha são menores dos que os causados pelo álcool e tabaco? O senhor poderia nos enviar estudos comparativos?

Sim, o álcool e o tabaco são drogas muito mais perigosas do que a cannabis, independente de sua maior acessibilidade na sociedade. Ambas as drogas tem potencial de causar dependência muito maior que a cannabis. O álcool é responsável por diversas mortes anualmente por super intoxicação (331 mortes em 2001 por ‘overdose” nos EUA ). É praticamente impossível morrer por overdose com o uso de cannabis, não existe registro de morte provocada apenas pelo uso da cannabis. O potencial oncogênico do tabaco é bem maior que o da cannabis, sendo que esta última pode ser utilizada de maneiras diferentes do que a fumada, por exemplo, ingerida ou por meio de um vaporizador que não produz produtos tóxicos advindos da queima. Existem diversos estudos que fazem a revisão desta comparação, alguns apenas em inglês. Cito dois aqui para referência aos leitores e os envio que tenho aqui comigo. O estudo de Nutt et al., publicado na prestigiosa revista médica Inglesa, Lancet, em 2007 é um excelente começo. Neste estudo, os pesquisadores fazem um esforço para subsidiar uma classificação mais racional quando a periculosidade de diferentes drogas de abuso, ilícitas ou não. O relatório encomendado pela ONU à Fundação Beckley, também é uma ótima fonte de informação atualizada e imparcial sobre a cannabis e sua conclusão final é pela legalização da cannabis e pela denúncia dos tratados internacionais relativos às drogas. Etapa necessária para poder flexibilizar a legislação em relação à cannabis, para não ferir tratados internacionais dos quais o Brasil é subscrevente. Por fim, existe um livro relativamente novo chamado: “Marijuana is safer: so why are we driving people to drink”. Um disponível em português recém traduzido que é intitulado: “Maconha: Mitos e fatos” por Lynn Zimmer e John Morgan, que também aborda esta comparação.

Do seu ponto de vista, em quanto tempo a sociedade brasileira estará pronta, sem preconceitos embutidos, para discutir a legalização da maconha?

Nunca, sempre haverá preconceitos embutidos. A discussão sobre a legalização da maconha não deve esperar que uma lucidez desabroche espontaneamente nas pessoas após anos de desinformação. Trata-se de uma questão urgente, só para citar algumas das situações mais imediatas: muitos jovens estão atualmente desnecessariamente encarcerados, com seu futuro tolhido por causa de uma condenação por posse de drogas. Alguns estão cercados pelo crime organizado, rico e financiado, que controla sua vizinhança; existem pacientes que se beneficiariam imediatamente se pudessem ter acesso à cannabis para diminuir seu sofrimento. Todas estas pessoas não podem esperar, seu sofrimento é real e imediato. É importante lembrar também que todo este sofrimento é justificado pela pretensa proteção de uma minoria de usuários que apresentará um problema grave de abuso de drogas. Ou seja, mais pessoas hoje em dia sofrem por causa da proibição do que o número de pessoas potencialmente prejudicadas pelo uso direto da droga.

Quais são as categorias de usuários identificadas pelo senhor durante os estudos realizados?

Desculpe, eu não posso responder esta pergunta com precisão. Acho uma pergunta relevante mas muito difícil de responder mesmo para pessoas que lidam com pacientes. Isto porque não existe um estudo sistemático que padronize a separação de pacientes em categorias universalmente aceitas.

Cada estudo os pesquisadores decidem separar os grupos de pacientes dependendo do foco da pesquisa. Por exemplo, usuários freqüentes versus esporádicos, adolescentes com uso de múltiplas drogas ou apenas cannabis, ou cannabis e tabaco. Não conheço estudo que padronize os tipos de usuários.

Mas existem algumas indicações de padrões de uso. A maior parte dos usuários tem entre 17 e 25 anos, com uma redução progressiva do uso por volta dos 30 anos, quando a responsabilidade familiar e a mudança de rotina devido a filhos e trabalho modifica seus hábitos. Existe uma tendência a um aumento de consumo entre pessoas acima de 50 anos nos EUA. Mas, mesmo assim, as realidades sociais são muito distintas em nossa sociedade e certamente o padrão de uso por pessoas de classes mais pobres tende a ser diferente, com o uso mais raro, e mais precoce e associado à outras drogas. Existe um novo estudo sobre o uso de drogas e álcool entre adolescentes de um grupo multiinstitucional liderado pela UNIFESP.

Muitas pessoas entendem que a regularização e liberação são sinônimos. Como o Governo poderia trabalhar a diferenciação destes pontos?

Não acho que isto seja uma tarefa exclusiva do Governo. Todas as pessoas esclarecidas tem sua responsabilidade em divulgar e resguardar a precisão do pensamento e a clareza das soluções em relação à política racional sobre drogas. Uma papel importante tem a mídia, na escolha dos termos a serem empregados e na escolha entre transmitir preconceitos e crenças infundadas ou transmitir fatos ou opiniões embasadas em fatos verificáveis. Mesmo podendo aparentemente significar apenas liberar o uso ou o comércio, “liberação” não é um termo técnico descritivo preciso para uma política racional sobre drogas, além disto é carregado de significados semi-pejorativos. A maioria dos que empregam este termo são pessoas com uma convicção preconceituosa das opiniões e comportamentos alheios. Empregam o termo com a clara intenção de denegrir os objetivos de quem deseja trazer uma racionalidade a política de controle das drogas. Nenhuma droga é liberada, talvez o açúcar branco, mas nenhuma outra é de uso livre. Todas são sujeitas à alguma restrição legal e regulamentação, seja no local de venda, na idade mínima para consumo ou de propaganda.

Legalização é um termo mais preciso, pois implica que a produção, distribuição, comércio e uso de uma substância será sujeita a uma legislação específica que implicará em uma série de restrições e garantias mútuas. Regulamentação é um termo quase redundante em relação à legalização, já que toda lei implica em alguma regulamentação. No entanto, é útil para lembrar que diversos aspectos de um mercado legal podem ser regulamentados em diferentes níveis, seja político, federal, estadual e municipal; seja econômico, sujeito a regras do CADE, por exemplo, seja no nível de vigilância sanitária, etc.

O senhor acredita que o governo Dilma sinalizará positivamente para a discussão deste tema?

Sim, apesar de a própria declarar posição contrária a mudança legislativa neste momento. No entanto, muitos membros do seu partido e coligação são partidários da descriminalização ou mesmo da legalização e regulamentação da maconha e propõem uma revisão na Política Nacional de Drogas. A recente mudança do Senad (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas) para o Ministério da Justiça já foi uma bom movimento nesta direção, demonstrando um distanciamento da política fracassada de “guerra às drogas” imposto pelo governo norte-americano. Embora a exoneração de seu primeiro diretor, o jovem advogado Pedro Abramovay, que defendeu publicamente a flexibilização de penas para presos por posse de pequenas quantidades de droga, primários e sem ligação com o crime organizado, mas que foram acusados de traficantes, tenha sido um retrocesso. Além disto, a situação internacional é crescentemente favorável a uma mudança na política de drogas, em especial do fim da “guerra às drogas”, e por uma política de redução de danos. Existem diversas iniciativas importantes, listo algumas: as inúmeras legislações passadas por estados americanos para permitir o uso do cannabis medicinal (mais de 15 estados atualmente) e a descriminalização da posse e plantio da maconha em diversos países inclusive na vizinha Argentina. O importante documento, “A declaração de Viena” de 2010, formulado e divulgado na Reunião Mundial sobre Aids em Viena. Este documento, produzido por diversas entidades médicas e assinados por três ex-presidentes latino-americanos, Fernando Henrique Cardoso sendo um deles, exige o fim da política de guerra às drogas. Uma terceira mudança de paradigma é a constatação no relatório de 2009 do UNODC (United Nations Office on Drugs and Crime) que a guerra às drogas teve conseqüências indesejadas como a formação e criação de um mercado negro violento e corrompedor (se é que esta palavra existe). E conclui como uma sugestão para implementação de políticas de descriminalização e fim da repressão ao usuário.

Há 30 anos morria o músico jamaicano Bob Marley

Há 30 anos morria o músico jamaicano Bob Marley
Com mais de 200 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo, o músico jamaicano Bob Marley, morreu em Miami no dia 11 de maio de 1981, 30 anos atrás, mas, apesar das homenagens em todo o mundo, seu legado perde força em seu próprio país.

Os rastafaris de Zâmbia se reuniram em Lusaka para "celebrar a vida" do ídolo que se tornou "a voz dos desfavorecidos" do mundo inteiro. Sua música "continua mantendo uma unidade que vai além de credos, raças, cores, fronteiras e culturas", disse à agência France Presse Brian Chengela, diretor da Jah Entrenainment.

Também serão realizadas apresentações transmitidas em programas de rádio ou televisão, como o documentário: "The Wailers: Catch a Fire", que mostra os bastidores da gravação deste álbum em 1972.

Trinta anos depois da morte do músico jamaicano, várias correntes musicais "apareceram a partir dos anos 1950, como o punk e o rock, que continuam existindo", explica a socióloga e pesquisadora da Universidade de Paris-Sorbonne, Anne Petiau.

Robert Nesta Marley ainda simboliza o protesto, a emancipação e a liberdade para muita gente de diferentes crenças, inclusive jovens, que descobriram a música de um astro que nasceu em um país pobre que era ouvida pelos pais e avós.

Os mais velhos "continuam ouvindo a música de sua juventude que os faz voltar àquele tempo", segundo Petiau.

Em termos gerais, a voz e a espititualidade de Bob Marley --como parte da cultura rastafari, que o apresentava como o apóstolo da cannabis-- transformaram o reggae na música dos desfavorecidos em vários lugares do mundo.

Assim é, por exemplo, na África, quando nos lembramos dos músicos Alpha Blondy e Tiken Jah Fakoli, um continente do reggae, como Bob Marley previa.

O pai do reggae nasceu no dia 6 de fevereiro de 1945 em Rhoden Hall, perto de Nine Miles, na paróquia de Saint Ann (Jamaica), de mãe jamaicana e pai inglês (oficial da Marinha que o músico não conheceu).

Morou no gueto de Trenchtown, em Kingston, e, em 1962, gravou seu primeiro single "Judge Not", no qual formou a banda "The Wailers" com Peter Tosh e Bunny Wailer.

Em 1966 se mudou para os Estados Unidos por razões financeiras. Lá conheceu Mortimer Planno, um jamaicano de origem cubana que o ensinou parte da cultura rastafari.

Depois de voltar à Jamaica nos anos 1960, gravou seu primeiro álbum com os Wailers no início dos anos 70. "Catch a Fire" e "Burnin" em 1973. Em 1974 gravou o primeiro álbum solo, "Natty Dread". Depois vieram "Rastaman Vibration" em 1976 e "Exodus" em 1977.

Em 1977, Bob Marley fez, com o "The Wailers", um grande show lendário durante o qual interpretou algumas músicas do álbum que acabava de gravar ("I Shot the Sheriff", "Lively Up Yourself", "Get Up, Stand Up", "Jamming", "No Woman No Cry", "Exodus" e "War").

Bob Marley continuou gravando discos até o fim de sua vida. "Survival", em 1979, e Uprising, em 1980, foram os últimos.

Hoje, o culto ao ídolo continua aquecendo a indústria da música, mas o compromisso político tende a se perder entre os jovens.

Nas ruas da capital da Jamaica, onde há um museu voltado para objetos e fotos do artista, a lenda de Bob Marley ainda é alimentada. Diariamente é oferecida uma excursão à Nine Miles, cidade natal do cantor, onde são vendidos suvenires de todos os tipos.

No entanto, o medo de que o artista se torne apenas mais um motivo comercial é o mesmo de que ele seja esquecido.

"Seu objetivo nunca foi comercial", explica o amigo Herbie Miller à agência France Presse. "O dinheiro não era a principal motivação" de Bob Marley.

As músicas do pai do reggae já tocam pouco na Jamaica. Miller afirma que "o Poder da Jamaica tenta suavizar" o lado comprometido de Bob Marley com as questões de liberdade e defesa dos oprimidos.

A Fundação Marley lamenta a "falta de eventos comemorativos dos 30 anos de morte do cantor", e afirma que sua música já não tem mais a mesma força.

A economia e a maconha


Caros leitores do nosso Diário, vamos falar um pouco sobre a economia e a erva. As duas reinaram juntas no passado e agora depois de um século fora, a erva voltou para ficar. Atualmente com força total na agro-industria norte-americana.

Os primeiros cultivos em larga escala da história do homem foram de cânhamo. Tiveram início em meados de 8.000 aC no Oriente Médio.

Devido ao seu fácil e barato cultivo, sua qualidade, durabilidade e adaptação a quase todos os climas terrestres, o canhâmo rapidamente tomou o lugar do papiro na fabricação de papéis, facilitando assim o desenvolvimento e disseminação da tecnologia da escrita. Forneceu as velas aos navios, o que permitiu o comércio e fez das viagens às Américas possíveis (as outras fibras teriam se deteriorado em algum lugar no meio do Atlântico).

Desta erva tão lucrativa, com tantas utilidades industriais, nós podemos tirar 250.000 subprodutos a partir destes:

Plástico - Derivado do cânhamo, forte como o do petróleo, porém biodegradável.
Fibra textil - A mais forte fibra existente antes do nylon, não mofa como o algodão.
Papelaria - Mais barato, ecológico, e tão bom quanto da celulose das árvores.
Etanol - Etanol do cânhamo é muito mais ecológico que o do milho e da cana de açucar.
Alimento - Sua semente é muito mais nutritiva que a soja e não contém THC
Suplemento Nutricional - Proteinas e vitaminas para todos os fins
Medicamentos - Vá na página "Maconha Medicinal" e Leia mais...
Ração para animais de fazenda - Como feno, semente para aviários e em forma de farelo para todos os tipos de animais.

A Cannabis é a única planta capaz de suprir um desenvolvimento sustentável da nossa economia. È um produto renovável, e ao contrario do petróleo, seus derivados não poluem.

Este video do camarada Peacebud ilustra um pouco o que foi falado acima.



Antes de novas tecnologias começarem a substituí-lo, no final do século 19, os cultivos mais lucrativos eram de cânhamo.

Atualmente a maconha detém novamente a maior receita agricola dos Estados Unidos ($ 41,6 bilhões/ano), a qual gera quase quatro vezes o rendimento do seu concorrente mais próximo, o milho ($ 13,37 bilhões/ano) segundo o DEA (Drug Enforcement Administration, orgão responsável nos EUA).

E esta é apenas uma pequena fração do seu potencial econômico. Imaginem quando o cânhamo tomar seu lugar de direito na agricultura e pecuária, industrias têxtil, alimenticia, farmacêutica, do papél, agro-industria de óleo, combustível, suplementos alimentares e muitos outros subprodutos da erva.

Teriamos um mundo baseado em energias renováveis e limpas.

Atualmente, a aplicação da proibição e os programas de erradicação custaram aos contribuintes centenas de milhões de dólares.

Criou-se uma renda não-tributada no mercado negro de dezenas de bilhões de dólares, a qual se fosse imposta pelo governo poderia estar retornando ao cidadão na forma de escolas e hospitais. O que inevitavelmente gera a discussão da legalização, no Brasil já foi discutida pelos politicos, poucos aprovam, ainda há muito tabu nessa area.

Só o tempo, e a experiência de outros países nesta empreitada revelarão os melhores caminhos a seguir. O Diário da Erva tem como missão quebrar todos os preconceitos e tabus para que vocês, caros leitores, tenham clareza e mente aberta ao formarem suas opniões.

Percevejos e formigas entregam a fonte dos plantios de maconha que entram no país

Insetos encontrados dentro de pacotes de maconha poderão se tornar "informantes" policiais, indicando locais de plantio e possíveis rotas de distribuição da droga até os centros consumidores. A possibilidade foi testada por um pesquisador da UnB (Universidade de Brasília), que analisou 52 fragmentos de insetos contidos em 7,5 kg da droga prensada --oriundos de duas apreensões realizadas no Distrito Federal.

Em sua pesquisa de mestrado, o biólogo Marcos Patrício Macedo conseguiu identificar uma espécie de formiga (Cephalotes pusillus) e duas de percevejo (Euschistus heros e Thyanta perditor) nos pacotes da droga.

Ao cruzar os registros de ocorrência dos insetos com o mapa das principais áreas de cultivo de maconha na América do Sul (inclui regiões da Colômbia, da Bolívia, do Paraguai e do Nordeste do Brasil), ele afirma ter descoberto a origem provável da droga até o DF: o Paraguai.

No estudo, o pesquisador, que trabalha como perito da Polícia Civil, diz que as duas espécies de percevejo são pragas de monoculturas (soja, principalmente), mas uma delas não tem registros no Nordeste do Brasil ""o que excluiria o chamado Polígono da Maconha, em Pernambuco, da lista de "suspeitos".

A espécie de formiga, por sua vez, não tem registro de ocorrência na Colômbia.

"Apontar-se-ia a região do Paraguai como origem do material", diz um trecho da pesquisa, que também cogita a possibilidade de a droga ter vindo de Mato Grosso do Sul.

A pesquisa, iniciada em 2008, dependeu do aval da Justiça e, por motivos de segurança, foi realizada dentro do laboratório da Cord (Coordenação de Repressão às Drogas) da Polícia Civil do DF.

"Levei oito meses até conseguir a autorização para pesquisar a droga", disse Macedo em entrevista à UnB.

Ele reconhece que a amostragem utilizada na pesquisa não teria valor como prova única em uma eventual investigação criminal.

"A ausência de registros não implica em não existência da espécie na região. Significa somente a falta de publicações indicando tal ocorrência", afirmou.

Para o pesquisador, é necessário que haja mais pesquisas sobre o tema, em busca de espécies que sirvam como "marcadores de origem geográfica" da droga.

O único trabalho anterior do uso da entomologia (estudo dos insetos) para a investigação do tráfico de drogas, segundo o pesquisador da UnB, foi conduzido em 1986, na Nova Zelândia. Na ocasião, fragmentos de insetos indicaram que uma carga de maconha era proveniente do Sudeste Asiático.

Bin Laden fumava Maconha?

Bin Laden fumava maconha?
Plantação de maconha é encontrada em volta da mansão de Bin Laden
Plantas de maconha de alta resistência foram encontradas a poucos metros da casa de luxo de Osama bin Laden, nos arredores do muro que protegia a mansão.

Centenas de pés da planta verde floresceram durante os anos na divisão do complexo de segurança do líder da Al-Qaeda, em Abbottabad, no Paquistão. A descoberta foi feita por um repórter da rede CNN e já levanta boatos de que Bin Laden faria uso da substância, conta o site jornal Daily Mail.

A planta foi encontrada em meio a outros vegetais, como alface, repolho e outros. Segundo o portal, Bin Laden sofria de problemas renais, que podem ter sido tratados com as propriedades medicinais da erva. O calor dessa região oferece condições ideais para a cultivação da planta.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Maconha Medicinal Prolifera no Mundo

O recente acordo firmado pela gigante farmacêutica Novartis com a britânica GW Pharmaceuticals para vender o Sativex, um remédio à base de maconha, em regiões como Austrália, Ásia, Oriente Médio e África reacendeu o debate sobre o uso medicinal da Cannabis sativa (nome científico da maconha).


Já aprovado no Canadá, nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, o medicamento, que serve para tratar a esclerose múltipla, pode chegar ao Brasil em breve. A lei do País não permite remédios que tenham extratos da maconha em sua composição, mas existem brechas para casos específicos.

A GW Pharmaceuticals, fabricante do Sativex, inclusive já iniciou discussões com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no fim do ano passado, para a venda do remédio no Brasil, mas até o momento não houve a liberação.
De acordo com o professor de farmacologia da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Gilberto da Nucci, a eficiência do uso de princípios da maconha no combate à dor já está comprovada, mas ainda não se sabe exatamente como ela age no cérebro.


"A Cannabis sativa é utilizada como analgésico há mais de 5 mil anos. Foram identificados canabinóides endógenos que atuam em receptores específicos no cérebro em sistemas de processamento de dor", diz. "Os canabinóides orais, tais como tetrahidrocanabinol, canabidiol e nabilona demonstram eficácia analgésica em dor neuropática periférica ou central, artrite reumatóide e fibromialgia", explica.

"Não é conhecido o mecanismo de ação dos canabinóides no cérebro. Foram identificados receptores para canabinóides endógenos, entretanto, não se sabe ainda a importância dos mesmos na ação da cannabis", pondera.

Ainda assim, Da Nucci considera que há pouco risco. "Não há evidências de que o uso por período curto de tempo cause malefícios aos pacientes. Esta substância já está liberada para ensaios clínicos, assim como em vários outros países, mas não no Brasil. Vários estados americanos aprovaram leis estaduais permitindo a venda e o uso da cannabis para uma variedade de indicações terapêuticas", diz.

Mesmo quanto ao uso terapêutico na forma de cigarro, liberado em alguns estados americanos, como a Califórnia, por exemplo, Da Nucci faz avaliação positiva. "Um estudo recente demonstrou que a inalação da cannabis três vezes ao dia, por cinco dias, reduziu a intensidade da dor e melhorou a qualidade do sono em pacientes com neuropatia periférica. A inalação da cannabis foi bem tolerada", diz.

Para o professor, as pesquisas com maconha podem mostrar à medicina um novo campo de ação, com novas substâncias sintéticas sem os efeitos indesejáveis do THC (princípio ativo da droga), que poderiam ser úteis no tratamento de várias doenças. "São exemplo as doenças de origem cognitivas, a dor, problemas gastrointestinais e doenças neurológicas. É neste campo que se concentram, hoje, a maior parte dos cientistas que estudam os compostos canabinóides", diz.

A Maconha vai destruir a sua Vida

Senhor Presidente, por favor, Legalize a Maconha - Santana [Legendado]



Nesta entrevista o guitarrista Santana faz um apelo ao presidente Barack Obama: Por favor, Legalize a Maconha. Além de apresentar essa e outras medidas para melhorar, principalmente a educação do país, ele se refere à Arnold Schwazenegger como um mau governador e ator de baixa categoria

Run From the Cure - Documentario LEGENDADO

Documentario muito importante, como o Oleo de Cannabis pode curar Cancro, Historia Veridica....












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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Mulheres sexys também gostam de Maconha

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Para quem pensa que fumar erva é coisa de homens e mulheres feios....

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