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domingo, 13 de março de 2011

Siga os rastros de Bob Marley até Nine Mile

Siga os rastros de Bob Marley até Nine Mile
Vila simples onde nasceu e está sepultado o maior ícone rastafári tem histórias, lendas e muitas lembrancinhas
O ícone do movimento rastafári está em estampas de camisetas, quadros e toda a sorte de souvenirs espalhados pelo país. Muito pouco para os fãs. Para eles, a melhor lembrança da ilha é conhecer o povoado de Nine Mile, onde Robert Nesta Marley nasceu, em 1945, e foi sepultado, 36 anos mais tarde.

O vilarejo está localizado em meio às montanhas, a cerca de 60 quilômetros de Ocho Rios - é possível contratar um dos vários tours na cidade ou negociar a viagem com um taxista - o preço pode variar de US$ 75 a US$ 150, dependendo do motorista.


Paga-se US$ 19 para entrar no complexo. Um guia vai acompanhá-lo durante a quase 1h30 de tour -  separe alguns trocados para a gorjeta. Estão lá a casa onde nasceu o rei do reggae e outra, na qual viveu dos seis meses aos 12 anos, quando se mudou para a capital Kingston.
 


O guia vai jurar que a cama de solteiro da residência da família Marley é a mesma a que o cantor se refere nos clássicos versos de Is This Love. E que a pedra pintada nas cores rastafári (vermelha, amarela e verde) servia de travesseiro para o rei meditar. Será?

Certo mesmo é o local de sepultamento de Bob Marley, um mausoléu simples, onde foi enterrado junto com sua guitarra. Para entrar no local, é preciso tirar os sapatos - fotos não são permitidas. Na mesma área, estão sepultados outros parentes do músico, como sua mãe, um de seus irmãos e seus avós.

Museu. Outro lugar repleto de memórias do ícone jamaicano é o Bob Marley Museum, instalado na casa em Kingston para onde ele se mudou em 1975 e que também servia como estúdio. Ali, é possível observar alguns objetos pessoais do cantor, como capas rastafáris, e discos de ouro e platina - Exodus (1977), Uprising (1980) e Legend ( 1984). A entrada custa US$ 20 e não é permitido fotografar ou filmar o ambiente.

Rastafári. Bob Marley divulgou ao mundo a cultura rastafári, mas, ao contrário do que se pode imaginar, a religião é seguida por apenas 5% dos jamaicanos - a maioria no país é adepta do protestantismo. Os rastafáris acreditam que o último imperador da Etiópia, Hailé Selassié, representa a reencarnação de Jah (Deus). Sonham em retornar à África, de onde vieram seus antepassados durante os anos de escravidão,são vegetarianos e não consomem álcool.
Não dá para falar de Jamaica sem pensar em reggae. E tampouco dá para falar de reggae sem associar o ritmo a Bob Marley - em maio, serão 30 anos sem o músico.

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