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domingo, 24 de julho de 2011

Espaço público para o debate sobre a maconha


A sociedade é um organismo vivo em permanente transformação. As mudanças acontecem quando velhos paradigmas apresentam-se como comportas que represam seu desenvolvimento. Para se superar o velho é preciso espaço para que o novo surja. Esse espaço é forjado nas ruas e, dependendo de sua força, entra pelos gabinetes adentro mudando as instituições.

A discussão sobre a liberação da produção, da comercialização e do consumo da maconha começa a ganhar espaços públicos. Ela quer sair do âmbito das delegacias e da segurança pública para contagiar acadêmicos, religiosos, políticos e a população. Em momentos como este, a informação de qualidade pode contribuir significativamente para que o debate evolua em direção ao que pode ser melhor para todos. É a busca da solução civilizatória que resolva conflitos latentes que jogamos para debaixo do tapete da hipocrisia durante anos.

A Agência Brasil publicou 40 matérias sobre o assunto "maconha" desde o começo deste ano. As principais abordagens foram:
Prisões e apreensões (feitas por forças policiais e pela Receita Federal): 22 (55%);
Decisão do STF e decisões judiciais sobre a realização da Marcha da Liberdade: 9 (23%);
Marchas da Liberdade em São Paulo, Brasília e no Rio de Janeiro: 4 (10%);
Dados globais sobre produção e consumo: 2 (5%);
Debate sobre a liberação: 3 (8%).

Abordar o assunto como caso de polícia (55% das matérias), relatando os fatos de como o Estado tenta reprimir e conter o avanço do uso de entorpecentes, é o tratamento tradicional da imprensa e a história nos mostra que não contribui para a diversidade da informação, não traz e não cria novas abordagens, ou seja, não acrescenta conhecimento sobre o assunto.

Das três notícias que debatem a questão, duas trazem argumentações favoráveis à liberação (*) e uma contrária. Lendo esta última: Procurador diz que liberação da maconha favorece o tráfico e a violência, publicada dia 2 de julho, o leitor Romualdo Rocha protestou: “Espero que sejam oferecidos outros pontos de vista sobre a questão, além deste... Por enquanto, me parece que isso não foi respeitado.”

A ABr respondeu: “Agradeço a sugestão do leitor.”

A resposta da ABr não informou sobre a existência de duas outras matérias cujos conteúdos seriam contrapontos favoráveis à liberação da maconha, publicadas no mês anterior, mas que não foram associadas por meio de links à notícia lida por Romualdo.

Na imprensa virtual geralmente não se esgota um assunto em uma única matéria devido à necessidade de concisão. Por isso liga-se diversas notícias permitindo que o leitor navegue pelo conteúdo publicado aprofundando-se em aspectos de seu interesse. É uma forma de transcender à leitura imediata de uma notícia e aproveitar seu conteúdo multiplicando seu potencial de exposição ao longo do tempo.

Todavia a ausência de links interligando as notícias de uma cobertura é um problema persistente na edição da Agência Brasil, conforme observado em outras colunas neste mesmo espaço.

Se a ABr quiser aprofundar o debate há diversos aspectos que podem ser explorados como, por exemplo: especialistas em neurociências podem contribuir para esclarecer sobre os efeitos químicos e psíquicos; sociólogos e antropólogos podem explicar as razões sociais e comportamentais que levam ao vício; tributaristas podem esclarecer por que o Estado reprime o uso de certas drogas enquanto se beneficia do uso de outras como o cigarro e as bebidas alcoólicas. Assistentes sociais e psicólogos podem analisar o consumo cada vez mais precoce de crianças e adolescentes. As políticas públicas e sua eficácia podem ser verificadas por meio de indicadores, estudos e pesquisas. Usuários e fornecedores também precisam ser ouvidos para se entender a real dimensão da questão.

Assim a Agência Brasil estará contribuindo para se formar cidadãos críticos, com autonomia de pensamento e de decisão.

Texto do Paulo Machado
Ouvidor da Agência Brasil

Estufas do Projeto Éden são consideradas as maiores do mundo


Localizadas na Cornualha, no Reino Unido, estas estufas estão implantadas numa antiga mina de argila. Foram classificadas pelo Guinness como as maiores estufas do mundo e contêm mais de um milhão de plantas. Inclusive nosso famoso cânhamo. O Projeto Éden é um centro único de recursos para os interessados em aprender mais sobre a Natureza e o meio-ambiente.

É constituído por 3 biomas principais: Bioma da Floresta Tropical, Bioma do Mediterrâneo e Bioma ao ar livre. Os biomas foram construídas sobre uma mina de argila inactivada com mais de 160 anos sobre a orientação de Tim Smit, o chefe-executivo deste projecto.

Durante os primeiros meses da construção, 162.7 milhões de litros de água da chuva foram drenadas para o local. Através de um sistema de drenagem de água subterrâneo é possível colher a água de chuva que entra na área.

Dentro do Bioma da Floresta Tropical podem ser exploradas as florestas tropicais naquela que é considerada a maior selva fechada do mundo. Contém plantas tropicais, uma grande cascata e um dossel. O ar interior é mantido húmido (90% humidade relativa à noite e 60% durante o dia) e o solo irrigado. A cascata que utiliza água reciclada também ajuda a manter a elevada humidade dentro desta estufa.

Estufas do Projecto Éden são consideradas as maiores do mundo

Ao contrário, no Bioma do Mediterrâneo, o ar é mantido seco para evitar problemas de fungos nas plantas. Neste local podem ser vistos limoeiros, oliveiras, vinhas e ervas aromáticas, representantes das paisagens típicas do Mediterrâneo, África do Sul e Califórnia.

O Bioma ao ar livre exibe a flora que se adapta ao clima do Reino Unido como chá, lavanda, lúpulo, cânhamo e girassóis. O jardim também serve como uma fonte de informação. Aqui estão caracterizadas as histórias das plantas e a forma como são usadas na medicina, na produção de combustíveis, de materiais e de alimento em todo o mundo.

O Projeto Éden está aberto ao público todo o ano ao longo do qual recebe vários programas de caridade, entretenimento e educação.

Plantação de maconha estimada em US$ 205 milhões é destruída nos EUA


Plantação de maconha estimada em US$ 205 milhões é destruída nos EUA
A intervenção policial aconteceu no dia 13 de julho em uma região montanhosa do parque Los Padres National Forest, onde as autoridades localizaram e eliminaram mais de 68.800 pés de maconha cultivados nas encostas de uma serra.

No local, os agentes encontraram barracas, sacos de dormir e uma infraestrutura de cultivo e irrigação em terraços, assim como várias armas, munição e restos de um cervo e outros animais de menor porte, um indicativo de caça ilegal.

Estima-se que o preço de mercado das plantas de maconha teria superado os US$ 205 milhões.

Ainda não foi realizada nenhuma detenção, embora a investigação continue aberta.

Neste ano foram destruídos mais de 100 mil pés de maconha no condado de Ventura.

A maconha é uma droga ilegal na Califórnia, liberada apenas para fins medicinais.

George Clinton comemora 70 anos fumando maconha em festival


Com a responsabilidade de encerrar o primeiro dia do festival Black na Cena, que acontece até domingo (24) na Arena Anhembi em São Paulo, o cantor George Clinton comemorou seu aniversário de 70 anos, completados nessa nesta-feira (22), fumando um cigarro de maconha, dado por um fã em uma das primeiras músicas de seu show de mais de uma hora e meia.

A apresentação começou pontualmente às 2h30 da madrugada desse sábado (23), anunciada de surpresa por membros do Public Enemy, os pelos rappers Flavor Flav e Chuck D.

Como presente de aniversário, o fundador do Parliament-Funkadelic ganhou da produção do festival um buquê de rosas brancas e vermelha e um bolo com cobertura de marshmallow e morangos, que não deu tempo nem de cortar: ele se serviu com as próprias mãos e passou a cobertura branca no rosto do guitarrista Michael Elton e do rapper Flavor Flav.

Ainda recebeu um Parabéns a Você, encorajado por Flav, que disse, em inglês: "me ajudem, não sei cantar em português". E a plateia respondeu, com uma mistura de línguas, o hino de aniversário a George Clinton, que em agradecimento deu um beijo no rosto do rapper.

Cultivo doméstico de maconha cresce rápido em província canadense

O cultivo doméstico de maconha se transformou em um grande negócio na província canadense de British Columbia, apesar de ser ilegal no país.

John faz o cultivo no porão de casa e colhe 3,6 quilos a cada dois ou três meses, o que rende cerca de US$ 20 mil. Mesmo se não tivesse outro trabalho, John teria um salário de cerca de US$ 80 mil ao ano apenas com a maconha. Segundo o inspetor Brian Cantera, da Polícia Real Montada Canadense (RCMP, na sigla em inglês), a plantação de John é apenas uma de cerca de 20 mil encontradas em residências ao redor da província.

Esse número exclui plantações maiores localizadas em distritos industriais e as grandes fazendas de cannabis no interior de British Columbia.

Se as estimativas de Cantera estiverem corretas, a região de British Columbia tem possivelmente a maior concentração de unidades criminais organizadas do mundo.

Classe média

Um dos aspectos mais interessantes do negócio da maconha em British Columbia é que já ultrapassou as fronteiras de grupos criminosos organizados - apesar de alguns ainda estarem envolvidos - e chegou à classe média.

Muito da renda gerada pelo "BC Bud" - algo como broto de British Columbia, como a planta cultivada no local é conhecida - é usado no pagamento de mensalidades escolares, na compra do segundo carro ou para as férias no Caribe.

No local onde a polícia mantém as mercadorias confiscadas de pessoas envolvidas no negócio de maconha estão carros, lanchas e até mesmo helicópteros que os traficantes usam para mandar a droga para o seu maior mercado: os Estados Unidos.

O cultivo da droga em British Columbia Britânica é polêmico tanto no Canadá como nos Estados Unidos.

Muitos canadenses afirmam que o uso generalizado da maconha está tendo um efeito devastador especialmente nos jovens.

Billy Weselowski e sua mulher, Kim, trabalham com mulheres vulneráveis que tentam se livrar do vício e recomeçar suas vidas. O casal também faz campanha contra os que defendem a legalização da maconha.

"Trabalhei com pelo menos 20 mil viciados e, facilmente, 10 mil vão dizer que recaíram com a maconha", diz Weselowski. "É como o álcool: alimenta uma indústria."

Uso medicinal

O cultivo de maconha tem também muitos simpatizantes. Michelle Rainey tem o direito legal de cultivar uma pequena quantidade da droga para uso medicinal.

A maconha é a única droga que alivia a dor que ela sente por causa da doença de Crohn, um problema inflamatório crônico do trato gastrointestinal.

Rainey é acusada nos Estados Unidos de conspiração e lavagem de dinheiro por causa de um negócio legal de semente de cannabis com o qual esteve envolvida.

Na última década, o Canadá tem se movido vagarosamente para um regime mais tolerante em relação à maconha, apesar de o atual governo de Stephen Harper se opor a essa tendência.

Com isso, o assunto tem gerado debates intensos entre Canadá e Estados Unidos, que têm o Office of National Drug Control Policy (Escritório de Política Nacional de Controle de Drogas) como um guardião da política ortodoxa americana contra as drogas.

Se o negócio de maconha conseguir influenciar uma mudança do status legal da droga no Canadá, as implicações para as relações entre o país e o vizinho podem ser profundas.

* Misha Glenny é a autora do livro "McMafia: Crime without frontiers" ("McMáfia: Crime sem fronteiras) e produziu uma série especial de programas de rádio, chamada "How Crime Took on the World", para a BBC na Grã-Bretanha.

Fonte: BBC

ONU alerta para alto consumo de drogas prescritas no Brasil


O Relatório Mundial sobre Drogas, lançado dia 23 de junho de 2011 pela agência da ONU sobre Drogas e Crime (UNODC), revela que, embora tenha havido uma estabilização no consumo mundial de drogas tradicionais como heroína e cocaína, há uma tendência de aumento no uso não-medicinal de drogas prescritas, inclusive no Brasil.

“O uso não-medicinal de drogas de prescrição, como tipos de opioides sintéticos, tranquilizantes e sedativos, ou de estimulantes prescritos, é um crescente problema de saúde em vários países”, afirma o relatório.

Na América do Sul, o documento aponta alto uso de opioides prescritos no Brasil e no Chile. Ambos os países, além da Argentina, também registraram altos índices de consumo de ATS (estimulantes sintéticos do grupo das anfetaminas), em sua maior parte prescritos legalmente como anorexígenos ou para o tratamento de transtorno de deficit de atenção, mas desviados para o uso não-medicinal.

O relatório diz que drogas prescritas substituem outras drogas ilícitas por serem consideradas menos nocivas, já que são indicadas por médicos, por serem mais baratas que drogas proibidas e por serem mais aceitas socialmente.

Outro fator para a crescente popularidade dessas drogas, segundo a UNODC, é que pacientes as compartilham ou as vendem para parentes e amigos. O órgão diz que seu uso é especialmente comum entre jovens adultos, mulheres, idosos e profissionais da saúde.

Fonte: BBC

Maconha medicinal ainda gera polêmica nos EUA


Irvina Booker vive com uma dor constante. Inválida por esclerose múltipla e artrite, é uma avó cuja mobilidade depende de seu andador, sua filha e da maconha.

“Eu nunca havia fumado antes de ficar doente, e não fumo por diversão”, garante Irvina, 59 anos, que mora em Englewood, Nova Jersey. Ela não quis divulgar como consegue a droga, mas diz: “Não quero ficar me escondendo, com medo de que alguém seja preso por comprar para mim”.

Assim como diversas pessoas que argumentam que a maconha alivia a dor e a perda de apetite causadas por sérias doenças, Irvina ficou feliz em janeiro de 2010, quando Nova Jersey legalizou o uso da substância em casos como o dela. Mas, um ano e meio depois, a maconha legalizada pelo estado, que estaria disponível para os pacientes, ainda não existe. E não há nenhuma previsão de quando esta situação vai mudar.

A lei de Nova Jersey foi criada para ser a mais rigorosa do país, em reação aos programas da Califórnia e do Colorado, vistas como muito expansivas, e especificou que apenas seis centros serão licenciados. A maconha será restrita a uma lista de pessoas em condições graves como câncer, AIDS e esclerose lateral amiotrófica, ou quando o paciente tem expectativa de vida de menos de um ano.

O texto foi aprovado, apesar da reprovação do atual governador Chris Christie. O então governador Jon Corzine aprovou o projeto em seu último dia no cargo. Christie tentou designar a Univerdade de Rutgers como o único cultivador e os hospitais como únicos distribuidores, mas a instituição de ensino e os hospitais não quiseram participar do projeto. O governador, então, pediu que Legislativo adiasse o início do programa, e foi o que aconteceu.

A espera tem sido frustrante para pacientes como Sandy Fiola, de Asbury Park, diagnosticado com esclerose múltipla e sarcoidose, uma doença inflamatória. Ela sustenta que ninguém a questionou quando ela tomou analgésicos muito mais perigosos, como morfina.

“A maconha me permite diminuir muito o uso da morfina, funciona melhor e me deixa mais lúcida. Espero que o programa saia logo. Está demorando muito”, conclui Sandy, de 54 anos.

Nos últimos meses, agentes do governo de Nova Jersey, assim como em outros estados, disseram que a falta de informações do governo Obama os deixou sem certeza se o uso medicinal da maconha poderia acarretar em processos criminais aos envolvidos, incluindo os funcionários públicos.

O Departamento de Justiça emitiu, no final de junho, um memorando com questões que precisam ser respondidas e o governador Chris Christie ainda não esclareceu como irá tratar este assunto. Mas defensores do uso medicinal da substância afirmam que, pelo menos em Nova Jersey, a lei é estrita o suficiente para não envolver a polícia federal. Eles também acreditam que o verdadeiro objetivo do governador é bloquear o programa.

“Não precisa ser o Sherlock Holmes para perceber isso. Ele já usou todas as táticas possíveis para atrasar e dificultar o cumprimento desta lei”, critica o senador Nicholas Scutari, do Partido Democrata.

O governador Christie, do Partido Republicano, e seus assistentes insistem que o atraso tem sido uma tentativa de fazer com que o programa funcione corretamente.
Irvina Booker fuma maconha para aliviar suas dores crônicas

“O escritório do governador está trabalhando para que a implementação do programa não seja conflitante com as leis federais e não coloque os funcionários do estado em risco por dirigir este tipo de ação”, afirma Kevin Roberts, porta-voz de Christie.

No último dia 7, Scutari – que é promotor público – e a Assembleia Reed Gusciora, patrocinadora inicial da lei, se encontraram com os conselheiros do governador.

“Eles nos disseram que não estão totalmente certos e que precisam do nosso estímulo”, diz.

O estado nomeou seis organizações não governamentais para cultivar e estocar a erva. Os futuros cultivadores afirmam que, depois que receberem a autorização, ainda precisarão de pelo menos quatro meses para que o cultivo comece a andar.

“Muitas pessoas perguntam quando, como e se nós vamos realmente cultivar, mas não podemos dizer nada”, afirma Ida Umanskaya, diretora do Centro de Compaixão da Folha Verde, que planeja operar em Montclair.

Outra possível cultivadora, a Fundação de Centros de Cuidados Compassivos da América, que operaria em New Brunswick, está “atentamente esperançosa”, segundo o porta-voz do grupo, Raj Mukherji.

Em março deste ano, agentes federais invadiram lugares onde a erva era guardada, em Montana. O fato fez alguns estados se perguntaram sobre a real tolerância do Departamento de Justiça. Contando com Nova Jersey, 16 estados e o distrito de Columbia têm leis que permitem o uso medicinal da maconha.

A governadora democrata Christine Gregoire, de Washington, vetou propostas para modificar o programa estadual do uso medicinal da droga, pois acreditava que algumas pessoas poderiam ficar expostas a processos. Já o governador Lincoln Chafee, de Rhode Island, suspendeu os planos de legalizar a maconha para este uso.

Em 29 de junho, o procurador-geral James Cole enviou um memorando aos promotores, citando um aumento no âmbito do cultivo comercial, da venda, da distribuição e do uso da maconha para uso medicinal. O documento, segundo ele, não tinha o objetivo de atrapalhar a implementação dos programas, cujas projeções de rendimentos giram na casa dos milhões de dólares, baseado no cultivo planejado de milhares de pés de cannabis.
Fonte: The New York Times

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Canna Buddies

As primeiras cannabis interactivas de estimação....



Adopte uma gratis...ou várias!

domingo, 17 de julho de 2011

Weeds Social Club, novo jogo para o Facebook


No game, jogador tem que vender maconha para não perder a casa. Este é o argumento do Weeds Social Club, que foi criado com base numa série da TV americana; jogo aceita interessados em testar a versão beta.

Começou a operar nesta segunda-feira (27/6), em teste beta, um game social capaz de causar polêmica. Trata-se do Weeds Social Club, em que o "desafio" - como o nome sugere - é plantar e vender maconha para impedir que sua família perca a casa onde vive.

Segundo o Mashable, o game - inspirado numa série da TV americana - não chega a ensinar como cultivar maconha, um relógio marca o crescimento da produção e impõe o ritmo de venda da droga. O jogador também terá de lidar com impostos, polícia e o crime organizado.

Uma possibilidade oferecida pelo jogo é interagir com outros jogadores pelo mundo ou apenas com seus amigos (mais confiáveis) do Facebook. Para experimentar a versão beta é preciso obter autorização, fornecendo ao app seu endereço de e-mail. A versão pronta do jogo deverá ser lançada em agosto.

Usar maconha antes dos 15 anos reduz memória em até 30%


Usar maconha antes dos 15 anos reduz memória em até 30%O uso de maconha antes dos 15 anos --quando o cérebro ainda está em processo de amadurecimento- prejudica a capacidade de recuperar as informações, reduzindo a memória dos usuários em até 30%.

Os danos são proporcionais à quantidade de droga usada: quanto mais se fuma, maiores são os estragos. E eles persistem mesmo se houver um período de abstinência de um mês.

Os resultados são de uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo apresentada no 7º Congresso Anual de Cérebro, Comportamento e Emoções, em Gramado (RS).

"Os usuários precoces têm resultados significativamente inferiores também em ouras áreas, como a capacidade de controlar seus impulsos", diz a neuropsicóloga Maria Alice Fontes, uma das autoras do trabalho.

Se o uso se inicia após os 15 anos, no entanto, as chances de prejuízo nessas funções diminui.

"Não é que seja o consumo da maconha fique seguro, longe disso. Mas ele se torna menos nocivo, porque o cérebro já passou dessa etapa de desenvolvimento", afirmou a pesquisadora.

O estudo foi publicado na última edição do "The British Journal of Psychiatry".

Plano que impede turismo da maconha na Holanda sofre retrocesso


O plano do governo da Holanda para impedir que turistas comprem maconha sofreu um retrocesso nesta quarta-feira depois de uma decisão do Conselho de Estado.

O governo queria restringir a política liberal em relação à maconha para enfrentar os problemas causados por cerca de 3,9 milhões de compradores franceses, alemães e belgas que cruzam a fronteira anualmente para comprar a droga. O objetivo também seria combater o crime organizado que, segundo o governo, controla as fazendas produtores.

O conselho pronunciou-se sobre uma lei municipal de 2006 que baniu estrangeiros dos "coffee shops" -- onde se vende maconha livremente -- no sul da fronteira de Maastrich.

Segundo a decisão, Maastrich ultrapassou sua competência, pois, de acordo com uma lei nacional, vender maconha já é teoricamente ilegal na Holanda, embora tenha uma política de tolerância para portadores de pequenas quantidades da droga. "Formalmente, um município não tem competência para regulamentar sobre a venda de maconha e haxixe."

A decisão ainda determinou que banir não residentes de comprar a erva não seria uma discriminação inconstitucional desde que fosse feita na esfera nacional.

"PASSE DA ERVA"

As reações à decisão foram diversas.

O porta-voz do ministro da Justiça defende que a decisão não irá impedir o governo de forçar os compradores da droga a portar um "passe da erva" para adquirir a droga. Os coffee shops emitiriam o cartão somente para as pessoas que possuem o passaporte holandês ou que são residentes no país.

Amsterdam é contra o "passe da erva", pois, segundo eles, os turistas que vão para a cidade consumir a erva ficam muitos dias na cidade e contribuem para a economia local.

Shakespeare usava maconha para se inspirar


Pesquisadores encontraram resíduos de maconha no quintal da residência de ShakespearePesquisadores encontraram resíduos de maconha no quintal da residência de Shakespeare
De onde vinha a criatividade de William Shakespeare? Segundo cientistas sul-africanos, a fonte de inspiração do escritor era a maconha.

Em um estudo publicado na revista 'South African Journal of Science', os pesquisadores tiveram como base a releitura de um soneto do Bardo e na análise de cachimbos encontrados enterrados no quintal da residência onde o escritor morou.

Desde novembro de 2010, o doutor Frances Thackeray e o professor Nick van der Merwe suspeitavam que a erva era uma fonte de inspiração do dramaturgo inglês. A hipótese foi levantada ao analisar o soneto número 76, no qual o escritor cita uma 'erva conhecida' e 'mistura estranha' - uma clara referência à droga.

Os dois investigadores resolveram analisar o conteúdo de vários cachimbos de barro encontrados no quintal da residência em que Shakespeare vivia, a vila New Palace de Stratford-upon-Avon.

De acordo com o estudo, nesses cachimbos foram encontrados traços de maconha, tabaco e cocaína. Apesar dos objetos serem datados do século 17 e encontrados na casa onde morou o escritor, nada prova de que de fato tenham pertencido a ele.

Marcha da Maconha em São Paulo reuniu mais de 1.500 pessoas

Às 16h, teve início a Marcha da Maconha em direção ao Centro de São Paulo. Os manifestantes desceram pela Rua Augusta e depois pela Consolação (Foto: Fabiano Correia/G1)
Marcha da Maconha termina em SP sem incidentes
Manifestantes chegaram em praça no Centro por volta das 18h.
De acordo com a PM, evento reuniu mais 1.500 pessoas.

Mais de 1.500 pessoas participaram da Marcha da Maconha na tarde deste sábado (2), de acordo com estimativa da Polícia Militar. O ato transcorreu sem incidentes violentos ou ocorrências mais graves, segundo a PM. A manifestação teve início às 14h, com uma concentração no vão livre do Masp, na Avenida Paulista. Por volta das 16h, os manifestantes deixaram o local em direção à Rua Augusta, por onde desceriam até o Centro da capital.

O grupo chegou à Praça Dom José Gaspar por volta das 18h, onde teve início a dispersão. Na chegada, houve um princípio de tumulto com um grupo de skinheads, mas logo controlado. A Marcha da Maconha deste sábado foi a primeira a ser realizada após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de liberar manifestações deste tipo em todo o país.

Antes disso, o Tribunal de Justiça de São Paulo proibiu seguidas vezes a realização da marcha alegando que se tratava de evento para consumo e apologia da droga. Em maio, um dos atos foi reprimido com violência pela Polícia Militar. Durante a marcha deste sábado, os manifestantes caminharam de costas em parte do trecho em protesto contra o TJ-SP.

Durante a concentração no Masp, os manifestantes receberam a solidariedade dos integrantes de um outro ato de protesto contra a corrupção. Alguns deles usavam máscaras do Guy Falkes, que se tornaram populares após o filme 'V de Vingança' e foram adotadas como símbolo dos grupos hackers 'Anonymous' e 'LulzSec', na manifestação.

Fonte: G1

Ídolo do Basket é preso por cultivo de maconha


Polícia encontrou mais de 200 pés de maconha na casa do ex-jogador do Utah Jazz

O ex-jogador de basquete José Ortiz, mais conhecido como Piculín, foi detido nesta quarta-feira em sua residência em Cayey, em Porto Rico, por posse e cultivo de maconha e foi preso pelas autoridades federais locais.

De acordo com os policiais, por meio da fiscal Rosa Emilia Rodríguez, havia 218 pés de maconha na casa. Ela disse que a droga não era de uso pessoal e seria repassada para possíveis compradores.

- Foi notada a experiência que ele tinha para cultivar.

Piculín foi jogador do Utah Jazz na NBA, além de ter passagens por equipes europeias e pela seleção de Porto Rico entre 1983 e 2004. No currículo, tem quatro participações em Jogos Olímpicos, em Seul, Barcelona, Atlanta e Atenas.

Vovó alemã planta maconha para alimentar seus coelhos


Um polícial da cidade de Belzig, no leste da Alemanha, seguia para o trabalho esta semana quando reparou numas palavras de cerca de um metro de altura que cresciam num terreno perto da estreia. As folhas eram muito parecidas com as da cannabis e um olhar mais atento levou o agente a chamar reforços.

Para surpresa geral, conta o site da Globo, a responsável pelo terreno é uma senhora de 84 anos, que mora numa casa ao lado. Questionada sobre a droga que tinha plantada, a alemã garantiu que as plantas eram um ótimo alimento para os coelhos que criava. Não só comiam as folhas de cannabis como, depois de serem colhidas, voltavam a crescer rapidamente.

Aparentemente, segundo a polícia de Brandenburgo, a explicação é verdadeira.


Na Alemanha até é permitido plantar cannabis em casa, mas é preciso ter uma licença, já que é preciso certificar o teor do princípio activo da droga. As autoridades agora irão testar o material recolhido no terreno para ver se está dentro do limite autorizado.

A “maconha” do nosso corpo é o que nos faz comer muita gordura


Você já deve ter ouvido falar que fumar maconha dá fome. E mais surpreendente nem é essa informação, mas sim o que um novo estudo descobriu: o fato de que, quando você começa a comer batata frita, não consegue parar porque os alimentos gordurosos acionam o organismo para produzir substâncias químicas muito parecidas com as encontradas na maconha.

Esses produtos químicos, chamados “endocanabinóides”, fazem parte de um ciclo que faz você continuar comendo porcarias sem parar.

Segundo os pesquisadores, a sinalização endocanabinóide no intestino tem um papel importante na regulação da nossa ingestão de gordura. O estudo descobriu que a gordura no intestino provoca a liberação de endocanabinóides no cérebro: e ele não é o único órgão que faz produtos químicos naturais parecidos com a maconha.

A pele humana também os produz. Canabinóides na pele podem desempenhar o mesmo papel que têm nas plantas: proteção oleosa contra o vento e o sol.

Os endocanabinóides também são conhecidos por influenciar o apetite e o paladar – o que explica a “larica” das pessoas quando fumam maconha.

No estudo, os pesquisadores equiparam ratos com tubos que drenam o conteúdo de seus estômagos. Esses tubos permitiram que os pesquisadores disessem se a gordura estava agindo sobre a língua ou no intestino.

Os ratos tomaram um milkshake saudável, uma solução de açúcar, um líquido rico em proteína chamado peptona, ou uma bebida rica em gordura feita de óleo de milho. Em seguida, os pesquisadores anestesiaram e dissecaram os ratos, rapidamente congelando seus órgãos para análise.

Açúcares e proteínas não afetaram a liberação de substâncias químicas naturais parecidas com a maconha, mas a gordura sim.

Os resultados mostram que a gordura sobre a língua dispara um sinal para o cérebro, que repassa uma mensagem até o intestino por meio de um feixe de nervos, que comanda a produção de endocanabinóides no intestino, que por sua vez acionam uma cascata de sinais com a mesma mensagem: comer, comer, comer!

Segundo os pesquisadores, no passado, essa mensagem foi útil para os mamíferos. Gorduras são cruciais para a sobrevivência, e elas eram difíceis de obter na dieta de mamíferos. No mundo de hoje, no entanto, onde há uma gama tão grande de junk food em cada esquina, o nosso amor evolutivo pela gordura é um tiro que sai pela culatra.

A boa notícia é que a descoberta pode ajudar os pesquisadores a desenvolver novas terapias. Bloqueando a recepção de sinais de endocanabinóides, os médicos podem ser capazes de quebrar o ciclo que leva as pessoas a comerem alimentos gordurosos em excesso.

Os cientistas alertam que bloquear os receptores endocanabinóides no cérebro também pode causar ansiedade e depressão, mas um medicamento projetado para atacar apenas o intestino pode não provocar tais efeitos colaterais negativos.

Movimento Sangue Verde


"Acredito que todos estejam sabendo que o Ministério da Saúde alterou algumas regras sobre a doação de sangue e algumas delas implicam diretamente conosco. Agora todo usuário de maconha poderá doar sangue, desde que a mesma seja feita em um período de 12h ou mais após o consumo.

Ótima informação para educar e mobilizar a parcela da população que ainda vê a cultura cannabica com preconceito e discriminação. Acredito que devemos aproveitar a oportunidade e como ativistas, fazermos nossa parte. Aproveitando o boom do momento – twitter – acho que poderíamos fazer uma “macha”, o movimento #sangueverde (sangue verde), mostrando que podemos sim doar sangue e ajudar quem precisa e mobilizar a galera à ir aos bancos de sangue de suas cidades e se tornarem doadores.

Além de ser mais um manifesto pró maconha, mostraria que não somos traficantes ou pessoas sem cultura que querem apenas ficar “doidões”. Somos cidadãos e contribuímos com o Estado e com o próximo.

(...) Vamos levar o movimento #sangueverde aos TT’s e os maconheiros para os hemocentros!"

Descoberta plantação de cannabis em casa de Pinochet


A polícia chilena descobriu uma plantação de cannabis na casa de férias do ex-ditador Augusto Pinochet, segundo escreve a Folha de São Paulo.

A casa está apreendida judicialmente num processo que pretende esclarecer a origem da fortuna de Pinochet, morto aos 91 anos em 2006. Foi devido a este processo, que foi agora noticiada a existência da plantação de cerca de 182 pés e dois quilos em processo de secagem.

A residência Los Boldos, com 50 hectares, fica a 120 quilómetros de Santiago. Lucía Pinochet, a filha mais velha do ex-ditador, afirmou que a casa tem estado «meio abandonada» e que a sua família «não tem ideia» do que lá se passa.

Pinochet comprou a casa em 1994, onde passava a maior parte do seu tempo depois se ter retirado da vida pública. As cinzas de Pinochet estão depositadas na capela desta casa, onde o ex-ditador esteve em prisão domiciliar.

'Sou usuária e pronto': cantora de axé é presa com maconha na Bahia


A cantora de axé Viviane Tripodi foi presa nesta madrugada em Salvador com uma pequena quantidade de maconha, segundo informações do programa "Fala Brasil", da "TV Record". Policiais teriam encontrado Viviane em um local conhecido como praça da maconha, no bairro Pituba.

Os agentes encontraram o entorpecente no carro da cantora, que confessou ser usuária de droga. Ela ainda estava com os documentos do veículo vencidos, e o automóvel acabou sendo recolhido.

Além dela, duas pessoas foram detidas pela operação comandada pelo Departamento de Narcóticos e pelo Departamento de Crimes Contra o Patrimônio. O depoimento, na Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes, durou mais de uma hora.

"Realmente eu estava usando maconha, uma coisa ilícita, eu sou usuária e pronto", afirmou Viviane, que levou o Troféu Dodô e Osmar como cantora revelação no Carnaval 2007.

Jornal contrata crítico para avaliar qualidade de maconha medicinal


Jornal contrata crítico para avaliar qualidade de maconha medicinal
O crítico de maconha, William Breathes, convenceu o jornal norte-americano, Westword, a criar um diretório voltado para o uso medicinal da maconha no estado do Colorado, noticia o site Gawker.

Com o novo posto, Breathes se tornou o primeiro critico de maconha do país. Sua função é experimentar a erva oferecida em estabelecimentos e hospitais, a fim de analisar a qualidade. "Quando estou experimentando a maconha, procuro perceber quão limpa é, quão bem ela foi cultivada", explica o crítico com passado em editorias comuns. Imagens de Breathes são difíceis de encontrar, pois o colaborador do jornal prefere não ser identificado, o que poderia influenciar seu trabalho.

Breathes também elenca em um diretório os estabelecimentos que oferecem maconha para alívio medicinal em todo o estado. Enquanto produz suas críticas, ele considera como o consumidor se sente quando aos lugares. "Como um paciente mais velho se sentiria indo a este lugar? Como alguém, que é novo no uso da cannabis, se sentiria neste lugar?", conta Breathes para o site NPR.

A liberação do uso da maconha para fins medicinais entrou em vigor em 2000. Em 2009, uma mudança na política das drogas nos EUA , estabeleceu que porte de maconha não seria passível de crime, desde que o estado permitisse o uso para fins medicinais. A quantidade permitida por lei para compra é de duas onças por mês, o que equivale a aproximadamente 56 gramas.

Breathes usa a substância para fins médicos há anos, para aliviar dores de estômago crônicas, mas afirma que usa para fins recreativos, também. Ele já tem alguma experiência na área jornalística e, mesmo quando está fumando, jamais perde os prazos, garante.

Treinador dá maconha e viagra para controlar a corrida de cães


Hartlepool (Inglaterra) - O treinador de cachorros Anthony Gregory Fowler, de 61 anos, está sendo julgado por alimentar seus cães com Viagra e maconha, para que ganhassem ou perdessem competições de corrida.

Fowler contou a um inspetor que seu cachorro Jake "corria como um louco" quando lhe dava Viagra ou drogas feitas de testosterona e, quando queria que os cães perdessem a corrida, os alimentava com maconha.

A administração de drogas nos cães ajudava Fowler a controlar apostas em cima das competições.

México acha maior plantação de maconha da sua história, avaliada em R$ 250 milhões


Foi descoberta nesta quinta-feira, pelo exército mexicano, uma plantação de maconha de 120 hectares no noroeste do país. Na operação, foram presas 16 pessoas que tomavam conta da maior plantação já registrada na história do país. Cerca de 60 pessoas que trabalhavam na área fugiram após perceberem a presença dos soldados mexicanos.

Segundo o general Alfonso Duarte Mujica o local estava disfarçado com plantações de tomate e seria responsável pela produção de 120 toneladas de maconha, cujo valor estimado é de US$158 milhões.

México descobre maior plantação de maconha da história do país

O cultivo foi encontrado no estado da Baixa Califórnia, que faz fronteira com os Estados Unidos. A Secretaria da Defesa Nacional destacou que se trata de um "golpe contundente ao crime".

O México vive em uma onda de violência por causa da guerra entre cartéis de drogas desde 2006 e é a principal porta de entrada de drogas para os EUA. Em 2009, registrou uma produção de aproximadamente 19 mil toneladas de maconha.

Espaço público para o debate sobre a maconha


A sociedade é um organismo vivo em permanente transformação. As mudanças acontecem quando velhos paradigmas apresentam-se como comportas que represam seu desenvolvimento. Para se superar o velho é preciso espaço para que o novo surja. Esse espaço é forjado nas ruas e, dependendo de sua força, entra pelos gabinetes adentro mudando as instituições.

A discussão sobre a liberação da produção, da comercialização e do consumo da maconha começa a ganhar espaços públicos. Ela quer sair do âmbito das delegacias e da segurança pública para contagiar acadêmicos, religiosos, políticos e a população. Em momentos como este, a informação de qualidade pode contribuir significativamente para que o debate evolua em direção ao que pode ser melhor para todos. É a busca da solução civilizatória que resolva conflitos latentes que jogamos para debaixo do tapete da hipocrisia durante anos.

A Agência Brasil publicou 40 matérias sobre o assunto "maconha" desde o começo deste ano. As principais abordagens foram:
Prisões e apreensões (feitas por forças policiais e pela Receita Federal): 22 (55%);
Decisão do STF e decisões judiciais sobre a realização da Marcha da Liberdade: 9 (23%);
Marchas da Liberdade em São Paulo, Brasília e no Rio de Janeiro: 4 (10%);
Dados globais sobre produção e consumo: 2 (5%);
Debate sobre a liberação: 3 (8%).

Abordar o assunto como caso de polícia (55% das matérias), relatando os fatos de como o Estado tenta reprimir e conter o avanço do uso de entorpecentes, é o tratamento tradicional da imprensa e a história nos mostra que não contribui para a diversidade da informação, não traz e não cria novas abordagens, ou seja, não acrescenta conhecimento sobre o assunto.

Das três notícias que debatem a questão, duas trazem argumentações favoráveis à liberação (*) e uma contrária. Lendo esta última: Procurador diz que liberação da maconha favorece o tráfico e a violência, publicada dia 2 de julho, o leitor Romualdo Rocha protestou: “Espero que sejam oferecidos outros pontos de vista sobre a questão, além deste... Por enquanto, me parece que isso não foi respeitado.”

A ABr respondeu: “Agradeço a sugestão do leitor.”

A resposta da ABr não informou sobre a existência de duas outras matérias cujos conteúdos seriam contrapontos favoráveis à liberação da maconha, publicadas no mês anterior, mas que não foram associadas por meio de links à notícia lida por Romualdo.

Na imprensa virtual geralmente não se esgota um assunto em uma única matéria devido à necessidade de concisão. Por isso liga-se diversas notícias permitindo que o leitor navegue pelo conteúdo publicado aprofundando-se em aspectos de seu interesse. É uma forma de transcender à leitura imediata de uma notícia e aproveitar seu conteúdo multiplicando seu potencial de exposição ao longo do tempo.

Todavia a ausência de links interligando as notícias de uma cobertura é um problema persistente na edição da Agência Brasil, conforme observado em outras colunas neste mesmo espaço.

Se a ABr quiser aprofundar o debate há diversos aspectos que podem ser explorados como, por exemplo: especialistas em neurociências podem contribuir para esclarecer sobre os efeitos químicos e psíquicos; sociólogos e antropólogos podem explicar as razões sociais e comportamentais que levam ao vício; tributaristas podem esclarecer por que o Estado reprime o uso de certas drogas enquanto se beneficia do uso de outras como o cigarro e as bebidas alcoólicas. Assistentes sociais e psicólogos podem analisar o consumo cada vez mais precoce de crianças e adolescentes. As políticas públicas e sua eficácia podem ser verificadas por meio de indicadores, estudos e pesquisas. Usuários e fornecedores também precisam ser ouvidos para se entender a real dimensão da questão.

Assim a Agência Brasil estará contribuindo para se formar cidadãos críticos, com autonomia de pensamento e de decisão.

Texto do Paulo Machado
Ouvidor da Agência Brasil