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sábado, 29 de janeiro de 2011

Maconha catapultada é a nova onda nos EUA

Traficantes mexicanos usam catapulta para mandar drogas para os EUANão é só no Rio que os traficantes têm ações cada vez mais ousadas. Bandidos do México resolveram usar uma catapulta para mandar maconha para os Estados Unidos. Eles foram flagrados por câmeras de segurança na fronteira do Arizona com o México.

Os agentes americanos não acreditaram quando viram pacotes de maconha chegarem pelos ares. A polícia dos EUA entrou em contato com as autoridades mexicanas, que correram até o local, mas os traficantes conseguiram fugir. A catapulta, de três metros de altura, jogava dois quilos de maconha por vez, segundo o jornal "The Sun".

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Bebida com marijuana promete "33 mililitros de descontração"

Um californiano está a promover uma nova linha de refrigerantes com marijuana. Partindo da ideia que “os adultos têm o direito inalienável de pensar, comer, fumar, beber, ingerir, decorar e vestir da maneira que bem entendam”. Clay Butler espera ter as bebidas nas prateleiras dos Estados Unidos da América já em Fevereiro.

Clay Butler diz que não fuma, não consome  drogas nem bebe, mas acredita que os adultos são livres de ingerir o que bem entenderem.

Apesar de já existirem refrigerantes de marijuana no mercado, Butler diz que o design das suas garrafas e os sabores são diferentes. ‘Apenas diz que sim’ é o slogan das novas bebidas com nomes originais como 'canna cola', para a Coca-Cola ou 'Doc Weed' (traduzível por 'Doutor Erva'), para o sabor da popular bebida 'Dr. Pepper'. Estas estarão a venda entre os 7,30 e os 11 euros.

Os rótulos prometem “33 mililitros de descontração”, com 35 a 65 miligra
mas de THC – tetraidrocanabinol, a principal substância psico-activa encontrada em plantas do género da cannabis.
Apesar de haver bebidas com marijuana, as condições para a sua legalidade variam de estado para estado, embora seja um produto ilegal na legislação federal. A droga é apenas legal em 15 estados, desde que utilizada para fins medicinais.

Existe uma possibilidade de alteração na legislação. O novo documento já aprovado pelo Senado, que vai ser levado ao Congresso, prevê o aumento das penas para os fabricantes que combinam a marijuana com “produtos doces”.

Trabalho comunitário por consumir cannabis

Por denúncias de moradores, a PSP efectuou, entre 2006 e 2007, acções de vigilância numa determinada área de Braga.
Segundo tais denúncias, dois homens cujos identidades foram reveladas, dedicavam-se à compra e venda de haxixe. O preço de cada venda variava entre os 5 euros e os 20 euros, conforme a quantidade vendida.
Montada a vigilância no local, os operacionais da Brigada de Investigação Criminal daquela corporação lograram obter dos suspeitos e dos consumidores interceptados quantidades variáveis de cannabis resina.

Manuel L., de 40 anos, pedreiro e M. Costa, de 44 anos, operário da construção civil, foram constituídos arguidos.
Em casa do primeiro arguido os agentes apreenderam objectos como facas de borboleta, uma catana e produto estupefaciente.
A polícia esclareceu que o produto estupefaciente apreendido a Manuel se destinava em parte a ser consumido pelo próprio e a ser entregue a consumidores que se deslocavam ao local, recebendo destes o respectivo preço.

A 7 de Junho, dia em que Ma-nuel foi apanhado com 36,345 gramas de cannabis resina que escondera num muro, o Costa estava na posse de 10,066 gramas do mesmo produto.
Enquanto Costa é consumidor irregular de haxixe, Manuel consome todos os dias.
Ambos trabalham e têm filhos.
No passado dia 9 deste mês foram ambos julgados na Vara Mista, pelo colectivo presidido pela juíza Luísa Alvoeiro.

Manuel defendeu-se com o argumento de que a droga que lhe foi apreendida era para o seu consumo. Não sabia que era proibido estar na posse das armas que lhe foram apreendidas. Quer a navalha, quer a catana, es tavam enferrujados - acrescentou.
Costa, seu cunhado, negou ter vendido haxixe. Consome o produto estupefaciente há cerca de 20 anos.

Com apoio de amigos

Defendidos pelas advogadas Filipa B. Ferreira e Leandra Fernandes, receberam ainda os arguidos o apoio testemunhado por amigos e familiares.
Não se provou, entre outras conclusões a esse nível, a acusação segundo a qual o arguido Manuel L. agiu de comum acordo com o co-arguido M. Costa na compra e venda e produto estupefaciente; e que Costa se dedica, desde o início de 2006 até Março de 2007, à compra e venda de droga, nomeadamente haxixe, com o propósito de obter lucros desse negócio e que o produto que lhe foi apreendido se destinava a ser vendido a consumidores.

Também ficou por provar que uma das testemunhas da acusação comprou cannabis ao arguido Manuel.
Refira-se também que enquanto Manuel tem antecedentes criminais, Costa tem o eu cadastro criminal limpo.
Consequentemente, Manuel L. foi condenado na pena de 18 meses de prisão pela prática de um crime de tráfico de menor gravidade, e 10 meses de prisão por detenção de arma proibida.

Em cúmulo jurídico, Manuel foi condenado na pena única de 2 anos de prisão, suspensa por igual período e sujeita a um regime de prova perante o Instituto de Reinserção Social.
O arguido M. Costa, pela prática de consumo de estupefaciente, foi condenado a 120 dias de multa, substituída por 120 horas de trabalho a favor da comunidade.
Dada a sua experiência profissional, o trabalho comunitário a prestar é a nível da construção civil, segundo o horário por si indicado.

Empresa dos EUA quer tornar refrigerantes de marijuana mais comerciais

Vendidos em lojas medicinais no Colorado e depois na Califórnia
Empresa dos EUA quer tornar refrigerantes de marijuana mais comerciais
Uma empresa californiana vai vender uma linha de refrigerantes com sabor a marijuana e quer transformar estas bebidas em refrigerantes mais comerciais. Uma das bebidas chama-se Canna Cola e é a imagem de marca da linha de cinco bebidas lançadas no Colorado em Fevereiro e no estado da Califórnia durante a Primavera.



Apesar de já existirem vários produtos feitos à base de cannabis, incluindo refrigerantes, o designer Clay Butler, um dos parceiros da empresa,defende que a sua linha vai-se distinguir no mercado. “Todos os produtos de marijuana que existem são demasiado familiares, hippyzinhos e desusados”, disse. “Se alguém pode pôr todas as cores do arco-íris, põe. Se podem fazer rótulos inapropriados e que não se conseguem ler, fazem-no”, explicou, acrescentando que existem folhas de marijuana em todos os produtos. “É um cliché horrível desta indústria.”

No caso da Canna Cola, a folha também está lá no rótulo da garrafa, mas na forma de bolhinhas, antecipando a sensação de se beber um refrigerante. Além do tradicional sabor a cola, há a Grape Ape, que tem sabor a uva, Sour Diesel, de limão, Orange Kush, de laranja e Doc Weed, parecida com a bebida norte-americana Dr Pepper.

Butler acredita que “os adultos tem o direito inalianável de pensar, comer, fumar, beber, ingerir, decorar e vestir-se da maneira que quiserem”, disse ao jornal Santa Cruz Sentinel. Butler, no entanto, afirmar nunca ter fumado esta droga. “Não tomo drogas”, disse. “Tomo uma aspirina quando tenho uma dor de cabeça. É tudo.”

A quantidade de tetrahidrocanabinol (THC), o composto activo da cannabis, que as bebidas vão ter varia entre os 35 e 65 miligramas. Segundo Scott Riddel, o fundador de Diavolo Brands que vai vender a Canna Cola e as suas irmãs, a concentração é bastante menor do que outros produtos. “Tem um leve sabor a marijuana”, disse, “Mas o sabor é realmente negligenciável comparado com outros competidores que têm três vezes mais THC. Quando se chega a essa concentração, há mesmo um forte sabor na boca que fica depois de se ter ingerido.”

As bebidas vão estar disponíveis nas lojas medicinais do Colorado, que vendem produtos feitos a partir de marijuana. Há vários estados em que é permitido vender estes produtos - incluindo o Colorado e a Califórnia - apesar de o consumo de cannabis ser ilegal nos Estados Unidos. Mas uma nova lei quer penalizar os produtos que juntam a cannabis a sabores doces e que podem ser adquiridos por menores.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Polícia apreende 300 kg de maconha no Rio, tiros atingem prefeitura e helicóptero

Policiais civis apreenderam nesta segunda-feira cerca de 300 kg de maconha, além de armas, durante operação nos morros de São Carlos, Zinco e Querosene, no bairro do Estácio, e no morro da Mineira, no Catumbi, zona norte do Rio. Houve tiroteio. Janelas do prédio da sede da prefeitura e um helicóptero da TV Globo foram atingidos por tiros.

A polícia informou que, durante o confronto, quatro suspeitos de atuarem no tráfico de drogas foram feridos e socorridos pelos agentes. Outro foi preso --com ele foi apreendida uma escopeta.

Também foram apreendidos um fuzil e uma granada durante a ação, que começou por volta das 6h15 e contou com cerca de 150 policiais, de sete delegacias especializadas, com apoio da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais).

Em nota, a Polícia Civil afirma que, segundo o delegado Ronaldo Oliveira, responsável por comandar a operação, o objetivo da ação era "identificar e prende traficantes, além de colher informações para instruir os inquéritos policiais da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod)".

Os policiais também apreenderam material para fazer a contabilidade do tráfico e embalar drogas. Participaram da operação, que terminou no final da manhã, policiais das Delegacias de Roubos e Furtos de Automóveis, de Roubos e Furtos de Cargas, de Roubos e Furtos, de Combate às Drogas, de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquérito Especiais, de Repressão a Armas e Explosivos e da Polinter. A polícia ainda contou com um helicóptero Águia.

TIROS

Em meio ao tiroteio, janelas do prédio da Prefeitura do Rio foram atingidas. Segundo a administração municipal, os tiros estilhaçaram cinco janelas de três andares do prédio do Centro Administrativo São Sebastião, sede da prefeitura, na Cidade Nova, no centro da cidade. Ninguém ficou ferido.

Um helicóptero da TV Globo --o Globocop-- também foi atingido por ao menos três tiros enquanto se preparava para fazer do morro da Mineira.

De acordo com a emissora, criminosos dispararam contra o helicóptero, modelo Eurocopter AS3509 B2, que foi atingido por três tiros. Uma das balas acertou uma região próxima ao rotor de cauda. Em seguida, o piloto fez um pouso forçado no aeroporto de Jacarepaguá, na zona oeste da cidade.

A TV Globo informou que estavam a bordo, além do piloto Antonio Ramos, o operador de sistemas Roberto Mello Reis e a repórter Karina Borges. Ninguém ficou ferido.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Polícia confunde cannabis com porquinhos da India...

Uma operação da polícia de West Yorkshire (Inglaterra) acabou em um grande fiasco.

Tudo começou quando um helicóptero da polícia detectou uma fonte de calor no telhado de uma garagem em Bradford. Agentes suspeitaram que se tratasse de um equipamento usado para o crescimento em ambientes fechados de pés de maconha. Resolveram fazer uma batida no local.

                         

"Acreditamos que a senhora esteja cultivando maconha na sua garagem", disse um policial a Pam Hardcastle, de 42 anos, dona da residência que foi alvo da operação, segundo reportagem do "Telegraph & Argus".

A mulher saiu da escola onde trabalha e se dirigiu assustada para casa. E tudo acabou esclarecido: o que os policiais pensavam ser um equipamento para prática ilegal na verdade era apenas um aquecedor para dois porquinhos da Índia!


                                      

Pam contou ao ter ficado apreensiva, pois tem um pôster com imagem de Bob Marley em uma das paredes da casa.

Envergonhada, a polícia se desculpou pelo engano...

A iluminação da planta de cannabis

ILUMINAÇÃO:

(Ver também Guia de cultivo indoor) Aqui!!!

A luz é necessária à uma planta na transformação de nutrientes em alimento. Tem ainda uma grande influência na produção de clorofila, taxa de crescimento, tamanho de folha e produção de sementes. A luz se torna uma dos aspectos mais importantes em sua operação de plantio. Para o propósito do plantio de marijuana existem dois tipos básicos de luz; Fluorescentes e Descargas de Alta Intensidade (HID) – incluindo Vapor de Mercúrio (MV), Vapor Metálico (MH) e Vapor de Sódio (HPS)

HID x FLUORESCENTES

A diferença principal é que lâmpadas fluorescentes criam luz na passagem de eletricidade através de um vapor de gás de baixa pressão e HID criam luz na passagem de eletricidade através de um vapor de gás de alta pressão. HID são MUITO mais brilhantes e apesar de representarem um maior custo no começo, são mais eficientes na relação custo benefício e permitem uma melhor produção. Portanto, elas são a primeira escolha para a maioria dos criadores em lugares fechados.

FLUORESCENTES

Fluorescentes são encontradas nos mais variados formatos e tamanhos. Existem lâmpadas compactas, bulbos retorcidos e bulbos circulares. Todas trabalham da mesma forma. Elas possuem iniciador (starter) e reator embutido permitindo um envio regular e seguro de eletricidade para a luz. Antes das HID estarem disponíveis para plantio em lugares fechados, os plantadores usavam lâmpadas fluorescentes, que apesar de funcionarem durante todas as etapas de cultivo, não são aconselháveis para uso desta forma. Para plantio de forma efetiva com fluorescentes pense de forma pequena. Essas são lâmpadas indicadas para germinação, produção de raizes em clones e plantas pequenas, manter plantas mãe para propósito de clonagem e ainda prover iluminação lateral para o crescimento dos galhos inferiores. Essas situações não requerem uma luz de alta intensidade para se desenvolver. A luz emitida pelas lâmpadas fluorescentes é suave e mais difusa, não desprende uma grande quantidade de calor e não faz com que a planta trabalhe tanto. Por essa razão pode ser deixada próxima à planta. De três a cinco centímetros é o suficiente, porém devido a isso as luzes deverão ser ajustadas quase que diariamente, o que pode ser problemático.

DESCARGA DE ALTA INTENSIDADE (HID)

Existem basicamente três tipos de HID. Vapor de Mercúrio (MV), Vapor Metálico (MH) e Vapor de Sódio (HPS). Essas lâmpadas também precisam de iniciador (starter) e reator.

Vapor de Mercúrio (MV) e o tipo de luz que era utilizados na iluminação das ruas no passado. Não é muito boa para plantio por não prover o espectro de luz correto. Enquanto ela produz um pouco do espectro azul, MV também produz muito calor para se deixar próximo a planta, sendo de operação muito ineficiente.

Vapor Metálico (MH) é uma fonte muito boa de espectro de luz azul/branco o que é ideal para o crescimento vegetativo. Muitos plantadores usam MH durante a fase vegetativa. MH é brilhante e de operação custo eficiente, porém não tão eficiente quanto as lâmpadas HPS. As potências mais utilizadas são de 400 e 1000 watts. Trabalham melhor quando combinadas com lâmpadas HPS.

Vapor de Sódio (HPS) é a melhor escolha de lâmpada hoje em dia para plantio de marijuana. HPS são muito brilhantes e muito eficientes. Esse tipo de luz tem um espectro vermelho/alaranjado que é ideal para a fase de florescimento. Com o suficiente desse tipo de luz você também poderá cultivar aqueles "camarões" de poster da Hightimes. HPS são encontradas em várias potências de 70 até 1000 watts.

(Ver também Guia de cultivo indoor) Aqui!!!

FOTOPERÍODO

Suas plantas deverão ser iniciadas no período vegetativo em um regime de luz de 24/7 ou 18/6. A razão para o regime de 18/6 é para deixar um período de escuro para as plantas descansarem e também poupar a sua conta de luz. A maioria das plantas se exaure após 16 horas de luz por dia. Ajustes deverão ser feitos de acordo com a necessidade das plantas. Para o florescimento 12/12 é a norma, podemos usar 11/13 também, pois algumas plantas podem continuar no crescimento vegetativo com as 12 horas. Novamente, ajustes poderão ser feitos. Um mínimo de 12 horas de escuro é requerido para ativar o florescimento.

ERROS MAIS COMUNS COM A ILUMINAÇÃO

Não queime as plantas ao coloca-las perto demais das lâmpadas. Fluorescentes não emitem muito calor e podem ficar cerca de 3 a 5 cm de distância. HID emitem muito calor e precisam ficar a uma distância razoável. Um bom teste é colocar as costas da mão entre planta e a lâmpada por algum tempo, se houver sensação de desconforto é porque a lâmpada está perto demais. Existem algumas lâmpadas comuns que podem induzir a germinação, mas são inúteis para propósito de crescimento. Essa lâmpadas são: Qualquer incandescente (normal), halógena, luz negra e de aquecimento. Não perca tempo tentando plantar com essas lâmpadas, você apenas se desapontará.

Fórmulas para Cálculo de Iluminação

Para determinar corretamente a melhor iluminação do seu espaço existem várias coisas que você deve saber. A esta altura algumas definições se fazem necessárias:

Lumens – Um lumen equivale a quantidade de luz emitida por uma vela que incide sobre 1 pé quadrado (square foot) de uma superfície a um pé (1 foot = 0,30m ) de distância.

Watts – A medida da quantidade de eletricidade fluindo através do fio.

Watts por hora medem a quantidade de watts consumidas em uma hora. Um Kilowatt/hora (KWH) é 1000 watts/hora.

Para determinar o custo de operação da sua luz:Descubra o quanto é cobrado por Kwh na sua conta de luz. Imagine que você tem uma lâmpada de 1000 watts e paga $ 0,5/hora. Se um kilowatts equivale a 1000 watts, você pagará 5 centimos por hora para manter a luz acesa. Outro exemplo. Digamos que você tem uma lâmpada de 400 watts e paga $0,3/hora. Divida 400 por 1000 = 0,4 e multiplique por 0,3 = $0.012 por hora de luz.

Para determinar quantos lumens por pé quadrado:Você tem que achar a área do seu espaço. (largura X comprimento = pé quadrado) Divida a quantidade de lumens disponíveis pela medida em pés quadrados da sua área. Exemplo: Digamos que você tenha um espaço de 3 pés de profundidade por 4 pés de largura = 12 pés quadrados, e o total de lumens das suas lâmpadas é de 45.000 lumens. 45.000/12 = 3.750 lumens por pé quadrado

Agora para a grande pergunta. Quanta luz eu necessito? A tecnologia tem avançado tanto nos últimos 15 anos que nós estamos constantemente refinando o processo e atualizando o que sabemos que funciona melhor para o plantio. A teoria atual diz que o mínimo de luz necessária para sustentar o crescimento é de 2.000 lumens por pé quadrado. A média seria de 5.000 lumens por pé quadrado. O ideal seria 7.000-7.500 ou mais por pé quadrado.

Para determinar o quanto de luz você precisa em watts:A regra geral para definir a quantidade de luz para uma área, é um mínimo de 30 watts por pé quadrado. 50 watts por pé quadrado e ideal. Você pode determinar a quantidade luz para a sua área usando essa fórmula: 30 watts (ou 50) X ? (sua área) em pés quadrados. Exemplo: Você tem uma área de 10 pés quadrados 30w X 10 s.f. = 300 watts/por pé quadrado ou 50 watts X 10 s.f. = 500 watts por pé quadrado (ideal). Lembre-se que lâmpadas fluorescentes são mais fracas e emitem menos luz que as HID. Isso significa que você precisará 5 vezes mais watts para igualar uma lâmpada HID. Então, 30 watts de HID seriam iguais a 150 watts de fluorescentes. Por isso é advertido que se utilize o mínimo de 30 watts por pé quadrado para luzes HID e um mínimo de 150 watts para Fluorescentes.

Isso tudo é muito importante pois a intensidade da luz irá afetar diretamente a qualidade e a produção de sua colheita. Se você tiver menos do que o ideal, sua colheita e potência serão reduzidas e os "camarões" não serão tão densos. Essa questão nunca é de mais repetir. Você deve ter a quantidade de luz certa para o seu espaço, para poder colher "camarões" de alta qualidade. A questão as vezes pode ser, "Posso ter luz demais?" A resposta básica é não. De acordo com a lei de retornos minorados, você poderia teoricamente alcançar um ponto onde as plantas não conseguiriam mais absorver a luz, porém seria impossível ter essa quantidade de luz em seu espaço. O calor se tornaria um problema bem antes de você atingir esse ponto. Então use quantas lâmpadas puder, apenas controle o calor.

Experimentação é o único método para determinar a melhor solução para cada planta. Se a planta não estiver recebendo luz suficiente, ela começará a crescer de forma desproporcional como se estivesse se esticando para buscar luz e a folhagem se torna verde pálida. Ou, se elas necessitam ser movidas para perto da luz, ou aumentado o período de exposição à luz, elas podem ter problemas como folhas e flores descolorindo ou queimadas. Folhas poderão se tornar super compactas e enroladas nas pontas.

Quantidade de lumens por metro quadrado (lux):
1000 - 5000 lux - Mínimo necessário pra vida;
10 000 - 15 000 lux - Mínimo necessário para um crescimento consistente porém esparso;
20 000 - 25 000 lux - Mínimo necessário para crescimento robusto;
25 000 - 30 000 lux - Máxima eficiência para espécies sub tropicais;
25 000 - 50 000 lux - Máxima eficiência para espécies equatoriais;
Máximo: 90 000 lux - Itensidade da luz do sol na superfície da Terra. É muita luz e não é bom pra erva.

As plantas precisam de 25 000 - 50 000 lux para desevolverem rápido. Todas as marcas de lâmpadas indicam na embalagem quantos lumens são emitidos por watt.

Obs: Não confudam lumens com lux, 1 lux = 1 lumen por m².

Dois Minutos de Verdade Sobre a Maconha

Dois Minutos de Verdade Sobre Maconha VI

Dois Minutos de Verdade Sobre Maconha V

Dois Minutos de Verdade Sobre a Maconha II

Dois Minutos de Verdade Sobre Maconha VII

Dois Minutos de Verdade Sobre Maconha III

Dois Minutos de Verdade Sobre a Maconha I

"View on Cannabis" - Terence McKenna - Algumas verdades sobre a Cannabis

O cânhamo e as algarviadas escritas pelos media!!!

Em questões de cânhamo temos em Portugal dois tipos de media, longos e curtos. Vamos defini-los. Os media longos são todos aqueles que estudaram latim longamente e que concluíram que cannabis se escreve com letras hirtas, isto é, a direito, e introduziram no itálico o viagra, pois eles não querem cá coisas inclinadas e muito menos para a direita.

Os media curtos são aqueles que se inscreveram em latim, ficando-se apenas pela inscrição. Não sendo portanto tão eruditos como os anteriores, limitando-se a escrever não sei em que língua (talvez seja português das Berlengas) a paupérrima palavra canábis.

Será que nos encontramos na Península Itálica, no tempo dos itálicos, antes da formação de Roma, e estamos a assistir ao vivo à evolução do latim? Ou estamos em Portugal? É que se estamos em Portugal, falamos e escrevemos em português e cannabis é latim, cujo significado para português é cânhamo, que por sua vez traduzido para espanhol é cañamo. Françês; chanvre. Alemão; hanf. Inglês; hemp. Norueguês e dinamarquês; hamp. Finlandês; hampu. Árabe; kannab. Holandês; hennep. Italiano; canapa. Latim; cannabu.

Em 1753 o botânico sueco Carolus Linnaeus atribui-lhe a denominação ciêntifica ou botânica de Cannabis Sativa L. Penso que todos os defensores do cânhamo lhe deveriam prestar um tributo, porque ele demonstrou ser um homem inteligente aplicando a palavra sativa no cânhamo e não a utilizou na batata. A esta, Linnaeus atribui-lhe o nome cientifico de Solanum Tuberosum L. Os media tratam as batatas desta forma? Claro que não. Eles limitam-se a fazer o jogo das petrolíferas, petroquímicas e farmacêuticas, com cannabis para aqui e cannabis para ali. Tanto para aqui como para ali, o resultado é sempre o mesmo, é droga. Não, não é droga. Para estas três indústrias, o cânhamo não é droga, é um veneno letal em termos financeiros mais poderoso que o cianeto de potássio. É o motivo para a sua perseguição cerrada. Podemos considerar que Carolus Linnaeus foi um homem feliz, pois viveu numa época em que pôde conhecer o cânhamo livremente, com mais ou menos THC, tal e qual como ele aparece na Natureza. Teve a possibilidade de classificar o cânhamo sem os idiotas úteis lhe cairem em cima. Não conheceu a moderna pileca manipulada (o cânhamo industrial). Nunca cansou a vista a ler artigos hediondos sobre o cânhamo encomendados pelas farmacêuticas aos seus subordinados, que chegam a provocar a inveja aos realizadores de programas de entretenimento.

A resultante de fumar cânhamo em 1753 é rigorasamente igual à de o fumar em 2009, o que não impediu Carolus Linnaeus de o classificar da forma como o classificou, ou seja Cannabis Sativa L. Que traduzido de latim para português, ou para qualquer outra língua, tem o mesmo significado. Cannabis = Cânhamo. Sativa = Útil L. , aberviatura de Linnaeus.

Este foi realista ao atribuir-lhe a denominação de cânhamo útil, até porque viveu numa época em que o cânhamo tinha muitas utilidades, nomeadamente na produção de óleos de iluminação, vestuário, papel, cordame, velame, alimentação, saúde, tintas, forragens para gado, etc. Thomas Jefferson (1743-1826), afirmou: “O cânhamo é de primeira necessidade para a riqueza e protecção do país”. A revista americana Popular Mechanics em 27 de Fevereiro de 1938, num extenso artigo sobre o cânhamo útil L., realça a versatilidade deste no emprego em 25.000 produtos. E actualmente muitos outros se lhes podem adicionar. http://www.chanvribloc.com/ , http://www.technichanvre.com/, http://www.hempbuilding.com/ , http://www.thermo-hanf.de/, http://www.globalhempstore.com/ , http://www.hanfhaus.de/ http://www.reidarsson.com/ . Parafraseando Sérgio Godinho: “Ká se vai andando com a cabeça entre as orelhas”

O cânhamo tem três velhos e poderosos inímigos que são as petrolíferas, petroquímicas e farmacêuticas. E esta poderosa trindade, com interesses financeiros comuns entre si, elaborou uma perfeita e bem sucedida conspiração contra o velho e bondoso cânhamo que tudo nos dá. Desta trindade, a que mais impacto poderia ter na opinião pública certamente que seria a da indústria farmacêutica, a que nos ajuda a tratar quando estamos enfermos. E foi esta a que inteligentemente foi escolhida. Pois em princípio, não teria qualquer impacto ser uma petrolífera ou petroquímica a príori mencionar os falsos malefícios do cânhamo útil contra a saúde, colocando médicos papagaios ao seu serviço. Por incrível que pareça, são as farmacêuticas as princípais responsáveis pelo aquecimento global, protegendo-se e protegendo soberbamente há mais de sessenta anos as petrolíferas do seu único e letal inimigo, o cânhamo útil L. que produz mais de 24 toneladas de biomassa por hectare e que por sua vez transformada em metanol atinge produções de 9.352 litros. Ver o livro cujo titulo é O Rei Vai Nu de Jack Herer na pág. 78, um acre de cânhamo útil produz 1.000 galões de metanol. Pág. 79, um acre de cânhamo útil produz 10 toneladas de biomassa. Para determinar a produção de metanol ou de biomassa em m2 tem que levar em conta que o galão americano é igual a 3,785 litros e que um acre são 4.047 m2 . Nada bate o cânhamo útil na produção de álcool. Ele é o desespero e o fim das petroliferas. Três palavras nos impedem de termos um Planeta mais limpo; ignorância, corrupção e cobardia. Infelizmente, as três são propriedade de todos os governos mundiais que impõem à força o gasóleo e a gasolina, obrigando-nos a sermos poluidores forçados. Está nas mãos da população mundial termos ou não um Planeta mais limpo, levando a tribunal todos os governos mundiais que se encontram em exercício e os seus antecessores, por crime contra a população mundial e principalmente contra o Planeta. Saddam Hussein foi executado por muito menos. Não temos outro Planeta. http://www.hemp4fuel.com/ . http://www.hempcar.org/ Veja também por favor, colocando em busca apenas: ford’s hemp car.

Há mais de sessenta anos que existe uma simbiose perfeita entre petrolíferas e petroquímicas. E estas últimas geralmente são propriedade das primeiras e quando não o são, têm normalmente capitais mistos, que vão entrar em desagregação total motivada pelo cânhamo pela seguinte razão: A grande diminuição de compra de matérias primas às petrolíferas por parte das petroquímicas, pois estas por sua vez vão perder quase na totalidade industrias muito rentáveis. Na industria têxtil deixarão de vender fios sintéticos que se obtêm a partir dos subprodutos do petróleo, tais como poliester, nylon, etc. Nas industrias tranformadoras de plásticos, os polímeros derivados do petróleo serão substituídos pelos do cânhamo. http://www.hempplastic.com/ Veja também em: Youtube ceo zelfo. O cânhamo não lhes dá descanso, nem nos óleos industriais http://www.hemptraders.com/ E se o seu cão também contribuir para o desaparecimento das petrolíferas ? http://www.totallyhemp.ca/

Não vale a pena estar-se a cansar mentalmente com as verbas que eles vão perder porque na realidade ninguém o sabe. Nem eles próprios. Sabem-no a nivel de companhia, por exemplo a nossa querida GALP (não poluente) sabe. Mas para a obtenção de números finais teríamos que ter acesso a todas as contabilidades das petrolíferas e petroquímicas existentes no Planeta. Os biliões não dão para contabilizar as perdas.

O cânhamo manipulado geneticamente (cânhamo industrial) é sem dúvida uma boa jogada financeira por parte das petrolíferas e petroquímicas em o tolerar, pois estas continuarão a ter os seus lucros financeiros quase intactos. E as farmacêuticas manterão os seus completamente intactos. Com o cânhamo industrial podem-se produzir coisas interessantes mas que não passam disso. São apenas pequenas picadas financeiras sem importância nas petroquímicas e petrolíferas. Não são com as estúpidas sementes certificadas e restritamente cotizadas e monopolizadas que a população mundial se livra do petróleo e seus derivados e do grave problema ambiental, que se agrava dia a dia. Também não são com os vinte e sete mandatários das petrolíferas que se encontram na UE, disfarçados de governos que obrigam quatrocentos milhões de pessoas a serem poluidores forçados, impondo o gasóleo e a gasolina. O Planeta não é só deles. Ou será?

É interessante verificar como os médicos de uma forma inconsciente são coniventes com o aquecimento global . Certamente que nem eles próprios se aperceberam disso, mas infelizmente na realidade são. Perguntei a cinco médicos separadamente se conheciam o cânhamo útil, a resposta foi taxativamente igual:- Não. Mas por cannabis todos o conhecem. É impressionante a ignorância desta classe sobre as reais capacidades do cânhamo aplicadas na saúde e em todo o resto. Eles só sabem aquilo que as farmacêuticas querem que eles saibam. E esta minha afirmação é corroborada pelo livro que tem o seguinte título, Marijuana a Medicina Proibida. Ele é escrito por dois médicos americanos que são professores na Harvard Medical School, os Drs. Lester Grinspoon e James B. Bakalar. Mencionam que o estudaram para além de vinte anos, dos quais onze incidiram sobre a sua nocividade, sobretudo disparates e muito pouco a enaltecer o seu valor. Realçando também, as dificuldades e os entraves às suas pesquisas. Todos os médicos têm neste livro verdades que lhes são ocultas e também, podem e devem ver o sítio da International Association for Cannabis as Medicine (IACM), cuja direcção é composta por dez médicos de países diferentes http://www.cannabis-med.org/ . O aquecimento global não se resolve com anti-piréticos, resolve-se com o cânhamo útil/droga, com produções de 9.352 litros/ha e com uma redução de -75% de CO2, -70% de NO e -50% de HC. É aqui que toda a classe médica tem que entrar, desmitificando 70 anos de mentiras que começaram nos U.S.A. Isto, no caso de quererem legar aos seus filhos e netos um Planeta mais ao menos habitável. Por cá também se falam e escrevem disparates. Por exemplo, que o cânhamo útil com o decorrer dos anos pode vir a provocar a necessidade de amputação dos membros superiores ou inferiores. Esta hipótese, é equivalente a uma que fosse proferida por um engenheiro químico, com este teor: - A água pode arder. Só que esta última, faria rir a população mundial e a primeira devido à total falta de informação, pode vir contribuir para a alimentação da mentira.

Caro Dr. Mansilha (IOL 14/11/06), o cânhamo é o vasodilatador (natural) mais poderoso que existe, motivo pelo qual os olhos dos fumadores ficam vermelhos ao fim de quinze a vinte minutos, dilatando as vias respiratórias, bronqueais e pulmonares, permitindo uma maior oxigenação de todas as células do nosso corpo. Se eventualmente esta afirmação lhe parecer digna de pouco ou nenhum crédito, faça o teste de oxigenação sanguínea pré charro e pós charro. Estou certo de que se o fizer, será o senhor o próprio cangalheiro do seu indefenido pode. Salvaguardo, desde que não lhe alterem os valores das análises. Pelo sim e pelo não, é melhor acompanhá-las. O Dr. Goulão, é um cumpridor nato para com as convenções internacionais (D.N. 05/05/07), nem que estas estejam baseadas em mentiras. Doutor, não são setenta anos de jovens mentiras de convénio por parte das farmacêuticas, que retiram a verdade ao mais que bilenar cânhamo. Quanto ao salto para o escuro (reporto-me única e exclusivamente ao cânhamo), penso que é deformação profissional, motivada por leituras excessivas de literaturas encomendadas pelas farmacêuticas contra o cânhamo. Creio que seria oportuno começarem a trocar uns e-mails com os vossos colegas Bakalar e Grinnspoon, para a Havard Medical School, e Kirsten Müller-Vahl, director da IACM, e verem também o trabalho que o vosso colega Guzman está a desenvolver: www.americanmarijuana.org/Guzman-Cancer .Felizmente, está a formar-se uma nova facção de médicos que defendem o cânhamo e é interessante verificar que chocadeira (EUA), que chocou tantos ovos de mentiras sobre o cânhamo, está a começar a chocar muitos ovos da verdade.

O Dr. Donald Tashkin, especialista em pneuma da Universidade da Califórnia em Los Angeles, chefiou uma equipa que estudou 1.209 pessoas e concluiram que fumar cânhamo não causa cancro nem aos fumadores mais assíduos. Os resultados deste estudo foram apresentados em 26 de Junho de 2005,na conferência anual da Sociedade de Investigação Cannabinoide (ICRS) em Clearwater. Para ver detalhes sobre este estudo consulte: www.chanvre-info.ch/info/en/cannabis-sm ... cause.html . Para obter mais rubricas sobre esta matéria, nomeadamente uma entrevista do Dr.Tashkin, coloque em busca: Donald Tashkin. Foi notícia na televisão e imprensa que o cânhamo provoca a esquizofrenia, porém estes arautos das desgraças do cânhamo são tão distraídos e obstinados que se esqueceram dos outros 50% que compõem o restante da notícia. Esqueceram-se de noticiar que o Ministério da Saúde Suíço o considerou não convincente e também omitiram o parecer do Dr. Ambros Uchtenhagen: “Os resultados são puramente hipotéticos e não devem ser deturpados de forma nenhuma, particularmente para fins políticos, como dizer que agora sabemos que o cânhamo produz esquizofrenia”. Contudo, o que ficou a prevalecer para a população é que o cânhamo provoca a esquizofrenia e assim... se reproduz o culto da mentira. O Dr. Wulf Rössler, co-autor do estudo negativo do cânhamo, pode ter prestado um excelente serviço para as farmacêuticas e petrolíferas, mas está a prestar um péssimo serviço ao Planeta e á população mundial.

 www.chanvre-info.ch/info/en/Estudo-most ... menta.html

Os detractores do cânhamo, vêm sempre com estudos meramente retóricos desprovidos de realidade e carregados de hipóteses. Muitos destes artigos nascem em secretárias,ou em computadores, que por sua vez transitam para outras secretárias para levarem o acabamento final, ou seja, de uma ou mais assinaturas dos ditos médicos independentes, mas muito dependentes do dinheiro. Este é um método usual por parte das honrosas farmacêuticas para com as suas drogas quando as querem implantar no mercado. Estes factos são denunciados pela Drª. Adriane Fugh-Berman da Universidade de Georgetown em Washington. Para desenvolvimento desta notícia coloque em busca: Folha Online – Ciência – Médica dos EUA denuncia fraude em ... Por que razão não hão-de as farmacêuticas proceder da mesma forma contra o cânhamo,se este é a erva daninha das suas contas bancárias? Elas utilizam formas muito desonestas para obtenção dos seus objectivos, indo ao ponto de produzir drogas para doenças imaginárias. Incrédulo/a? Então leia com os seus próprios olhos a entrevista dada pela Drª. Marcia Angell e autora do livro, A verdade sobre os Laboratórios Farmacêuticos.

O seu curriculum é invejável e pode ser lido em: http://en.wikipedia.org/wiki/Marcia_Angell .

Fonte: http://www.cannabis.com.pt/

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Nova espécie de maconha ganha apelido de Mel Gibson

Segundo TMZ, a droga foi batizada assim nos posto de saúde dos Estados Unidos devido ao seu efeito.

Uma nova "espécie" de maconha ganhou o apelido de "Mel Gibson" e está dando o que falar nos postos de saúde que vendem a droga para o uso médico nos Estados Unidos, diz o site TMZ.

Segundo a publicação, o ator, obviamente, não está envolvido com nada disso, mas o apelido veio devido ao efeito da erva. "Uma vez que você fuma (a maconha Mel Gibson), deixa você 'fora de si'", disse um funcionário de um desses ambulatórios que vendem a maconha.

Cameron Diaz - "Comprei erva ao Snoop Dog quando era adolescente"

Cameron Diaz revelou durante o programa do apresentador George Lopez na quarta-feira, 19, que comprou maconha de Snoop Dogg quando era adolescente: "Estudávamos na mesma escola, ele era um ano mais velho. Eu me lembro bem dele: ele era muito alto e magrinho, tinha vários rabos de cavalo e eu tenho certeza que comprei maconha dele", disse a atriz. "Eu tinha que experimentar", acrescentou.



O apresentador ainda brincou perguntando: "Você já era natureba no colégio?", fazendo referência ao estilo de vida adotado pela atriz que faz parte do grupo das estrelas de Hollywood que tentam levar uma vida ecologicamente correta. "Com certeza. Foi ali que comecei a me envolver com estas questões", respondeu arrancando risos da plateia.

Empresa dos EUA especializada em maconha diz que produzirá na Guatemala

A empresa americana Medical Marijuana anunciou nesta quarta-feira que sua divisão "The Hemp Network" (A Rede Maconha) deu seus primeiros passos na Guatemala para produzir e distribuir maconha industrializada com finalidade terapêutica, segundo informou o jornal "Prensa Livre".

O objetivo é converter o material em centenas de "produtos úteis e logo utilizar sua base global de distribuidores para criar uma consciência de produtos feitos de maconha", disse um comunicado à imprensa o presidente da empresa, Don Steinberg.

A maconha é uma planta, conhecida também como "marijuana" em espanhol, com a qual é possível fazer fibras, telas e cordas, assim como extrair azeite de suas sementes e produzir alimentos orgânicos.

A empresa americana não divulgou o local nem a mudança que fará no início da produção na fábrica em território guatemalteco.

A Medical Marijuana foi fundada em março de 2008 em Oregon, Estados Unidos, com o objetivo de fornecer soluções e expandir o uso médico da maconha, segundo o site oficial da empresa na internet.

Jogador holandês é preso por tráfico de maconha em buquês de flores

O jogador Terence Mateus Koetsier, do Feyenoord, da primeira divisão da Holanda, foi preso por tráfico de maconha para vários pontos da Europa.

O holandês, que utilizava buquês de flores para enviar a droga aos clientes, foi preso no município de Tirajana, na Espanha, onde realizava pré-temporada com o clube.

A polícia chegou ao local com uma ordem de busca europeia. Ketsier é acusado de participar de mais de 55 envios de maconha escondida nos buquês.

A polícia holandesa interceptou três envios, com uma quantidade total de 495kg da droga. Policiais do Reino Unido encontraram um outro pacote, com 140kg. Os britânicos estavam à procura do jogador desde 2008, quando os casos foram descobertos.

Entre janeiro e outubro de 2004, o jogador de 24 anos contou com a ajuda de quatro amigos na distribuição das drogas.

"Pot Farm" - Plantar Cannabis no Facebook

Nas verdejantes planícies do Facebook, não brotam apenas frutas, verduras e legumes. Há também pé de maconha sendo cultivado e colhido na rede social.


Isso acontece graças ao Pot Farm, um game nos moldes do popular FarmVille. Nele, os usuários plantam e vendem a erva para crescer e avançar no jogo.



Diversas espécies de maconha, com custos e lucros diferentes, estão disponíveis. O visual faz referência à cultura hippie californiana dos anos 1960/70. Na hora de montar o seu avatar, é possível, por exemplo, criar um personagem que lembra o cantor country Willie Nelson (famoso por ser um defensor da legalização da erva).

Pot Farm já atraiu 1,2 milhão de membros em menos de um ano de existência, mesmo sendo proibido para menores de 21 anos. Parece pouco frente aos 58 milhões de fazendeiros do FarmVille no Facebook, mas isso já garante algum dinheiro nos bolsos de seus desenvolvedores e de Mark Zuckerberg.
Segundo o jornal californiano "East Bay Express", Pot Farm rende mensalmente, pelo menos, US$ 148 mil. A estimativa usa como base de usuários o número de 1,5 milhão e calcula que, em jogos sociais, cerca de 2% dos usuários gastam dinheiro real para acelerar a jogatina e abocanhar habilidades. O item mais barato custa US$ 5.

Talvez seja essa a razão para o Facebook ainda não ter removido o jogo, embora a política para desenvolvedores da empresa diga que estão proibidos aplicativos que "promovem ou têm material que faz referência a, facilita ou usa atividade ilegal".

O que é possível saber é que, quando o game é jogado dentro da rede social, itens como cachimbos -que aparecem no site do game- são vetados. E não há imagens de gente queimando a erva.
Os criadores do jogo não revelam suas identidades e dificilmente concedem entrevistas. O único canal de comunicação é uma conta no Twitter, na qual Reef Floyd, um vovô fictício que parece um sobrevivente do festival de Woodstock. A Folha não conseguiu falar com ele.

Em uma rara entrevista, Floyd disse ao site Social Times: "Nos anos 60, eu plantava maconha com os amigos. Outro dia, estava falando com um deles e pensamos: "Deveríamos fazer um jogo disso". Estávamos vendo a explosão dessas coisas de rede social e tal e meu amigo soltou: "É uma revolução, bicho, tipo os anos 1960".

Polícia colombiana apreende pombo-correio que levava drogas a prisão

A polícia colombiana informou ter capturado, na última terça-feira, um pombo-correio que estava sendo usado para infiltrar maconha e cocaína não refinada dentro de um presídio em Bucaramanga, no nordeste do país.

Os agentes policiais disseram ter encontrado o animal nos arredores da prisão, com um pacote de cerca de 45 gramas de droga preso ao seu corpo com um alfinete.
Os policiais disseram à rádio colombiana Caracol que o peso excessivo da carga impediu que o pombo conseguisse transportá-la para dentro dos muros do presídio.

Um porta-voz da polícia disse que o "narcopombo" deve ter sido treinado pelos presos ou por comparsas e que a iniciativa não é inédita: em ocasiões anteriores, foram descobertos outros pombos-correio aparentemente treinados para levar cartões de memória de celular para dentro dos presídios.
O comandante da polícia de Bucaramanga, José Ángel Mendoza, disse à Rádio Nacional da Colômbia que as autoridades foram avisadas do pombo-correio por vizinhos do presídio.
O animal apreendido está sendo cuidado pelas autoridades ambientais locais, segundo a polícia.

"Leite de Canhamo" ganha consumidores na América do Norte - HEMP MILK

"O 'hemp milk' tem saído tão bem quanto o leite de soja, e pais me dizem que o sabor baunilha é perfeito para as crianças", diz Marcus Amies, gerente da loja de produtos naturais Jimbo's, num subúrbio de San Diego, Califórnia (EUA). O produto -um leite vegetal orgânico com leve sabor de nozes e rico em aminoácidos essenciais e ômega 3 e 6- teria tudo para atingir mercados mundiais de orgânicos, não fosse um detalhe: é feito a partir de Cannabis sativa L., a planta da maconha.

Após seis décadas de proibição no Canadá por seu uso recreativo, o cultivo comercial do cânhamo reiniciou-se em 1998.

Os EUA, que forçaram o vizinho à criminalização nos anos 1930, abocanham hoje 59% das exportações. Lá, o litro do leite de cânhamo custa US$ 4,99; a garrafa de 457 g de azeite, US$ 14,99; e barrinhas energéticas, US$ 2,29. No Brasil, os produtos não estão disponíveis.




Nutrientes

"Como sementes de outras plantas, a maconha tem constituintes nutritivos", diz o psicofarmacologista Elisaldo Carlini, da Universidade Federal de São Paulo. Segundo ele, não há risco de sentir "barato" ao ingerir esses produtos.

"Nas sementes não se encontra quase nada de THC [tetrahidrocanabinol, sua molécula psicoativa]", afirma.

A substância concentra-se na resina excretada pelas flores da planta fêmea, não usada nos alimentos. Ademais, o cânhamo industrial tem concentração de THC de 0,5%, contra mais de 5% da cepa usada para fins recreativos.

Seu óleo é rico em ácidos graxos essenciais -ômega 6 e ômega 3. Embora não sejam sintetizados pelo organismo, são necessários, por exemplo, para a transmissão de impulsos nervosos, síntese de hemoglobina e divisão celular.

"O que chama a atenção não é apenas a quantidade, mas sua proporção", diz a nutricionista Samara Crancio, do Conselho Regional dos Nutricionistas de ES, MG e RJ.

O óleo do cânhamo apresenta uma razão de três partes de ômega 6 para uma de ômega 3 -dentro da ideal, entre 2:1 e 3:1, proposto por pesquisas, diz Crancio. "O mais próximo disso é o óleo de canola, mas o do cânhamo é melhor. Já uma razão muito elevada favoreceria o desenvolvimento de doenças alérgicas, cardiovasculares e inflamatórias."

As proteínas da semente fazem dela uma boa opção vegetariana, segundo a nutricionista. "Poucos alimentos vegetais têm proteínas de alto valor biológico, e entre eles estão as sementes de soja e de cânhamo."

Enquanto a soja é indicada especialmente para mulheres que entram na menopausa ou que precisam fazer reposição hormonal, por conta das isoflavonas -fitoesterol que "imita" o hormônio feminino estrogênio-, o cânhamo é bom para pacientes com deficiência de ácidos graxos essenciais, crianças e atletas, diz Crancio.

Em 100 g de semente ainda estão presentes mais de 100% da recomendação diária de vitamina A e quase o suficiente de B1 e B2. Como sua produção não exige herbicidas nem fertilizantes, sua maior parte é certificada como orgânica, segundo o Departamento de Agricultura do Canadá.

Seria então o alimento perfeito? Ainda é cedo para dizê-lo. "Geralmente, alimentos têm componentes bons e ruins, e o importante é oferecer um que seja seguro. Ainda não encontrei estudos científicos que comprovem que essa semente seja livre de compostos antinutricionais", diz Jocelem Salgado, professora de Nutrição Humana da Esalq-USP e presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais.

Produto de exportação

O negócio ainda é pequeno. Segundo a Aliança Comercial Canadense do Cânhamo, o mercado de qualquer nova variedade agrícola demora de 15 a 50 anos para se desenvolver. O cultivo legal do cânhamo mal alcançou uma década.

Ainda assim, as exportações vêm crescendo. Segundo o Departamento de Estatística canadense, o país exportou em 2007 US$ 2,1 milhões em sementes, comparados a US$ 1,3 milhão no ano anterior.

A americana Living Harvest produz o leite de cânhamo há dois anos e, nos próximos meses, lançará o sorvete Tempt. Como o cultivo é ilegal nos EUA, precisa importar toda a matéria-prima do Canadá. Já a Manitoba Harvest, que produz o leite Hemp Bliss, é canadense, mas exporta 65% de sua produção -60% para os EUA.

Mike Fata, presidente da empresa, quer espalhar o leite pelo globo. "Estamos nos mudando para uma fábrica muito maior. [Vamos] aumentar nossa capacidade, dar conta da demanda norte-americana e expandir nossos mercados. Já entramos em contato com empresas no Brasil e vamos lançar produtos aí quando for a hora."

Não será fácil. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proíbe sua importação, seja como matéria-prima, seja como produto semielaborado ou seja como produto acabado, embora a semente já entre no Brasil em rações para aves da família dos psitacídeos (como papagaios).

Jocelem Salgado, que alimenta seus pássaros com esse tipo de ração, crê que as prateleiras brasileiras não receberão cedo os alimentos de cânhamo. "Nossa legislação é mais séria. É necessário muita pesquisa."

Comente e diga a sua opinião sobre este leite, Consumiria? Ja provou e não gostou? Diga-nos o que pensa a sua opinião é importante...

Uso de Cannabis Medicinal no Reino Unido

Uso de Cannabis sativa e seus constituintes ganha amplitude. Notícia divulgada hoje no jornal Folha de S. Paulo on-line, diz que cápsula a base de canabidiol, um dos constituintes da planta, ajuda pacientes com fobia social. Outra notícia conta que medicamento a base de Cannabis será utilizado no Reino Unido para tratar esclerose múltipla.

Uma substância extraída da maconha ajuda a tratar pacientes com fobia social. É o que mostram dois estudos inéditos da USP de Ribeirão Preto com pacientes que ingeriram cápsulas de canabidiol, um dos 400 compostos encontrados na erva. Em um dos trabalhos, dez pacientes foram avaliados por imagens do cérebro: após o consumo do remédio, as áreas cerebrais que são hiperativadas nos doentes tiveram atividade reduzida. Isso indica que a substância pode atuar diretamente na região e minimizar os sintomas desse tipo de fobia.

A outra pesquisa analisou os níveis de ansiedade de 36 pessoas que tiveram de falar em público -uma das situações mais complicadas para quem tem o transtorno. Todos tiveram de fazer um discurso de quatro minutos em frente a uma câmara -24 deles tinham a doença e 12 ingeriram canabidiol. Os voluntários com fobia social que tomaram a cápsula apresentaram sinais de ansiedade semelhantes aos dos saudáveis. Já os doentes que ingeriram placebo mantiveram os padrões de ansiedade causados pela fobia.

Os mecanismos de ação da substância ainda não são bem conhecidos pelos pesquisadores. Mas já se sabe que o canabidiol tem um efeito tranquilizante mesmo em pessoas saudáveis. A fobia social pode ser tratada com remédios e psicoterapia. Mas as drogas podem demorar até 20 dias para ter efeito e causar dependência.



“Nesse experimento, observamos o efeito com uma única dose, o que faz supor que o canabidiol tenha a vantagem de começar a agir de imediato”, diz o psiquiatra Antonio Zuardi, do departamento de neurociências e ciências do comportamento da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto. Para os pesquisadores, os resultados também ajudam a explicar por que pacientes com transtornos de ansiedade fumam maconha com mais frequência do que a população geral. “Talvez eles não procurem a droga pelo “barato”, mas pela ação do canabidiol. Seria uma forma de automedicação. O problema é que eles consomem junto outras substâncias com efeitos negativos”, afirma José Alexandre Crippa, também psiquiatra da USP de Ribeirão Preto.

No Brasil, ainda não há autorização para o uso terapêutico de nenhuma substância derivada da cannabis.




No Reino Unido, medicamento à base de maconha vai tratar esclerose.

O Reino Unido aprovou na semana passada o uso de um medicamento à base de dois compostos da maconha para tratar sintomas da esclerose múltipla. A Espanha deve aprovar o uso até o final do ano. Para os pesquisadores brasileiros, o impacto político da decisão é “imenso” e pode ajudar no processo de autorização do uso medicinal da erva no Brasil.

Por aqui, a importação dos princípios ativos para pesquisa esbarra na burocracia e demora meses. “Há quem seja totalmente contra e outros querem liberação total. Não é por aí. Defendemos somente o uso medicinal. Esse remédio tem dosagem correta, não é como um baseado”, diz Crippa.

Defende-se a criação de uma agência brasileira para regular o uso medicinal da maconha. “Há 25 países que importam esse remédio para uso clínico ou para pesquisa. Mas, no Brasil, acham que não é bom”, ironiza Elisaldo Carlini, psicofarmacologista da Unifesp.

Pessoas que sofrem de esclerose múltipla não têm quase nenhuma escolha para o tratamento, que faz uso de analgésicos, antidepressivos e fisioterapia. A esclerose múltipla é uma doença neurodegenerativa irreversível, na qual o paciente perde o controle de seus músculos, os quais vão atrofiando e deixando o paciente aos poucos paralítico. É uma doença para a qual não existe cura, apenas medicamentos para minimizar os sintomas. Qualquer novo medicamento que possa minimizar o sofrimento de doentes com esclerose múltipla de maneira efetiva, sem riscos para a saúde, deve ser desenvolvido para uso clínico.

O mesmo vale para medicamentos que controlam a ansiedade excessiva, uma doença que muitas vezes requer a utilização de medicamentos que causam dependência e com o tempo perdem seus efeitos. O uso de canabidiol, que não é alucinógeno, deve ser investigado a fundo para que, se sua ação for comprovada, possa ser eventualmente utilizado no tratamento de ansiedade crônica.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Comer manga aumenta os efeitos da Maconha

Comer uma manga (Manguifera indica) bem madura cerca de 30 minutos antes de fumar um baseado aumenta drasticamente os efeitos dos cannabinoides, tanto em potência quanto em duração.

Isso mesmo, não estou brincando, nem é lenda, mas fato científico.

Tal fenômeno ocorre porque mangas maduras (entre outras plantas) são ricas num óleo essencial aromático (e psicoativo) chamado Mirceno, que tem a capacidade de atravessar facilmente o córtex cerebral e tem grande afinidade com cannabinoides, levando-os consigo através dos caminhos fisiológicos. Ele é o responsável pelo aroma acentuado destas frutas e de várias plantas aromáticas, ele tem grande longevidade no organismo e sua afinidade cannabinoica funciona para quaisquer moléculas com alguma similaridade.

Mirceno, ou ß-mirceno, é um composto orgânico oleofínico natural classificado como um monoterpeno. Terpenos são dímeros do isopreno. Outro exemplo de terpenos psicoativos são aqueles encontrados Salvia divinorum, as "salvinorinas", que são diterpenos extremamente potentes que também possuem a mesma afinidade fisiológica do Mirceno.

Ele é ainda produzido em larga escala de forma semi-sintética, geralmente a partir de plantas do gênero Myrcia, sendo uma espécie de fixador, além de componente chave para a síntese de várias fragrâncias.

As Mangas que concentram a maior quantidade de Mirceno, quando maduras, são as variedades Cavalo, Rosa, Espada e Paulista (Andrade, E. H. A.; Maia, J. G. S.; Zoghbi, M. G. B.; J. Food Comp. Anal. 2000, 13, 27.)

Também encontra-se Mirceno em quantidades consideráveis no Capim Sidreira (Cymbopogon citratus), na Erva Cidreira (Lippia alba) e no Loureiro ou Louro (Laurus nobilis), planta que "fazia a cabeça" dos antigos gregos em forma de ornamentos do tipo "coroas", ainda hoje referenciadas como símbolo olímpico.

Casa construida com canhamo...



Cronica: As provas cientificas não contam, Senhor Ministro?

As provas cientificas não contam, Senhor Ministro?

Que o consumo de canábis é menos prejudicial à saúde que o tabaco e o álcool, já é do conhecimento científico. Contudo, por que razão teima o poder político em aniquilar as vozes emergentes?

Certamente, faz-me pensar na necessidade de Gordon Brown,primeiro ministro do Reino Unido, continuar a agradar a faixa mais conservadora. Porém, certamente, não pensou na sua incoerência científica e discursiva quando esteve prestes a considerar a canábis uma droga dura.

Como a sua falta de senso é de um tamanho descomunal, foi preciso que David Nutt, principal conselheiro do Conselho Científico, afirmar, com base em estudos realizados, que o canábis é menos nocivo que o álcool.

-O que acontece em seguida? – perguntam vozes curiosas.
- É despedido! – manda Brown.

Pois é, isto de dizer a verdade tem o seu preço.
O que Brown não pensou é na aliança dos cientistas.
Nunca se esqueça, Senhor Ministro, os cientistas convivem com outros cientistas, são renegados do mundo. Por isso, acha mesmo que não iam defender um dos seus?
Erro crasso que vai sair caro.

-Por que razão? – voltam a perguntar a vozes curiosas.
- Simples, simples. Ter a comunidade científica unida contra a comunidade politica é uma paragem na evolução. – respondo eu, antecedendo a guerra que vai ser travada.

“Os erros passam, a verdade fica”, já referia Diderot no século XVIII, talvez antevendo a falta de discernimento de um Chefe de Estado que deveria, em pleno século XXI, saber que canábis pode ser benéfico para a saúde e que o conhecimento científico cabe aos cientistas.
Pode ser que com o aumento dos custos médicos e de doenças cardio-respiratórias, facilmente tratáveis com o uso e consumo de canábis nas suas diferentes vertentes, os governos compreendam que as medidas pró-canábis surtiriam numa diminuição de doenças causadas pelo consumo de tabaco e álcool, este sim, bem mais prejudicial, segundo Nutt.

Criado por : Andreia S.
Para : Cannabis.com.pt

sábado, 15 de janeiro de 2011

Cannabis medicinal em israel

Stonnerville trailer



Novo filme acabadinho de sair, Stonnerville, para quem gosta de assistir acompanhado de uma boa ERVINHA...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A cenoura é droga... ler até ao fim!!!

A Cenoura é Droga!

" O governo norte-americano irá divulgar ao Mundo que esta brilhante e terrível descoberta só foi possível com estreita colaboração dos anti-Terra e seus pares.

Segundo uma fonte credível, os governos da Europa receberam ordens da sede situada em Casa Preta, Washington U.S.A. para reunirem logo após a sua divulgação.

Nesta reunião, irão ser deliberadas leis muito pesadas para os prevaricadores. Os produtores de cenouras serão vigorosamente punidos por Lei, assim como os transportadores e os consumidores.

Alerto aos possíveis saudosistas para que a posse de uma só cenoura em vaso é motivo de punição.
Adianta a mesma fonte, para vários pontos:

1º A cenoura será alcunhada cientificamente de cenoubís. A palavra cenoura será irradiada, assim como todos os seus benefícios e aplicações, criando-se desta forma a nova psicose para tão perigosa e terrível droga.

2º A palavra cenoubis, crêem os seus mentores, irá fazer arrepiar os novos e vindouros primatas, enquanto os mais velhos irão desaparecendo. Desvanecendo-se assim todos os seus benefícios e aplicações.

3º Todas as lacunas, devido à inexistência das cenouras, serão preenchidas pelas indústrias petrolíferas, petroquímicas e farmacêuticas.
4º Serão efectuadas lavagens cerebrais a nível Mundial. Principalmente a juízes, médicos e jornalistas. Seguir-se-ão as forças policiais. A estas, ser-lhes-ão fornecidas ilustrações da cenoubis para elucidação e intimidação das populações.
5º As lavagens acima citadas irão ser feitas com xampôs das grandes multinacionais. O sabão não é permitido por ser biodegradável, de baixo custo e pela principal razão de as grandes multinacionais não fabricarem produtos da Idade Média.
6º Que assim se diga e que assim se escreva: A cenoubis é droga.
Muitos de vós se estarão a rir, ocorrendo-vos à mente que os meus neurónios foram fundidos por um queimador de Kreps. Outros, a pensarem que tenho uma mente mais retorcida que um tubo de destilação de serpentina. Não, nada disso. Estamos a viver a realidade da irrealidade da cenoubis há mais de 57 anos de mentiras. Por cá, na ocidental praia lusitana, há 34."
By Anon in MundoCanabico.

Medicamento israelense feito com cannabis reduz pressão sanguínea

Uma droga baseada em um componente da cannabis para reduzir a pressão sanguínea foi criada por um estudante de doutorado em farmacologia da Universidade Hebraica de Jerusalém que recebeu hoje o prêmio Kaye para a inovação.

Yehoshua Maor receberá hoje um prêmio Kaye para a inovação, estabelecido em 1994 pelo empresário industrial Isaac Kaye para promover a pesquisa na universidade.

Maor pesquisou a atividade cardiovascular dos cannabinóides, componentes químicos derivados da cannabis, a fim de criar um substituto para os pacientes que não responderem positivamente às drogas de hipertensão convencionais.

O principal obstáculo que Maor conseguiu superar foi isolar os componentes químicos da cannabis com um efeito benéfico das propriedades psicotrópicas não desejadas.

Maor criou uma versão sintética de um componente menor da cannabis chamado cannabigerol, sem efeitos psicotrópicos.

A nova droga reduz a pressão sanguínea, relaxa os vasos sanguíneos e produz uma resposta antiinflamatória, qualidades que a tornam particularmente benéfica para diabéticos

Arvore de Cannabis de Natal apreendida na Alemanha


Um pé de maconha com dois metros de altura, cravejado com decorações de natal, foi apreendido pela polícia de Koblenz, Alemanha. Nessa quarta-feira (8) a polícia brincalhona lançou um comunicado com o título "All you need is love", por ser o dia do aniversário de morte do Beatle John Lennon.

"Hippies celebram o natal também... mas de uma forma diferente", diz a nota. Os detetives do departamento de narcóticos descobriram a árvore atípica ao revistar a casa de um "velho de 68", em referência não à idade do acusado, mas ao ano de efervescência política e cultural entre jovens de todo o mundo, em especial na Europa.

O homem tinha colocado um pé de maconha com dois metros de altura em uma base da árvore de natal e adornou com luzes e decoração de Natal.

"Em resposta aos atônitos detetives que fizeram a 'descoberta', o fã de haxixe confirmou que a árvore ia receber mais decoração e, na época do Natal, presentes iam ser colocado em sua base de acordo com a tradição", continuava o bem humorado comunicado

Operação destrói 82 hectares de maconha na fronteira Paraguai-Brasil

Agentes antidrogas paraguaios e brasileiros destruíram 82 hectares de plantações de maconha no departamento de Canindeyú, ao nordeste do Paraguai, na fronteira com o Brasil, informaram nesta sexta-feira fontes oficiais. Dentro da operação "Aliança V", a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai informou em comunicado da destruição dessas plantações durante o quinto dia de operações realizadas nas regiões de florestas de Canindeyú, no limite com o Estado do Paraná.

Os policiais destruíram 15 toneladas da erva e 80 quilos de sementes, dez prensas de madeira para compactar a droga e 25 acampamentos dos homens responsáveis pelo cultivo, detalha o documento, que não precisa a data de conclusão da operação.

Segundo as autoridades paraguaias, nas regiões de florestas dos departamentos de Canindeyú, Amambay e Concepción, todos na fronteira com o Brasil, existem muitas plantações de maconha, e nesta região operam quadrilhas de narcotraficantes que abastecem de maconha e cocaína muitos dos países vizinhos.

Polícia colombiana apreende 10 toneladas de maconha das Farc

A polícia antinarcóticos da Colômbia informou nesta sexta-feira a apreensão de mais de dez toneladas de maconha, carga atribuída às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A apreensão aconteceu em uma localidade rural do município de Lejanías, no departamento de Meta. No lugar foi descoberta uma casa que servia de depósito para a droga.

Segundo a polícia, que baseou a Operação Pegaso II em uma denúncia anônima, as dez toneladas de maconha pertencem à frente 26 das Farc. No total, foram achados 86 sacos de 60 quilos de maconha prensada e outros 4.940 kg ainda para serem prensados. Toda a carga já foi incinerada.

Segundo os investigadores policiais, que não informaram sobre detidos, o valor da droga apreendida no mercado internacional seria de US$ 1,6 milhão.

Professor de tênis também ensinava a fumar maconha

Um professor de tênis de filhos de funcionários da represa hidroelétrica de Yacyretá, compartilhada por Paraguai e Argentina, foi preso por incentivar seus alunos a fumar maconha.

O professor Sergio Cardozo, 41 anos, foi preso após denúncia de um dos funcionários de Yacyretá, que descobriu seu filho de 16 anos "completamente drogado" após voltar da aula de tênis no clube da represa, revelou nesta segunda-feira o promotor Víctor Segovia.

De acordo com Segovia, o jovem admitiu que obteve a maconha com o professor quando fazia aula de tênis com outros jovens, que também tiveram acesso à droga.

O professor admitiu ser usuário de drogas e que possuía certa quantidade de maconha, como confirmou a polícia no apartamento de Cardozo, em Ayolas (300 km ao sul de Assunção), segundo a Secretaria Nacional Antidrogas.

México apreende 105 toneladas de maconha em Tijuana

As autoridades mexicanas encontraram na segunda-feira mais de 105 toneladas de maconha, na maior apreensão desta droga feita nos últimos anos no país, em uma operação na cidade de Tijuana, próxima a San Diego, na Califórnia, informou o Exército.

"Apreendemos mais de 10 mil pacotes de maconha, com peso aproximado superior a 105 toneladas", disse o general Alfonso Duarte, comandante da II Zona Militar de Tijuana, acrescentando que 11 pessoas foram detidas na operação.

10 mil pacotes de maconha foram apreendidos na fronteira do México com os EUA.

Segundo o general, a maconha apreendida renderia 4,2 bilhões de pesos (335 milhões de dólares) nas ruas do México, e duas ou três vezes este valor no mercado americano, onde os traficantes pretendiam negociar a droga.

O governo mexicano mantém 50 mil soldados mobilizados desde o fim de 2006 para o combate aos cartéis de narcotraficantes. Desde então, mais de 28 mil pessoas foram assassinadas, a maioria em ataques atribuídos a disputas entre os grupos criminosos.

Tijuana, a cidade da apreensão gigantesca, é vizinha do Estado americano da Califórnia, onde no dia 2 de novembro será votada em referendo uma proposta para legalizar o cultivo, transporte e venda de maconha.
Em todo o estado mexicano de Baixa Califórnia, onde está localizada Tijuana e que fica 2,8 mil km ao noroeste da Cidade de México, foram apreendidos 130 toneladas de maconha nos últimos três anos. Além disso, as autoridades descobriram nos últimos 12 meses dezenas de túneis construídos para transportar a droga até a Califórnia.

A gigantesca apreensão aconteceu depois de uma troca de tiros entre a polícia municipal de Tijuana e criminosos que integravam um comboio de sete veículos. Onze traficantes foram detidos na operação.
A polícia e o Exército mexicano encontraram maconha em três caminhões e, depois dos interrogatórios dos detidos, localizaram mais droga em um rancho e em uma casa de Tijuana, assim como em uma casa do município de Playas de Rosarito, próximo a Tijuana.


México - 1h26  - Pacotes de maconha apreendidos são exibidos em Tijuana. Em uma operação conjunta do exército com as polícias estaduais e municipais .... Foto: AP
Uma fonte policial informou à AFP que 30 toneladas foram encontradas nos caminhões, 70 toneladas no rancho e cinco nas casas inspecionadas. Duarte não explicou a qual grupo de narcotraficantes que opera na região pertencia a droga, que foi exibida à imprensa.

O Exército mexicano apreendeu em abril 18 toneladas de maconha também em Tijuana, no que era considerado a maior apreensão da droga nos últimos anos no México. No total, as forças de segurança mexicanas apreenderam no ano pasado 2.105 toneladas de maconha, segundo dados oficiais do governo.

Fumar cannabis aumenta susceptibilidade ao cancro e infecções

Um grupo internacional de imunologistas descobriu que fumar cannabis pode inibir o sistema imunitário. O estudo, publicado na revista European Journal of Immunology, revela o porquê de os consumidores desta droga se tornarem mais susceptíveis a certos tipos de cancro e infecções, avança o portal de saúde Alert Online.


A equipa, liderada por Prakash Nagarkatti da University of South Carolina, nos EUA, focou a sua investigação nos canabinóides, um grupo de substâncias encontradas nas plantas do género Cannabis, incluindo o delta-9-tetraidrocanabinol, actualmente utilizado para fins terapêuticos.


De acordo com o líder do estudo, a explicação para esta supressão está relacionada com um tipo singular de células imunitárias, que só recentemente foram identificadas, denominadas “myeloid-derived suppressor cells (MDSCs)”.


Enquanto a maioria das células imunitárias protege o organismo contra infecções e cancros, as MDSCs inibem o sistema imunitário. A presença destas células está aumentada em pacientes com cancro e acredita-se que podem suprimir o sistema imunitário, diminuindo a eficácia das terapias anti-cancerígenas.


Inibição do sistema imunológico


Os investigadores demonstraram que os canabinóides podem estimular um grande número de MDSCs através da activação dos seus receptores. Este estudo comprovou, pela primeira vez, que estas substâncias podem inibir o sistema imunológico, através da activação das MDSCs.


"Estes resultados levantam questões interessantes sobre se o aumento da susceptibilidade a certos tipos de cancro ou de infecções causadas por fumar cannabis resultam da indução de MDSCs", declarou Nagarkatti.


Se é verdade que, devido à sua natureza imunossupressora, os canabinóides podem causar um aumento da susceptibilidade ao cancro e de infecções, “mais estudos sobre estas substâncias podem proporcionar possibilidades para tratar um grande número de doenças para as quais a supressão da resposta imune é realmente benéfica".

Há cada vez mais consumidores de cannabis em tratamento


João Goulão, o presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT) e presidente do Observatório Europeu da Droga e Toxicodependência (OEDT) explica ao Destak os principais resultados do Relatório Europeu, ontem apresentado na AR. O consumo da cannabis na Europa atingiu um pico histórico e tem-se revelado muito menos "inofensivo" do que durante décadas se acreditou. Em Portugal, a seguir ao álcool, é a droga mais usada.
Isabel Stilwell | editorial@destak.pt

A crise poderá ter efeito no consumo de drogas?

O relatório recentemente apresentado pelo Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência faz um alerta para o facto de uma crise económica e social, com o aumento do desemprego, com dificuldades acrescidas para as famílias, poder ser um factor que conduz as pessoas a recorrem mais às substâncias psicoactivas. Na nossa realidade, temo sobretudo o abuso do álcool, que entre nós conta com uma enorme complacência social e fácil acesso. A tentação do lucro fácil também pode crescer, o que se pode reflectir num aumento do tráfico.

E em termos de prevenção e tratamento? O Governo já anunciou cortes no IDT?

Existe o risco dos governos desinvestirem no trabalho de prevenção e tratamento que tem vindo a ser feito, nas respostas ao nível da redução de riscos e minimização de danos, nas repostas ao nível da reinserção social. Do que conheço, diria que em Portugal temos das respostas mais sólidas a nível mundial, com 1600 a 1800 profissionais só nos serviços públicos, e um investimento anual de cerca de 75 milhões de euros... Mesmo com os cortes deste ano, que são da ordem dos 4%, acho que não nos podemos queixar.

Já há resultados avaliados?

Os indicadores que temos, em particular nos últimos 10 anos (período mais bem estudado e que tem a ver com as decisões políticas importantes que ocorreram em Portugal nomeadamente a descriminalização dos consumos), revelam uma evolução positiva. Com uma diminuição da prevalência do consumo de todas as substâncias ilícitas entre os mais jovens (dos 15 aos 19 anos), e com um número recorde de pessoas em tratamento. Para além de uma diminuição do peso relativo dos toxicodependentes para os números globais da SIDA.

Isso significa uma diminuição do consumo, ou que as consequências das substâncias que se consomem já não incomodam tanto a sociedade (a ressaca da heroína levava a roubar para consumir, por exemplo)?

Aquilo que posso dizer com alguma segurança é que os consumos problemáticos estão a diminuir e que há um uso mais utilitário, mais ligado a contextos festivos. Utilizar drogas com o objectivo de obter um determinado efeito, num determinado contexto, mas sem características de dependência, com menor nocividade para o próprio, embora o risco de dependência esteja sempre presente. O impacto para a comunidade diminui significativamente.

É aquilo a que o relatório chama de policonsumos?

Exactamente. A mesma pessoa, dependendo do objectivo, usa esta ou aquela substância. Sabem exactamente o que tomar e com que fim, mas há pessoas que o fazem duas vezes por ano, num festival tomam tudo e mais alguma coisa, e o resto do ano não tomam nada.

Daí o relatório afirmar que o trabalho de prevenção passa mais por modificar estilos de vida, do que propriamente pelo enfoque nesta ou naquela substância?

Sim, porque a dependência depende mais da relação que o indivíduo estabelece com a substância do que com a substância em si, embora haja algumas mais adictivas do que outras. Mas sobretudo o que queremos é que as pessoas consigam viver, produzir, divertir-se, enfim estar bem consigo próprias e com os outros, sem terem necessidade de recorrer a uma substância. Em vez de termos um discurso muito centrado na substância A, B ou C, importa é promover um estilo de vida mais autónomo e saudável.

Em relação à cannabis, o relatório define este momento como um “pico histórico” de consumo ( 23 milhões consumiram no último ano) e diz que aumentou a compreensão das consequências do seu consumo prolongado. Aliás, indica o número crescente de procura de tratamento, como sinal desse facto.

Apesar de tudo a cannabis teve um relativo decréscimo no grupo dos 15 aos 19 anos, o que é bom, mas os números indicam que 12% da população portuguesa, 1 milhão e 200 mil pessoas, experimentaram pelo menos um charro durante a sua vida, e vamos tendo cada vez mais pessoas com histórias de consumo de cannabis arrastadas, que aos 40, 50 anos ainda consomem.

E quanto ao tratamento?

Em Portugal, dos cerca de 38 mil em tratamento, 10% são consumidores de cannabis (na Europa a média é já de 22%).

Um dos factores preocupantes é o aumento da “potência” dos produtos da cannabis, não é?

As análises à cannabis apreendida indicam que tem aumentado o teor de THC, o que torna ainda mais descabida a ideia de que se trata de uma droga “leve”.

A descriminalização do consumo de drogas em Portugal faz dez anos. Tenho a ideia de que muita gente acredita que foi despenalizada ou seja que a cannabis se não é legal, é quase...

No ano passado fizemos um estudo de percepção, que demonstra, de facto, que há franjas significativas da população que revelam um desconhecimento sobre o quadro legal existente.

Julgo que não passa pela cabeça de nenhum jovem português que um polícia o prenda por o ver a fumar um charro. Será que as autoridades também estão confusas?

Não. Em cada ano que passa temos à volta de 6.500 a mil a 7 mil pessoas que são interceptadas no acto de consumir um charro, ou de consumir outra substância qualquer e que são conduzidas às Comissões para a Dissuasão da Toxicodependência.

Quer explicar o que são?

As Comissões de Dissuasão, vinte no país inteiro, são como uma segunda linha de intervenção preventiva. A prevenção pretende actuar antes que as coisas aconteçam, mas se acontecem, há um momento em que, tal como faz um árbitro, é mostrado um cartão amarelo, ou seja é dito: “Pensa lá na tua vida, vê lá o percurso que estás a tomar, sabes o que é isso que consomes e onde te pode conduzir?”

Como é que se vai parar à Comissão?

Vamos imaginar que a polícia intercepta um jovem a fumar um charro, pega nele, leva-o à esquadra e apreende a droga que tiver consigo. Se possuir mais do que a quantidade para o consumo regular durante 10 dias (há uma tabela que define o limite para cada substância), é mandado para tribunal e instaurado um processo judicial. Porque aí há a presunção de que poderá ser um traficante. Se tiver uma quantidade inferior é convocado para se apresentar na comissão da sua área de residência, no período de 72 horas.

E quando lá chega?

É avaliado por uma equipa técnica que avalia a história do consumo, a história pessoal, social, familiar. Essa informação é transmitida aos três elementos da Comissão, tipicamente, um jurista, um psicólogo e um técnico de serviço social. São eles que aplicam as sanções. Mas sem registo criminal. Se já for um toxicodependente, é convidado para um centro de resposta de tratamento.

E é obrigado a aceitar?

Pode não aceitar, mas aceitando o processo é em princípio suspenso durante 6 meses e vai havendo feedback sobre a adesão. Se não aceitar ou se nesses seis meses voltar a aparecer à comissão por ter sido novamente apanhado a consumir, pode incorrer em várias penalidades, que no caso de toxicodependentes nunca são multas pecuniárias, mas antes proibição de frequentar um local específico, trabalho comunitário, ser privado de benefícios sociais, etc. Se não voltar a aparecer durante esse período não acontece mais nada.

Como é que os jovens reagem?

No decurso da conversa da equipa técnica com os jovens, muitos deles tomam, pela primeira vez, consciência de que aqueles consumos não são tão inócuos assim, e desistem deles ou procuram tratamento.

Sabe-se alguma concreta sobre o perfil do consumidor de cannabis?

Sabemos que há 6.5 homens para cada mulher. Mas em termos de perfil, não me vou por a inventar, não há um perfil único. Temos é que assumir que cada sociedade tem a sua droga e a nossa é tradicionalmente o álcool, mas que há 40 anos que também é a cannabis.

A tendência para a dependência é uma característica de personalidade?

Temos é a certeza que só fica dependente quem consome, portanto é um bom princípio dizer “Não consuma”. E sabemos que quanto mais precoce o início do consumo maior a probabilidade de dependência.

Quais são os riscos do seu consumo?

Alguns são óbvios e comuns ao uso do tabaco. Fuma-se com tabaco, fazendo inalações mais profundas, travando o fumo durante mais tempo, com filtros que não diminuem a temperatura do fumo como o filtro dos cigarros, aumentado por isso o risco de cancro do pulmão, de enfisemas, de bronquites. Existe ainda o tão falado Síndrome Amotivacional, de desinteresse por tudo que não sejam os consumos, que se instala nas pessoas com o uso regulares de cannabis, e há uma associação estatística entre o uso de cannabis e doenças mentais graves, nomeadamente as psicoses e esquizofrenia. Não se pode dizer “fumar provoca doenças mentais” mas, há cinco vezes mais psicóticos e esquizofrénicos entre os utilizadores de cannabis do que na população em geral. Há quem defenda que a pessoa usa cannabis para aliviar um sofrimento psíquico pré-existente, há quem diga que é o gatilho...

Começando a fumar cada vez mais cedo, o síndroma amotivacional aparece numa altura em que estão...

... a estudar, a tomar decisões sobre a sua vida. É complicado. As Comissões de Dissuasão são interessantes também por isso. Não estamos a falar de tratamentos compulsivos, mas de um sinal de autoridade, de desaprovação social, e de uma avaliação a tempo, que permite agir quando se detectam uma série de problemáticas juvenis (famílias disfuncionais, baixa auto-estima, insucesso escolar), que vão agravar o risco de toxicodependência daquele jovem.

E os pais? O que devem fazer perante um filho/a consumidor?

Em quase todas as nossas equipas de tratamento há atendimento familiar. A linha Vida 14 14, está disponível todos os dias, com técnicos que orientam sobre como actuar, e sobre os serviços a que podem recorrer.

Alertar os adolescentes para os perigos é eficaz?

A percepção que temos é claramente de que a prevenção terrorista não funciona. Tem de ser mais pela positiva, pelas alternativas, pela prática de desporto e actividades lúdicas que não passem pelo uso de substâncias.

Tratar a dependência da cannabis passa por que tipo de tratamento?

Geralmente pela psicoterapia, mas pode haver a necessidade de utilizar psicofármacos, embora não haja nenhum específico. Se o consumidor tiver manifestações de patologia mental, trata-se como se trata essa patologia mental.

E se quiser tratamento, começo por onde?

Temos uma rede com 63 unidades espalhadas pelo país, e o primeiro passo é dirigir-se a um desses centros.

Ainda existe relutância por parte destes consumidores de ir a um espaço onde se tratam heroinómanos, porque não se consideram iguais a eles?

Hoje já não. O estereótipo do “junky”, do arrumador, da pessoa muito marginalizada e desorganizada é uma percentagem cada vez menor dos utentes dos nossos centros. Temos os centros de respostas integradas (um em cada capital de Distrito, vários em Lisboa e no Porto), onde existe uma equipa de prevenção, uma de redução de danos, uma de reinserção social e uma ou várias equipas de tratamento. Há 63 equipas de tratamento.

Qual é a taxa de sucesso dos tratamentos desta e de outras drogas?

Depende do que é considerado sucesso. As dependências são doenças crónicas recidivantes, em que antecipamos a ocorrência de recaídas. O que pretendemos é que haja períodos livre tão longos quanto possíveis – às vezes tão longos que nunca mais há uma recaída - e que nesses períodos tenham uma vida social, pessoal, familiar e laboral tão próxima quanto possível do normal, seja isso o que for. E o que é facto é que entre os doentes que temos em acompanhamento, cerca de 40 % estão a trabalhar ou a estudar, ou seja, independentemente dos acidentes durante o seu percurso terapêutico, conseguem manter a sua compatibilidade com a “norma”.